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Diabéticos reclamam da falta de medicamentos

Saúde Comentários 24 de setembro de 2010

A principal preocupação é referente à falta de tiras para se medir a taxa de glicemia. O médico. Marcelo Daher garante que o problema está sendo solucionado


O numero de pessoas inseridas no Programa Diabetes Mellitus da Cidade tem crescido quase que 10% ao mês. Hoje, a Secretária Municipal de Saúde precisa fornecer insulina, aparelhos e tiras para medição da taxa de glicemia, além de assistência médica, fisioterapêutica e psicológica para quase 600 anapolinos portadores da doença, dos tipos um e dois. Nos últimos meses, várias reclamações surgiram principalmente devido ao atraso na entrega dos medicamentos, quando não, a falta deles.
L.F.B, 10, é portador do tipo um de diabetes há quatro anos. Este mês, recebeu somente as insulinas. Mesmo assim, sua mãe, Adriana Ribeiro conta que uma delas foi substituída. A receita médica traz a prescrição da NovoRapid, em vez dessa, ele tem recebido a Humulin. “Eles não podem fazer isso, a qualidade de vida dele depende das insulinas e das fitas,” argumentou Adriana. Jonathan Castro Lopez, 20, também é diabético do tipo um. Por quase 10 anos convive com a doença. Ele enfrenta o mesmo problema, não consegue as tiras e a insulina que recebe, Apidra, não condiz com a que lhe foi receitada, Humolog. “O custo de tudo isso é muito alto, fica difícil manter sozinho,” disse.
Cada uma dessas insulinas citadas é comercializada nas farmácias em torno de R$ 250 a R$ 300, de acordo com a quantidade. Uma caixa com 50 unidades de fitas ACCU-CHECK Active, usadas para medir a glicose é vendida por cerca de R$ 80. A média da Sociedade Brasileira de Diabetes determina 120 tiras para cada portador, quase três caixas mensais. Essa doença traz outra grande despesa: a dieta. Os portadores só podem consumir produtos sem adição de açúcar, pequenas quantidades de carboidratos, alimentos à base de soja, frutas, verduras e legumes variados. Além disso, eles precisam de atividades físicas regulares. Todos esses fatores elevam a despesa das famílias, aumentando a necessidade de receberem a ajuda do Município.
O médico infectologista e diretor do Programa Diabetes Mellitus, Marcelo Daher, assume a falha em relação à demora na distribuição das fitas de medir. Para ele, essa carência se deu por causa do acréscimo de beneficiados. “Mas isso não é justificativa,” apontou. Até o mês passado eram compradas mil caixas dessas tiras, mas a previsão “furou”. Ele garante que as providências já estão sendo tomadas e que em outubro tudo estará normalizado. Todos devem voltar a receber três caixas de fita em um mês, duas no outro para equilibrar a quantidade necessária. Ele esperava receber até o último dia 13 um lote de tiras para a distribuição nas Unidades de Saúde. Entretanto, a informação é que houve atraso.
Quanto às insulinas, ele diz que não existe nenhum problema. “Muda apenas o nome comercial, a ação final é igual: ultra-rápida,” observou. Inclusive, ele contou que já entrou em contato com os médicos do programa, para que as novas receitas tenham os nomes atualizados. Disse ainda, que a insulina é de extrema importância para alguns diabéticos. “Eles não podem sobreviver sem o produto”. Já as fitas, para o médico, apesar de dar conforto e uma precisão exata a cada momento em que a taxa for medida, não é essencial. “O exame laboratorial pode revelar a quantidade diária que precisa ser aplicada,” afirmou.
O diretor aproveitou a oportunidade para falar da deficiência de médicos para os diabéticos. Na cidade atuam na área de endocrinologia, apenas seis profissionais. Três deles atendem no programa. Um concurso para aumentar esse número está planejado para o final do ano. Marcelo Daher deseja que, entre eles, haja um direcionado para as crianças.

Autor(a): Da Redação

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