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Déficit habitacional teve queda de 11,36% no decorrer deste ano

Geral Comentários 27 de dezembro de 2018

Estudo aponta que a principal variável que empurra as famílias ao déficit é “ônus excessivo com aluguel”


O Instituo “Mauro Borges” (IMB), ligado à secretaria estadual de Gestão e Planejamento, divulgou, recentemente, o estudo denominado: “Déficit Habitacional em Goiás - Uma análise do CadÚnico”. Como já diz no próprio nome, o levantamento tem como base o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que reúne informações sobre as famílias de baixa renda de todo o País, permitindo ao Governo um melhor conhecimento da realidade socioeconômica dessa parcela da população.
Nessa base, são cadastradas as famílias com renda familiar per capita de, até, meio salário mínimo, ou, que têm renda familiar mensal de, até, três salários mínimos; ou, ainda, famílias com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo.
A metodologia de referência para o estudo é o Indicador de Déficit Habitacional da Fundação João Pinheiro que, desde a década de 90, realiza o cálculo com base no Censo Demográfico do IBGE ou, pelos dados secundários da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, sendo adotado, oficialmente, pelo Governo Federal. Com esse índice, de acordo com o IMB, é possível construir e direcionar políticas públicas habitacionais para atender à demanda das esferas governamentais.
Pela metodologia aplicada, o déficit habitacional é tomado a partir de quatro componentes básicos, sendo os primeiros agrupados num único, ou seja: habitação precária com domicílios improvisados (moradia improvisada) e habitação precária com domicílios rústicos (moradia de taipa não revestida ou madeira; palha ou outro material); coabitação familiar (cômodos, situação que não é possível estimar a intenção de formar domicílio); ônus excessivo com aluguel urbano (verificação de comprometimento acima de 30% da renda familiar com despesas de aluguel) e adensamento excessivo em domicílios alugados (verificação do número de moradores por cômodo utilizado como dormitório igual ou maior a 3)

Resultados
Em Anápolis, o número de famílias em situação de déficit habitacional, até março de 2018, era de 9.534. Na comparação com o mesmo período de 2017, o Município tinha 10.756 famílias em situação de déficit habitacional. Portanto, houve uma redução de 11,36 na comparação. Anápolis é a terceira cidade goiana com maior número de famílias em situação de déficit, ficando atrás de Águas Lindas de Goiás (10.076) e de Goiânia (21.308).
No recorte por componentes, não figura entre os 10 municípios com maior déficit por habitação precária (domicílios improvisados e rústicos). Na variável de adensamento, aparece na terceira posição, com total de 147 famílias. Na variável “cômodo”, aparece na sexta posição, com, apenas, o registro de oito famílias. O maior número de famílias em situação de déficit habitacional aparece na variável “ônus excessivo com aluguel”, com total de 9.163 famílias, aparecendo na segunda posição do ranking.
Em Goiás, o número de famílias em situação de déficit habitacional foi estimado pelo IMB em 608.122, com base nos dados do CadÚnico de março de 2018, o que corresponderia a algo em torno de mais de 1,6 milhão de pessoas.

Famílias em situação de déficit
1º Goiânia - 21.308
2º Águas Lindas de Goiás - 10.076
3º Anápolis - 9.534
4º Aparecida de Goiânia - 8.538
5º Rio Verde - 7.005
6º Luziânia - 3.731
7º Senador Canedo - 3.542
8º Trindade - 3.100
9º Caldas Novas - 2.743
10º Catalão - 2.225
Março - 2018
Fonte/IMB


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