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Dez municípios concentram quase metade do eleitorado goiano

Política Comentários 07 de fevereiro de 2014

Nos principais colégios eleitorais de Goiás, há um equilíbrio de forças entre os partidos de situação e de oposição. Mas, cada eleição, é uma eleição e tudo pode acontecer


Em ano de eleição, candidatos e partidos voltam suas atenções para as pesquisas e para as estatísticas do eleitorado. E, no caso de Goiás, há um dado a se considerar: os 10 maiores colégios eleitorais do Estado concentram em torno de 48% dos mais de 4,3 milhões de eleitores.
Goiânia, a Capital, conforme dados mais recentes (de 2013) do Tribunal Superior Eleitoral, é o colégio eleitoral, com maior número de eleitores, com 901.000 eleitores (20,82% do eleitorado goiano), seguido por: Aparecida de Goiânia, 283.584 (6,55%); Anápolis, 265.749 (6,14%); Rio Verde, 114.894 (2,65%); Luziânia, 111.612 (2,58%); Trindade, 79.182 (1,83%); Águas Lindas de Goiás, 73.277 (1,69%); Itumbiara, 70.687 (1,63%); Valparaíso de Goiás, 69.716 (1,61%) e Formosa, 66.965 (1,54%).
Na eleição para Prefeito, em 2012, nestes mesmos municípios, os partidos da base aliada de Marconi Perillo venceram em Trindade, com Jânio Darrot, do PSDB; Águas Lindas, com Hildo Candango, PTB; Itumbiara, com Chico Bala, do PTB; em Formosa, com Itamar Sebastião Barreto; em Rio Verde, com Juraci Magalhães e em Luziânia, com Cristóvão Tormin. Estes três, do PSD. Já a oposição, leia-se PT-PMDB fez o restante. O PT elegeu Paulo Garcia, em Goiânia; Antônio Gomide, em Anápolis e Lucimar Conceição do Nascimento, em Valparaíso de Goiás. E, o PMDB, elegeu Maguito Vilela em Aparecida de Goiânia.
O que dá para notar é que há certo equilíbrio entre as forças políticas de situação e de oposição nos dez maiores colégios eleitorais, embora não seja possível se fazer um prognóstico se esse equilíbrio irá, ou não, se repetir, até pelo fato de que o processo eleitoral agora é outro. Mas, uma coisa é certa, são esses municípios que, praticamente, decidem a eleição em Goiás. O mapa geopolítico está sempre mudando e não será diferente agora. Vai depender de uma série de fatores: alianças, campanhas e o comportamento do eleitorado.
As estatísticas mostram, também, de forma clara, que em sendo realmente candidato à reeleição, Marconi Perillo conta bom uma base forte no interior. Como se diz no jargão político, nome que possui capilaridade, pelo fato de o PSDB estar presente nos 246 municípios goianos, onde em seus três mandatos (o atual em exercício), ele deixou algumas marcas e isso acaba pesando. Como vai pesar, também, o surgimento de um nome novo no cenário político, como foi Marconi em 1998, desbancando Íris Rezende (PMDB) que, até então, parecia ser imbatível. Antônio Gomide, pré-candidato pelo PT, quer aproveitar este espaço, mas precisa de um aliado forte, como o PMDB, que é também um partido bem estruturado em todo o Estado, ou seja, também possui capilaridade. E, se o candidato for do PMDB, Íris ou Júnior Friboi, precisar do PT que tem três dos 10 maiores colégio eleitorais, entre os quais, o de Goiânia, que representa mais de 20% do total do eleitorado goiano.
Na política há, também, um dito popular que é muito respeitado: cada eleição é uma eleição. No final das contas, quem sabe, se a pequena Anhanguera, com os seus 976 eleitores, venha a decidir nas derradeiras urnas a serem abertas, quem será o futuro Governador de Goiás? Política, assim como o futebol, é uma caixinha de surpresas.

Autor(a): Claudius Brito

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