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Detento envolvido com quadrilha morre na cadeia pública de Anápolis

Segurança Comentários 06 de setembro de 2018

A princípio, seria morte natural, mas a polícia investiga “queima de arquivo” e outras possibilidades


Mais um detento morreu em circunstâncias misteriosas na Cadeia Pública de Anápolis. O fato deu-se na noite de terça-feira, 04, e vitimou Pablo Mickael Freitas Elesbão, 20 anos. Ele havia sido preso na noite de segunda-feira, 03, por envolvimento em vários delitos, dentre eles, roubo de cargas, roubo de veículo, tráfico de drogas e outros crimes. A Polícia investiga as prováveis causas de sua morte. A princípio não foram registrados sinais de violência em seu corpo. Falou-se, até, em morte súbita, mas, a Polícia Civil decidiu esperar pelos laudos periciais, tendo em vista se tratar de um caso muito intrincado.
A prisão de Pablo e da quadrilha de que ele participava começou com a denúncia anônima sobre um caminhão roubado e deixado no pátio de um posto de combustíveis, no setor Village. A PM cercou o local e, diante das evidências, acompanhou o veículo. Quem o dirigia era Pablo, alcançado já na BR-060, sentido Goiânia. Ao ser abordado, o suspeito demorou a confessar o delito e apontou o local onde estariam os outros integrantes do grupo. A suspeita era a de que o veículo teria sido roubado e deixado no posto para ser recolhido posteriormente sem chamar a atenção. Na checagem da placa do caminhão, constatou-se o delito e juntamente com o suspeito, os policiais se dirigiram a um motel na saída de Anápolis, onde, o legítimo dono se encontraria. Na vistoria, ninguém foi encontrado, mas havia, no local, um carro Hyundai HB20 e um Voyage, ambos com ocorrência de roubo em aberto. Uma mulher (Fabiana Vieira, que dirigia o carro) foi presa junto com o grupo.
O desdobramento da ocorrência levou a descobrir-se que os carros eram utilizados para a entrega de drogas em domicílio. O celular que Fabiana portava tocava insistentemente com mensagens de teor suspeito. Diante das mensagens, os policiais detectaram que outra parte do bando se achava em região distinta da Cidade, mais especificamente, no Residencial Copacabana. Foram, então, para lá. Na casa suspeita, encontraram Sidney Pinto, conhecido por “Ceará” e Leandro Aparecido. Junto com eles, os policiais militares encontraram uma mala cheia de maconha, muitas pedras de crack e outras drogas, assim como armas de fogo. Foi todo mundo preso. No interrogatório, Pablo disse aos policiais que receberia mil reais para deixar o caminhão roubado em um posto, na saída da Cidade. E, apontou Sidney Pinto (“Ceará”), como o mentor intelectual dos crimes. Os donos do caminhão e do HB-20 foram localizados e reconheceram os criminosos. Ambos não sofreram qualquer tipo de violência.


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