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Desportistas avaliam o desastre da seleção brasileira

Esportes Comentários 10 de julho de 2014

Alemanha mostrou não apenas superioridade numérica nos gols marcados, mas um futebol que evolui no tempo. Brasil precisa correr atrás do prejuízo


Apesar de sempre esperançosos, até quem entende pouco de futebol sabia que a partida da Seleção Brasileira contra a Alemã seria muito complicada de se ganhar. Mas as críticas geradas que se ouve aqui ou ali, após a derrota, sempre se iniciam com algo do tipo: “ninguém imaginava que seria uma lavada história como essa” ou “uma catástrofe”.
É exatamente assim que pensam as personalidades do futebol anapolino. O Contexto ouviu alguns deles, mas nem quem convive todos os dias com os altos e baixos característicos do esporte consegue entender. A humilhação histórica se alastrou ainda mais, depois que “los hermanos” venceram a Holanda na quarta-feira, 10, e vão disputar a tão sonhada taça no gramado mais lendário do País.
“Desastre total”, assim definiu a derrota que praticamente tirou o Brasil da Copa, o cronista esportivo Miguel Squeff. Para ele, a Seleção não convencia desde a estréia e vinha se classificando aos trancos e barrancos, ou, por pura sorte. Squeff acredita que houve erro de escalação e, também, no desempenho dos jogadores que não era nem ao menos parecido com aqueles que entraram em campo na Copa das Confederações, que fascinou e inflou as esperanças de quem gostaria de ver o Brasil levar a melhor no Mundial que se aproximava. Mas aconteceu exatamente o contrário, os jogadores- que ficaram mais de um ano sem jogar juntos- não conseguiram se adaptar enquanto equipe na hora da verdade. Enquanto que, ele avaliou, a Alemanha mostrou um futebol com aspecto moderno com atletas que se enquadraram na nova “cara do futebol”. “Uma goleada exagerada. O resultado traz um prejuízo sem dimensão para a história do esporte brasileiro. E deixa também a mensagem de que algo vai ter que mudar”, desabafou Squeff.
Segundo Orisvaldo Pires, também cronista esportivo da nossa Cidade, o fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2014 e o abalo provocado no futebol brasileiro pela derrota de 7x1 para a Alemanha, pode ser resultado de uma série de fatores. “Entre os principais: concepção tática retrógrada, o futebol mundial evoluiu e nós ficamos parados no tempo; investimentos insuficientes na formação de jogadores; exposição excessiva na mídia que controla os direitos da Copa; grupo tem foco desviado do verdadeiro objetivo; inexperiência de grande parte dos jogadores- apenas 06 no grupo haviam disputado Copa do Mundo antes; decisão de ignorar atletas experientes que ainda tinham vida útil na seleção como Kaká, Robinho, Luiz Fabiano, dentre outros; esquema tático único armado apenas em função do Neymar; desrespeito à Alemanha ao escalar time com apenas dois homens no meio campo e, no caso específico do jogo semifinal, a ausência do zagueiro Thiago Silva e do atacante Neymar. A Alemanha pode ser utilizada pelo futebol brasileiro como referência de futebol taticamente quase perfeito, moderno e de conjunto”, avaliou.
Outro que encarou o resultado da partida entre Alemanha e Brasil dessa semana uma tragédia foi um dos dirigentes do Anápolis Futebol Clube, Arinilson Mariano. “Uma tragédia, daquelas que só acontecem a cada cem anos”, afirmou. De acordo com ele, os principais motivos do resultado foram motivados pelo despreparo emocional da equipe, péssimo planejamento; treinador em declínio, com pouco tempo para treinar; alguns jogadores convocados em péssima fase, em se tratando de um torneio curto, a fase que o atleta atravessa é essência; e pela grandeza do adversário, que soube explorar ao máximo suas qualidades e as nossas deficiências.
O camisa 11 da Anapolina também lamentou o resultado da Seleção Brasileira. Romerito confessou ter ficado surpreso. “O primeiro gol, muito cedo, desestabilizou a equipe. O posicionamento dos jogadores também não contribuiu. Foi erro atrás de erro. Quando acordaram já estava 5x0 e não tinha mais o que fazer. A Alemanha comandou o jogo inteiro. Eu não esperava que o resultado fosse esse desastre”, disse.

Autor(a): Da Redação

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