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Desemprego atinge construção civil e indústria

Cidade Comentários 02 de outubro de 2015

Pesquisa revela que comércio ainda não sentiu o efeito da crise


Desde julho deste ano, o assistente administrativo João Rocha está desempregado. Ele trabalhava numa construtora de Anápolis há mais de um ano, mas, perdeu o emprego junto com alguns colegas de empresa. E, eles não são os únicos. Estatísticas mostram que o desemprego no País atingiu a maior taxa histórica, desde que começou a ser pesquisado em 2012.


No segundo trimestre deste ano, o índice chegou a 8,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o SINE (Sistema Nacional de Empregos), houve uma queda significativa no número de contratações em 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado.


De janeiro a agosto de 2014, foi constatado um saldo positivo de 859 postos de trabalho. Segundo o relato, 33.161 pessoas foram contratadas. No mesmo período em 2015, o saldo foi de 192 novos postos, com 30.549 admissões. Mesmo com a queda no número de contratações, o secretário do Trabalho, Emprego e Renda de Anápolis, Ilmar Lopes, diz que os números são positivos.


“O desemprego é hoje uma epidemia nacional, mas em Anápolis a incidência é menor, já que, ainda, estamos conseguindo fechar com saldo positivo. Em agosto foram abertos 259 postos de trabalho na Cidade”, diz.


Ilmar Lopes afirma que a explicação está no fato do maior índice de desemprego estar entre os setores da construção civil e indústria da transformação. E, Anápolis ser uma cidade forte no comércio e na prestação de serviço. “O comércio varejista é o maior empregador do Município e hoje, além de manter os empregos, o setor oferece novas vagas”, afirma o secretário.


O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, Vilmar Jardim Carvalho, reitera a afirmação do secretário. Segundo ele, o segmento já sentiu uma queda nas vendas, mas ainda não está demitindo. “O comércio, em geral, é a ponta da economia. Então, ainda não sentimos esse desemprego”, afirma.


Vilmar Carvalho, também, diz que outra explicação é que o comércio já trabalha com o mínimo possível de funcionários. “As vendas não param. Há, sim, uma retração, mas no geral o comércio é o último a sentir a crise. Além disso, já trabalhamos muito enxutos. Então não há como demitir”, diz.


Segundo o presidente da CDL, ainda há a previsão de contratação a partir de novembro. “Nós esperamos que haja novas vagas no mercado. Porque sempre temos as vagas temporárias no final de ano”, completa.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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