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Desativação: 40 por cento das novas empresas deixam o mercado

Economia Comentários 16 de setembro de 2011

Levantamento feito pelo IBGE revela a demografia das empresas no Brasil, com indicadores de entrada no mercado, saída e sobrevivência. Em Goiás, constituição é maior do que extinção


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, na última quarta-feira, 14, um estudo denominado Demografia das Empresas, o qual permite analisar a dinâmica através de indicadores de entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado e uma série de outras informações. Segundo a pesquisa, das 464,7 mil empresas que entraram no mercado em 2007, 353,6 mil (76,1%) haviam sobrevivido em 2008 e 285 mil (61,3%) até 2009. Isso significa que, de cada 10 empresas criadas em 2007, cerca de duas já haviam deixado o mercado no ano seguinte e cerca de quatro não existiam mais após dois anos.
O quadro geral, de acordo com a pesquisa, mostra, ainda, que havia 4,3 milhões de empresas ativas no País. A taxa de entrada no mercado foi de 22,2%. Isso significa que, de cada cinco empresas, uma era nova. Por outro lado, 17,7% delas saíram do mercado. O saldo ficou positivo, pois o número de entradas de empresas (946,7 mil) foi maior do que o de saídas (755,2 mil). Entre as atividades econômicas, Comércio foi a que mais se destacou, com 464,6 mil entradas (49,1%) e 394,5 mil saídas (52,2%).
Há também um dado interessante sobre as empresas consideradas de alto crescimento, que são aquelas cujo aumento médio do pessoal ocupado assalariado é igual ou maior que 20% ao ano, por um período de três anos, e que tenham, pelo menos, 10 pessoas assalariadas no ano inicial de observação. Nestas empresas, 69% dos empregados eram homens e 31%, mulheres. Mais de 90% do pessoal assalariado nas chamadas empresas de alto crescimento não tinham educação superior em 2009 e 9,6% possuíam esta formação, o que significa que nove em cada 10 empregados tinham, no máximo, o ensino médio.

Atividades
As atividades econômicas que registraram maior número de entradas e saídas de empresas do mercado foram Comércio, com 464,6 mil entradas (49,1%) e 394,5 mil saídas (52,2%); Indústrias de transformação, com 71,9 mil e 61,8 mil (7,6% e 8,2%); e Alojamento e alimentação, com 71,0 mil e 54,1 mil (7,5% e 7,2%). Entre as empresas sobreviventes em 2009, destacam-se as mesmas atividades econômicas, que são as que apresentavam os maiores quantitativos de empresas: 50,9% (1,7 milhão) estavam no Comércio; 10,4% (346,4 mil), na indústria de transformação; e 6,9% (229,9 mil), em alojamento e alimentação.
As maiores taxas de entrada foram em administração pública, defesa e seguridade social (32,7%); construção (29,3%); e artes, cultura, esporte e recreação (28,7%); e as menores, em indústrias de transformação (17,2%); saúde humana e serviços sociais (18,0%); e indústrias extrativas (19,0%), que são as atividades que apresentaram maiores taxas de sobrevivência de empresas, respectivamente 82,8%, 82,0% e 81,0%.
Em 2009, dos 865,1 mil empregos gerados por novas empresas, 299,9 mil (34,7%) estavam no Comércio, 118,4 mil (13,7%), na Construção; e 118,1 mil (13,7%), nas Indústrias de transformação. No ano anterior, o Comércio também havia liderado na geração de emprego nas novas empresas, 285,0 mil (34,8%). As Indústrias de transformação, por sua vez, estavam na segunda colocação, 130,6 mil (16,0%), enquanto Construção aparecia na terceira, 101,2 mil (12,4%).


Goiás registra saldo positivo de abertura de empresas
O Estado de Goiás, segundo dados da Junta Comercial - Juceg, registra um saldo positivo de constituições de empresas, em relação às extinções. O último registro, referente ao mês de agosto, aponta 2.358 constituição de empresas e 916 extinções. No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a agosto, o número de constituições chegou a 16.807 contra 6.907 extinções. Uma diferença de 9.837.
Em agosto de 2010, ainda de acordo com a estatística da Juceg, foram constituídas 2.177 empresas e extintas 1.022. No acumulado de janeiro a agosto do ano passado, o número de constituições foi de 16.500 contra 6.933 extinções, portanto, um saldo de 9.567, um pouco menos do que o registrado este ano.
Do total de empresas constituídas em Goiás no último mês de agosto, em relação à natureza jurídica, uma foi de sociedade anônima aberta; quatro de sociedade anônima fechada; 1.375 de sociedade empresarial limitada; 970 de empresário individual, sete cooperativas e um consórcio de sociedades. Das empresas extintas, 366 foram de sociedade empresarial limitada, 549 de empresário individual e uma cooperativa. No total, foram registradas 3.582 alterações de cadastros. (Com informações do IBGE e da Juceg)

Autor(a): Claudius Brito

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