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Desafios de uma grande metrópole

Economia Comentários 27 de julho de 2012

Com a 46ª. maior frota de veículos do País, a questão do trânsito é um dos grandes desafios que a cidade tem a enfrentar


Os números da economia dão uma amostra do quanto a Cidade evoluiu. No entanto, basta andar pelos quatro cantos da Cidade para se perceber o quanto Anápolis mudou. O tradicional comércio do chamado quadrilátero central se espalhou. O público consumidor tem, hoje, dois shopping centers e centros comerciais espalhados nos bairros. Alguns exemplos são o eixo da Avenida Fernando Costa, na Vila Jaiara; as avenidas Mato Grosso e Santos Dumont, no Bairro Jundiaí; o eixo da Avenida Brasil, no lado Sul, concentrando o segmento de revendas e serviços de veículos e, no lado Norte, chama atenção a expansão imobiliária ocorrida em função da migração de estudantes para o pólo universitário e a Avenida Pedro Ludovico com um variado aspecto econômico/financeiro.
Todo esse crescimento, numa Cidade que nasceu sem ser planejada, traz uma série de consequências, dentre elas, o desafio do ordenamento do trânsito e a questão da acessibilidade. Para se ter uma ideia, em 2001, o número de veículos emplacados em Anápolis, conforme dados do IBGE e do Departamento Nacional de Trânsito era de 81.675. Já em 2011, saltou para 191.271, portanto, mais do que dobrou a frota em 10 anos, sem que houvesse um preparo adequado para essa expansão. Hoje, Anápolis tem a 46ª. maior frota de veículos emplacados do Brasil, num universo de 5.560 municípios. São mais de 201 mil veículos registrados.
Os problemas
A questão da acessibilidade, também, tem sido um entrave, no tocante ao progresso social. São poucos os prédios, até mesmo algumas construções mais recentes, que dispõem de aparato para as pessoas com deficiência física ou de locomoção. Tem crescido o número de vagas em estacionamento, mas o desrespeito ainda é flagrante nos locais demarcados.
Outro desafio não menos importante, é com relação à vinda de novos investimentos para o parque industrial local, ora comprometido com a falta de local para acolher os empreendimentos, já que o Distrito Agroindustrial, que é o maior de Goiás, encontra-se todo povoado de indústrias e as previsões das entidades que representam o setor produtivo, é que a criação de um novo DAIA, desde a desapropriação de terreno, até dotar o mesmo espaço com a infraestrutura necessária (rede de energia elétrica, sistema de abastecimento e tratamento de água e esgoto, arruamento, dentre outros) deve demorar, até a sua plena consolidação. O que resulta em risco de os investimentos captados serem direcionados a outros municípios goianos ou até para outros estados.
Além disso, muito embora o Município tenha recebido investimentos por parte da Prefeitura, ainda há problemas em áreas vitais, como a da saúde, em razão, até, da forte expansão de demanda. A radiografia de Anápolis é bem complexa de ser analisada. Há inúmeros pontos positivos a seu favor, mas há os contrapontos. Evidentemente que nenhuma cidade consegue solucionar todos os seus problemas da noite para o dia, ainda mais, quando o crescimento se deu de forma muito acelerada. Há, portanto, a necessidade de buscar um ponto de equilíbrio, onde prevaleça a qualidade de vida dos moradores. São equações difíceis, que dependem não só dos esforços do Poder Público, mas dos olhos atentos e a participação de cada cidadão como agente das transformações, que um dia será, também, parte da história.

Números de Anápolis

População (2011) - 338.544
Taxa de crescimento (2011) - 1,48%
Área territorial - 918,375 m2
Eleitores (2012) - 241.853
Densidade demográfica - 358,58 habkm2
Agências bancárias - 32
Arrecadação de ICMS (2011) - R$ 550.2 milhões
ICMS do Comércio Varejista (2011) - R$ 68.3 milhões
ICMS do Comércio Atacadista (2011) - R$ 132.2 milhões
ICMS da Indústria (2011) - R$ 293.7 milhões
Exportações (2011) - US$ 254.0 milhões
Importações (2011) - US$ 3.1 bilhões
Corrente de Comércio (2011) - US$ 3.4 bilhões
PIB (2009) - R$ 8.1 bilhões
PIB per Capita (2009) - R$ 24.1 mil
PIBVA Agropecuária - R$ 51.9 milhões
PIBVA Indústria - R$ 2.8 bilhões
PIBVA Serviços - R$ 3.0 bilhões
PIBVA Administração Pública - R$ 510 milhões
Empregos (RAIS-2010) - 82.172
Rendimento mensal médio - R$ 1.2 mil

Autor(a): Claudius Brito

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