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Derrota nas urnas e prisão. O inferno astral vivido por Marconi Perillo

Política Comentários 11 de outubro de 2018

Quatro vezes Governador de Goiás e Senador , o tucano perdeu a primeira eleição da carreira e acabou preso na operação Cash Delivery


O ex-governador de Goiás por quatro mandatos, ex- Senador e ex-deputado Federal, Marconi Perillo (PSDB), vive um verdadeiro inferno astral, que começou com a derrota nas urnas no último pleito (07 de outubro). Ele concorria a uma vaga no Senado, era tido como favorito no início da corrida aos votos, mas acabou, apenas, em quinto lugar com 416.613 votos. Muito longe dos votos conquistados pelos dois eleitos para o cargo: Vanderlan Cardoso (PP) 1.729.637 e Jorge Kajuru (PRP) 1.557.415.
Na quarta-feira, 10, Marconi Perillo foi preso enquanto prestava depoimento na sede da superintendência da Polícia Federal, em Goiânia. A prisão foi decretada pelo Juiz Federal da 11ª Vara, Rafael Ângelo Slomp, atendendo ao pedido feito pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF). A prisão deu-se no âmbito da operação Cash Delivery, um desdobramento da Lava-Jato, deflagrada no dia 28 de setembro último, com o objetivo de investigar pagamento de propinas em campanhas eleitorais. Marconi Perillo foi citado em delações de executivos da Odebrecht, dando conta que ele teria recebido propina de cerca de R$ 12 milhões para campanhas entre 2010 e 2014 em troca de “favores” à empresa.
O MPF divulgou uma nota, destacando que a Justiça Federal acolheu os argumentos apresentados pelo MPF e determinou a prisão de Perillo por acreditar que a liberdade do ex-governador “representa ameaça concreta à ordem pública”. “A custódia cautelar de Marconi Ferreira Perillo Junior, além de prevenir o envolvimento do investigado em outros atos de recebimento de valores, desbaratando o esquema delituoso, prevenirá o recebimento de eventual saldo de propina, bem como a entrega aos potenciais destinatários, dificultando/impedindo também novas condutas de ocultação e dissimulação do produto do crime, resguardando, assim, a ordem pública”, pontua trecho da decisão.
No mesmo dia, o advogado de Marconi, Kakai, divulgou nota afirmando: “A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registra a completa indignação com o decreto de prisão na tarde de hoje (dia 10). O tribunal Regional da Primeira Região já concedeu liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de dois ilustres desembargadores”. Ele cita que o novo decreto é praticamente uma “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF1. E complementa: “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do Ex-Governador Marconi Perillo... Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”. Finalizando, o advogado diz: “Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no Departamento da Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos”.
Na quinta-feira,11, no início da tarde, a defesa de Marconi Perillo conseguiu decisão favorável a um pedido de habeas corpus. A decisão, em caráter liminar, foi concedida pelo desembargador Olindo Menezes, que faz parte da 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. No despacho, o magistrado assinalou que “todas as suspeitas da autoridade policial e do magistrado devem ser apuradas, mas isso não equivale a que os investigados sejam presos, sem culpa formada”. No documento prestado à PF, Marconi respondeu 51 questionamentos e negou ter sido beneficiado em esquema de propina.

MPGO
E, a tormenta envolvendo o Ex-Governador não cessou, mesmo após a sua prisão. O promotor de Justiça Fernando Krebs o está acionando, assim como ao secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, por ato de improbidade administrativa, ao violarem princípios da administração pública, em especial realizarem contratos temporários prorrogados sucessivamente, por quase duas décadas, desviando-se da promoção de concurso público para provimento de cargos na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce).
O promotor requereu o bloqueio de bens dos acionados visando a reparação pelo dano moral coletivo e ao pagamento de multa civil, pela improbidade praticada. No caso de Marconi Perillo, o pedido de indisponibilidade de bens é no valor de R$ 5.010.500,00, enquanto de Joaquim Mesquita de R$ 4.008.250,00. (Com informações do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual).

Autor(a): Claudius Brito

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