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Deputado admite relação com Cachoeira, mas nega irregularidades ao Conselho de Ética

Política Comentários 09 de agosto de 2013

Carlos Leréia disse que nunca soube das supostas atividades ilegais praticadas por Cachoeira em Goiás


O deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que responde a representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar por envolvimento com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, afirmou, nesta quarta-feira, que tem relação de “grande amizade” com o contraventor. Ele admitiu que utilizou o cartão de crédito de Cachoeira para comprar “joguinhos eletrônicos”, declarou que recebeu diversos empréstimos para honrar compromissos financeiros e disse que foi “ajudado” em uma de suas campanhas para deputado com um “café da manh㔠oferecido por Cachoeira.
Em depoimento de mais de três horas no conselho, Leréia destacou, no entanto, que nunca soube de supostas atividades ilegais praticadas por Cachoeira em Goiás e que não tem qualquer sociedade com o bicheiro, embora admita que ambos sejam donos de uma aeronave avaliada em “aproximadamente R$ 800 mil”.
O relator da representação no conselho, deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), adiantou que não deverá ouvir mais depoimentos sobre o assunto e pretende apresentar seu parecer para discussão e votação no próximo dia 14 (quarta-feira).
Os atos praticados por Cachoeira foram um dos alvos de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito realizada em 2012, que não conseguiu aprovar um relatório final. Durante as investigações, levantou-se também a suspeita de que o contraventor fosse “sócio oculto” da empreiteira Delta, acusada de diversas irregularidades em obras realizadas com recursos públicos em governos estaduais e federal.
Em seu depoimento ao conselho, Leréia disse que perguntou diretamente a Cachoeira, no passado, se ele era sócio da Delta, mas não teria obtido resposta. “Eu não insisti [na pergunta] para não ser indiscreto”, disse o deputado. Leréia acrescentou que sempre discordou dos métodos da empresa: “Sempre tive bronca da Delta, porque ela chegava atropelando a todos, tanto nas obras quanto na prestação de serviços”.
Sobre sua relação de amizade com Cachoeira, Leréia disse que conheceu o “empresário” no fim da década de 80 e sempre soube que ele “tinha muito dinheiro”, pois o setor de laboratórios farmacêuticos – um dos ramos de atividade de Cachoeira – “explodiu em seu faturamento” nos últimos anos. “Cachoeira tem e teve negócio em todas as áreas em Goiás, laboratórios, loteamentos, loterias”, listou Lereia.
O deputado de Goiás sabia que Cachoeira tinha concessão para explorar as loterias estaduais, durante o período de legalidade, mas afirmou que nunca havia sido informado de outras modalidades de jogos administradas pelo amigo.
Questionado sobre a acusação de ter usado o cartão de crédito do contraventor, conforme investigação da Polícia Federal na Operação Vegas, Leréia disse que o uso foi para comprar jogos eletrônicos para seu tablet. A compra, no entanto, não teria sido concluída. “É comum que amigos forneçam a senha do cartão de crédito em algumas situações”, comentou.

Empréstimos
Sobre os empréstimos recebidos, disse Leréia, os repasses ocorreram porque o deputado precisava efetuar pagamentos, mas não podia recorrer a empréstimos bancários e estava com parte de seus bens bloqueada. “Recorri a um amigo que sabia que tinha dinheiro, e ele emprestou porque sabia que eu tenho palavra e honraria os pagamentos”, disse.
Questionado se Cachoeira havia financiado alguma de suas campanhas para cargos eletivos, Leréia afirmou que nunca recebeu qualquer montante financeiro, mas disse que o contraventor ofereceu um café da manhã para ele debater suas propostas com os funcionários de uma empresa em Anápolis.

Autor(a): Agência Câmara

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