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Denunciados os envolvidos em crimes no presídio

Segurança Comentários 16 de maro de 2018

Ministério Público e GAECO trabalharam em conjunto e montaram a peça acusatória envolvendo os funcionários


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Goiás e promotores com atuação em Anápolis ofereceram denúncia criminal contra o ex-diretor da Unidade Prisional de Anápolis, Fábio de Oliveira dos Santos, e dois ex-agentes penitenciários da unidade, Antônio Dias Ataídes Neto e Sóstenes Brasil Júnior, por crimes apurados durante a Operação Regalia II, deflagrada em novembro de 2017 e que teve como objetivo desmontar uma organização criminosa que atuava no presídio, com a conivência e, até mesmo, participação direta de agentes prisionais.

Os crimes
A denúncia aponta para cinco crimes: organização criminosa; prevaricação; favorecimento da entrada de celular em presídio (prevaricação imprópria), tráfico de drogas e até mesmo tortura. Caso sejam aplicadas as penas máximas para os crimes, os denunciados podem ser condenados, em conjunto, a até 56 anos e 04 meses de prisão.
Durante a investigação, foi possível detectar, em relação aos presos, uma movimentação em dinheiro, somente em 2017, de mais de R$ 5 milhões dentro do presídio. No que diz respeito aos agentes, a soma em dinheiro movimentada ultrapassou R$ 1 milhão. Detentos da Unidade Prisional de Anápolis comandavam inúmeros crimes praticados dentro e fora da cadeia, e contavam, para isso, com a conivência e participação de alguns agentes prisionais lotados no local. Além do tráfico intenso de drogas, foi constatada a ocorrência de roubos, extorsões e, até, homicídios praticados pelos presos com a conivência e, em muitos casos, a participação ativa de servidores lotados no presídio, mediante o pagamento de propina.
Foi possível identificar a existência de quatro grupos criminosos bem definidos. O primeiro, uma associação criminosa voltada ao tráfico de drogas, arraigada dentro do Presídio de Anápolis, liderada pelo preso Wanderson Rithiele Santana (conhecido como Bola); de sua mulher Carla Natielly; Joelson Vieira; João Ricardo Lino (vulgo Gaguinho), e Andreza do Nascimento, mulher de Joelson. O segundo grupo era encabeçado pelo detento Leonaldo Correa (vulgo Folião); sua mulher, Patrícia Correa; de Marciel Ribeiro (vulgo Grilo), além de outros comparsas ainda não identificados.
O terceiro grupo era formado por Samuel Nascimento (conhecido como Hominho) e sua mulher, Laiane Driele Gomes, que se associaram para praticarem o tráfico de drogas dentro e fora da Cadeia. O quarto grupo era formado por agentes prisionais efetivos e temporários, que permitiam a entrada de drogas, telefones, objetos proibidos, além de outras regalias aos detentos em troca de vantagens indevidas, em especial, pecuniárias. Este grupo era liderado pelo diretor Fábio de Oliveira, de forma indireta, e por Ednaldo Monteiro (assassinado durante as investigações). Integravam, também, essa organização criminosa o agente de segurança penitenciária Antônio Dias Neto e o ex-agente Sóstenes Brasil.

Medidas cautelares
Os promotores requisitaram, ainda, que sejam restabelecidas as medidas cautelares de recolhimento domiciliar noturna e monitoração eletrônica de Fábio de Oliveira. Foi requisitado, ainda, o exame toxicológico definitivo da droga (preliminarmente constatada como cocaína) apreendida na sala de Ednaldo Monteiro e que os objetos apreendidos, tidos como relevantes, sejam acautelados em depósito judicial até o trânsito em julgado. Os demais denunciados estão sendo monitorados por tornozeleiras. Os três, também, estão afastados de suas funções. (Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Autor(a): Da Redação

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