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Denúncia de drogas e regalia para presos

Segurança Comentários 20 de fevereiro de 2011

Drogas circulando na carceragem e regalias para presos, são algumas das denúncias que chegaram à imprensa por meio de uma carta aberta. Diretor do Presídio admite dificuldade em conter irregularidades


Documento apócrifo, mas de conteúdo procedente, circula em Anápolis dando conta de desmandos, atos de corrupção, além do tráfico de drogas e de armas no presídio local.
A existência de um pacto entre a direção do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc”, ou Cadeia Pública de Anápolis para que as inspeções sejam feitas de forma branda, sem aprofundamentos, faz parte de um documento apontando muitas irregularidades naquele estabelecimento penal.
De acordo com a carta endereçada aos veículos de comunicação e a algumas autoridades de Anápolis, tudo foi decidido quando da última rebelião na Cadeia Pública, em meados do ano passado, quando faltou água no Presídio. Naquela oportunidade, segundo o documento, celebrou-se uma espécie de entendimento para que os ânimos fossem serenados, evitando-se “um derramamento de sangue”. Mas o signatário da carta aberta assegura que, na condição de funcionário (agente prisional) entende que a medida provocou um excesso de liberdade entre os detentos, a ponto de haverem regalias impróprias para uma cadeia, como o consumo de drogas e álcool; a livre circulação dos detentos para atividades de lazer, como apostas em jogos de cartas; a multiplicidade de aparelhos de TV; telefones celulares, equipamento de cozinha e churrasqueiras, assim como aparelhos de som de grande potência. Isto, na opinião do autor das denúncias, enfraqueceu a autoridade dos agentes penitenciários que pouco, ou nada, podem fazer para impedir os abusos.
O diretor da Cadeia, Danilo Carvalho, admitiu as irregularidades, entretanto, minimizando alguns tópicos. Segundo ele, é praticamente impossível administrar dentro das normas exigidas, um estabelecimento projetado para 100 detentos e que conta com mais de 350. Ela assegurou que a realidade vivida na Cadeia de Anápolis não difere, muito, do que ocorre em termos de Brasil. Garantiu que as denúncias já eram de seu conhecimento e que estão sendo apuradas.
Danilo Carvalho queixou-se da falta de estrutura administrativa, a partir do contingente de pessoas disponibilizado. Para ele, é impossível manter-se uma fiscalização e uma vigilância constante com o número de funcionários existentes no Centro de Inserção. Ele admite que sejam verídicas as afirmações de consumo de drogas que, por mais que se fiscalize, sempre acabam ingressando nos estabelecimentos penais de todo o Brasil. Disse mais sobre a existência de aparelhos eletro/eletrônicos. Segundo suas afirmações, são sanduicheiras comuns e aparelhos de TV, também comuns, destinados ao atendimento dos presos. Ele declarou mais, que o local onde funciona a Cadeia Pública de Anápolis é inadequado, pois ela está em uma área densamente habitada, oferecendo riscos à comunidade.

Questão política
Ao abordar a situação durante um programa jornalístico da Rádio São Francisco, o deputado estadual Carlos Antônio (PSC), que tem profundo conhecimento da situação, na condição de repórter policial por muitos anos e frequentador da Cadeia de Anápolis para seus trabalhos profissionais, disse que a questão é mais política. Para ele, é imprescindível a troca da direção do estabelecimento penal. “Defendo que o diretor da Cadeia seja uma pessoa de Anápolis, que more em Anápolis e conheça os problemas daqui”, justificou. O parlamentar acrescentou que tem conhecimento profundo das denúncias constantes no documento que circula na Cidade e foi incisivo ao afirmar que, realmente, existe o tráfico de drogas em seu interior. “Tem gente que vive da venda de drogas na Cadeia Pública de Anápolis. Falo isso com segurança”, disse o parlamentar. Segundo ele, é seu objetivo iniciar uma acirrada campanha junto ao Governo de Goiás para que sejam tomadas as providências imediatas visando melhorar as condições da Cadeia Pública de Anápolis, inclusive construindo-se a ala feminina e, muito mais do que isso, a edificação do mini-presídio da Cidade.

Autor(a): Da Redação

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