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Dengue tipo 4 ainda não apareceu na região

Saúde Comentários 18 de janeiro de 2013

Sintomas da dengue são os mesmos para todos os tipos: 1, 2, 3 e 4. Entenda os riscos


A dengue é uma doença que ainda não havia registrado muitos casos até a década de 70. Mas, depois, o índice passou a aumentar. A grande maioria da população já sabe que o mosquito transmissor dela é o Aedes aegypti. Desta doença, consideram-se existentes quatro tipos de vírus. O avanço do vírus tipo 4 da dengue, no Brasil, é uma ameaça à saúde pública, embora ele não seja nem mais, nem menos, perigoso que os tipos 1, 2 e 3. E, sim, pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo.
O mais importante para se tratar é o modo como o paciente se apresenta, pois tudo é semelhante incialmente. O componente da dengue 4, se explica que, como havia a circulação de, praticamente, dois tipos de vírus e em outros casos, eventualmente três tipos, quando se introduz um vírus diferente, a população se torna mais suscetível à doença. Mas, quem já foi acometido por algum dos tipos de dengue, raramente irá contrair o tipo 4, devido ao que se chama de “proteção cruzada”.
O médico infectologista Marcelo Dayer, explica sobre a incidência do “novo” vírus tipo 4, que está preocupando a população, que ainda não compreende, bem, do que se trata. “Em Anápolis, a incidência da doença sempre foi mais baixa em relação ao resto de Goiás. Em 2010 tivemos uma epidemia que elevou as proporções maiores, e fora isso temos uma situação confortável frente ao Estado. Claro que existem casos de dengue, mas, nós não temos uma procura tão grande quanto se tem em Goiânia, que fica a 50 km daqui. Isso mostra que temos uma doença acontecendo de uma forma restrita na Cidade, em que a população pequena que já contraiu a doença, frente à que não foi acometida. Neste caso, com um vírus novo se faz uma epidemia maior”, explica.
Segundo Marcelo Daher, quando se tem uma população grande que já sofreu a doença, frente à população geral, se introduz um número grande de pessoas protegidas. Desta forma, não haverá impactos grandes. “Dengue é um problema, por que temos uma proporção de casos que vão se complicar, mas existem medidas a serem tomadas para que se evite a doença. Por exemplo: manter os quintais limpos e eliminar reservatórios de água. Precisa-se, muito, da ação do poder público e de se contar com a ação da população que é, também, importante”.

Cuidados
É sabido que o poder público tem uma missão importante e que não deve interromper as ações em função do aumento de casos no País, tanto na prevenção, quanto no sentido de atenção à saúde do paciente. É importante a participação e a colaboração de todos os cidadãos também, no combate à doença.
O médico Marcelo Daher relatou um caso que vem ocorrendo na Cidade, que deve ser visto com muita atenção pelos governantes. Muito lixo está sendo depositado nas proximidades do Brasil Park Shopping, criando possíveis focos de dengue. “Lá se vê uma quantidade de lixo enorme jogada, bem no centro da Cidade por uma população dita civilizada. São copos descartáveis; plástico; tampas de garrafa, que são potenciais de reservatórios do mosquito. A população não está ligada o suficiente na prevenção”, conta.
Em Anápolis nenhuma ocorrência de dengue Tipo 4 foi diagnosticada. Para se descobrir a incidência, é necessário se fazer um exame específico em laboratórios da Capital. Saliente-se que o quadro clínico de paciente com dengue é idêntico ao de quem adquiriu dengue 4. Não é mais grave. É, apenas, um vírus diferente. “Especificar o tipo de dengue é um trabalho mais complexo. Eu consigo diagnosticar na rotina, hoje, quem tem dengue e quem não tem, e muitos casos já estão confirmados este ano. Já o tipo de dengue circulante não dá pra se saber, porque este trabalho é biologia molecular feito em laboratório apropriado e o paciente infectado tem que se apresentar no início dos sintomas, de preferência nos três primeiros dias, podendo ser realizado até no sétimo, devido a um aumento da carga viral, ou seja, vírus circulando em quantidade pra eu poder isolar este vírus e identificá-lo”, diz o especialista.

Riscos de dengue
Com a chegada das chuvas, o clima se torna favorável à reprodução e ao aparecimento de larvas e focos. Com isso, a população precisa ficar atenta aos cuidados sanitários nos jardins, depósitos ou garagens. “Quando a chuva começa a diminuir, vem o calor. Então o mosquito coloca os ovos, é o fator fechado para ele eclodir e vir à larva. Doenças assim começam a aparecer a partir de março”, esclarece o médico.
Em caso de suspeita de algum sintoma, deve-se procurar, imediatamente, um posto médico para a realização de exame e receber a orientação correta para o tratamento. O médico Marcelo Daher expõe os principais sintomas. “Pressão baixa, fora do seu normal; tonteira quando se levanta ou mesmo deitado; boca muito seca; dor abdominal, sangramento de gengiva e vômito com sangue são sinais de gravidade”.
O ideal é que isso não aconteça. O grande segredo do tratamento é a hidratação. Deve-se consumir muito líquido. Um adulto que pese 70 kg deve beber cerca de quatro litros de líquido, principalmente água, durante o dia. Esta é a chave do tratamento: manter o líquido circulando, para que ele saia dos vasos para um terceiro espaço. Caso isso não ocorra, o sangue deixa de circular com a frequência necessária, vai ter desidratação, hipotensão, e a gravidade só aumentará.
Convém, ainda, continuar praticando as providências de se manterem os recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. Não deixar água parada em locais como vidros; potes; pratos e vasos de plantas ou flores; garrafas; latas; pneus; panelas; calhas de telhados; bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou acondicionada.
É bom lembrar que 450 dias é o tempo de vida do ovo do mosquito da dengue, independentemente de o local estar seco ou molhado. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre dois e três dias. Por isso, é importante eliminar água parada e lavar os recipientes com água e sabão.

Autor(a): Diego Bartelli

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