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Dengue recua, mas, Goiás lidera incidência no Centro Oeste

Saúde Comentários 12 de junho de 2015

Comparação foi feita entre abril e maio deste ano. Mesmo com a diminuição dos casos, é importante a manutenção das medidas preventivas


O Estado de Goiás foi o responsável por quase 90 por cento dos casos de dengue registrados no Centro Oeste em 2015, até agora. O dado positivo é que a incidência da doença está diminuindo e, com a aproximação do inverno, cairá mais ainda. Mas, a orientação das autoridades médico/sanitárias é para que o combate ao mosquito Ades aegypti continue de forma incessante. A transmissão da dengue em maio foi 68% menor na comparação com abril. Novo boletim da dengue, divulgado na terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde, mostra que em abril foram registrados 348,2 mil casos contra 111,1 mil em maio. Até o dia 30 de maio, foram registrados um milhão de casos prováveis de dengue. A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência de casos, com 787,9/100 mil habitantes (119.912 casos); seguida pelas regiões Sudeste, com 775,3/100 mil habitantes (659.900 casos); Nordeste, com 288,4/100 mil habitantes (162.053 casos); Sul, com 187,7/100 mil habitantes (54.473 casos); e Norte, com 142,9/100 mil habitantes (24.666 casos). O Ministério da Saúde também foi notificado de 378 óbitos e 314 casos graves no mesmo período de 2015.


Em Goiás, o número de registros subiu de 64.066 em 2014, para 89.076 este ano. Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, o crescimento foi de 2.357 em 2014, para 15.806 este ano. Já o Distrito Federal teve redução. Foi de 9.371 casos em 2014 para 5.759 em 2015. Finalmente, o Mato Grosso teve o registro de 5.021 em, 2014 e 9.271 para este ano. Em 2014 foram registradas 45 morte por dengue em Goiás; 04 em Mato Grosso, 03 em Mato Grosso do Sul e 11 no Distrito Federal. Este ano, até agora, foram 34 mortes em Goiás; 05 em Mato Grosso do Sul, 01 em mato Grosso e 06 no Distrito Federal.


Na comparação com 2014, quando foram notificados 411,2 mil casos, o número de dengue representa um aumento de 148%. Já na comparação com 2013 - no mesmo período - quando foram registrados 1,3 milhões de casos, a redução é de 22%. Com relação aos óbitos, o número deste ano representa um aumento de 33% na comparação com os 285 óbitos de 2014, e uma redução de 23,5% na comparação com 2013, quando foram registradas 494 mortes, neste mesmo período.


O combate


Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, o Ministério da Saúde repassou, em janeiro, um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. A verba é exclusiva para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chicungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância. Do total repassado, R$ 121,8 milhões foram para secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões às secretarias estaduais. A verba adicional não possui caráter permanente. Os recursos para a doença são repassados via Fundo Variável de Vigilância em Saúde e o valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde, de R$ 1,25 bilhão.


Foi criado, ainda, um sistema para traçar um panorama da situação da dengue em todo País, a partir das informações de cada município. A ideia é que essas informações sirvam para os gestores locais direcionarem, com mais precisão, as medidas de prevenção, combate e controle da doença, uma vez que o levantamento indica os locais com mais criadouros do mosquito. Neste ano, 1.844 municípios participaram do levantamento, um aumento de 26,3% em relação ao ano passado. Outra medida para controle da dengue foi a elaboração do Plano Nacional de Contingência da Dengue e Chicungunya, disponível para estados e municípios com reforço nas orientações.

Autor(a): Nilton Pereira

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