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Dengue: Número de casos tem queda em Goiás

Saúde Comentários 29 de dezembro de 2014

Goiânia, Luziânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Valparaíso de Goiás, lideram o número de casos acumulados no ano


A Secretaria da Saúde divulga Boletim Epidemiológico da Dengue referente à 51ª semana. Houve redução de 29% em relação a 2013. Até o dia 20 de dezembro foram registrados 115.597 casos da doença em Goiás e 71 mortes. Nesta última semana foram notificados 291 casos de dengue, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 969, o que representa uma queda de 69,97%. Goiânia lidera o número de casos no acumulado do ano (27.643), seguida de Luziânia (13.225), Aparecida de Goiânia (10.380), Anápolis (7.721) e Valparaíso de Goiás (4.187).
A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus da dengue penetra no organismo, após picada de mosquito infectado, o Aedes aegypti. Somente as fêmeas infectadas (após picar uma pessoa doente) do mosquito Aedes aegypti podem transmitir a doença. O período de incubação varia de três a 15 dias, sendo a média de cinco a seis dias. A fêmea do mosquito vive cerca de 30 a 45 dias e, nesse período, pode contaminar até 300 pessoas. Ela coloca seus ovos nas paredes de recipientes com água e não diretamente na água de rios, lagos, córregos etc. Durante a vida um mosquito pode colocar 450 ovos. Por isso a necessidade de prevenção.
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes aegypti. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, uma medida eficaz seria limpar e retirar tudo aquilo que possa acumular água. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.

Sintomas
Os sintomas da dengue mais comuns são febre, dores no corpo – principalmente nas articulações – e dor de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramentos, como petéquias (pontos vermelhos, principalmente na pele), sangramento nasal e gengival, entre outros. Não há tratamento específico para o paciente com dengue. O médico deve tratar os sintomas do paciente com dengue clássica, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos (designação genérica dos sais e ésteres do ácido salicílico), como o AAS e a Aspirina, visto que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e ingira bastante líquido.
Os pacientes graves devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o terceiro dia da doença. A ausência de febre leva a uma falsa sensação de melhora, e, em seguida, o quadro clínico do paciente piora. A SES alerta que, diante da suspeita de dengue, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Autor(a): Da Redação

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