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Dengue avança em Anápolis

Cidade Comentários 26 de maro de 2010

A incidência da dengue em Anápolis é preocupante. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 17 de março (11ª Semana Epidemiológica), o órgão havia registrado 1727 notificações da doença na cidade, com um total de 1142 confirmações


Segundo o coordenador de controle de combate à dengue no Município, Edir Ramos Coimbra, desde o início da temporada de chuvas (2009), a Prefeitura vem desenvolvendo um trabalho de prevenção, mas fatores climáticos (antecipação do período chuvoso) somados ao descuido da população, com os depósitos de água destampados, são as principais justificativas para os altos índices verificados em Anápolis e em todo o Estado.
De acordo com os dados, cerca de 70% dos focos se encontram nas residências, sendo os depósitos de água da chuva os principais locais para os criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da moléstia. Em segundo lugar, estão os lixos, resíduos sólidos como tampas de garrafas e latas que representam 33,3% dos locais encontrados pelos agentes, com larvas do inseto. O coordenador de controle e combate à dengue na Cidade destaca que vasos de plantas se constituem no terceiro item da lista de estatística de potenciais criatórios do mosquito.
Números
Segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde, os bairros Jundiaí, Maracanã e Anápolis City fecham a 11ª semana com o maior número de casos notificados de dengue. No total, a cidade teve 437 notificações no mês de março de 2010, e 336 casos confirmados. No ano passado, houve 28 confirmações no mesmo período.
Segundo Edir Ramos, os 170 agentes que circulam na cidade não registram muita resistência por parte dos moradores. Quando as visitas ocorrem em casas fechadas, o coordenador explica que se as casas são de imobiliárias, as chaves são disponibilizadas para os agentes, mas caso os proprietários não são encontrados, os agentes através de uma liminar, fornecida pelo Poder Judiciário, autoriza a entrada nesses locais.
E para maior controle dos redutos com vários focos de dengue, a Prefeitura prevê um “arrastão”, ou seja, uma intensificação dos trabalhos dos agentes, concluindo as visitas em um só bairro em dois ou três dias, ao contrário do que normalmente acontece, em média, 45 dias.
O coordenador de controle combate a dengue ressalta que o trabalho diário da população é de fundamental importância para diminuir os focos e, consequentemente, o número de casos.

Autor(a): Flávia Gomes

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