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Demóstenes Torres sob processo disciplinar

Política Comentários 11 de outubro de 2012

De caçador a caçado. Ex-senador pelo DEM enfrenta mais uma etapa de problemas em sua carreira. Agora, está impedido de exercer o cargo na Procuradoria do Estado.


A Corregedoria-Geral do Ministério Público Estadual de Goiás instaurou na quarta-feira (10) processo administrativo disciplinar contra o ex-senador Demóstenes Torres e o suspendeu preventivamente de suas atividades como procurador de Justiça.
O procedimento, de caráter sigiloso, foi instalado para investigar se houve violação de deveres funcionais em razão de condutas de Demóstenes apuradas durante a “Operação Monte Carlo”, que teve como alvo Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como “Carlinhos Cachoeira”.
Em 13 de julho, com o retorno de Demóstenes ao seu cargo no Ministério Público, após a cassação de seu mandato de senador, a corregedoria havia instalado uma reclamação disciplinar e solicitado documentos da “Operação Monte Carlo” ao Senado Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Poder Judiciário.
Foi aberto processo administrativo disciplinar com a chegada dos documentos. "Esta Corregedoria-Geral permanecerá fiel aos interesses maiores do Ministério Público do Estado de Goiás e da sociedade, pautando suas ações pela estrita observância do Estado Democrático de Direito", diz nota da instituição.
Histórico
Demóstenes Lázaro Xavier Torres nasceu para a política depois de exercer e se destacar em diversos cargos, dentre eles o de Procurador do Estado, Secretário de Segurança Pública de Goiás e Senador da República, eleito duas vezes com extraordinária votação. No Congresso Nacional sempre teve uma avaliação bem acima da média, devido à sua eloquência, as posições que adotava e o destemor em tratar assuntos delicados na política nacional. Por diversas vezes os sites especializados o apontaram como um dos mais brilhantes senadores da nova safra nacional. Além disso, teve seu nome lembrado para a disputa de importantes cargos, como a Governadoria de Goiás, a Prefeitura de Goiânia e, até, a Presidência da República.
Entretanto, seu envolvimento com o esquema que ficou conhecido como “Escândalo Cachoeira” (que desencadeou a “Operação Monte Carlo” da Polícia Federal) capitaneado pelo empresário de jogos e contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos (hoje preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília), fez desmoronar toda a sua fama. Ele sofreu processo que determinou a cassação de seu mandato de senador. Retornou a Goiânia e reassumiu o cargo de procurador no Estado. Agora, sua situação fica mais melindrosa, por conta de novo procedimento implantado em seu desfavor.

Autor(a): Da Redação

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