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Demóstenes: Influente e aprovado

Política Comentários 30 de dezembro de 2009

Concluindo seu sétimo ano como representante de Goiás no senado Federal, o parlamentar democrata faz uma leitura positiva do atual momento nacional


Integrante da lista de brasileiros mais influentes do ano, feita pela revista “Época” (Editora Globo), ao lado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e do empresário Joesley Mendonça Batista, do grupo JBS/Friboi, o senador Demóstenes Torres (DEM) falou, com exclusividade, ao CONTEXTO sobre esta e outras conquistas observadas em 2009. Apesar de as áreas parecerem distintas, o trio tem encontro marcado na política de 2010: Meirelles e Demóstenes são pré-candidatos e a família de Mendonça tem, também, o seu representante, José Batista Júnior (Júnior do Friboi) que almeja o consenso PMDB/PSDB para tentar o Governo do Estado. Além da escolha de “Época”, o senador de Goiás acumula outros títulos, como a eleição feita pelo Congresso em Foco (site jornalístico que faz uma cobertura analítica, independente e crítica do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos da Capital Federal). Todos os anos o órgão ouve os jornalistas que fazem a cobertura no Senado e na Câmara dos Deputados e, em 2009, escolheu Demóstenes Torres como o segundo melhor entre os 81 senadores e, dos 594 parlamentares federais, é o que mais combate a corrupção no Brasil. Em 2008, a mesma organização havia ouvido os 242 jornalistas que cobrem o Congresso e Demóstenes ficou entre os cinco melhores senadores e o segundo no combate à corrupção.
A ONG Transparência Brasil pesquisou a atuação de todos os integrantes de parlamento e concluiu que o senador goiano está entre os dez que mais apresentam projetos relevantes. Todos os anos, também, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), instituição tradicional na avaliação dos parlamentares, escolhe Demóstenes entre os “cabeças do Congresso”, definição que se dá aos líderes mais importantes da Câmara e do Senado. Para galgar essas posições, Demóstenes tem de suar bastante, não apenas porque foi obrigado, pelos médicos, a frequentar academia após a operação que o curou de diabetes e o fez perder 35 quilos desde janeiro. Na Presidência da principal comissão do Senado, a de Constituição, Justiça e Cidadania, ele bateu o recorde de votações: 1.400 em seis meses. É dele ainda a marca de maior parecerista do Senado, com mais de mil relatórios. Presidiu, também, a comissão que reformou o Código de Processo Penal. Relatou a CPI da Pedofilia. Fez cerca de 60 palestras em todo o Estado. E ainda lhe sobra tempo para ler (muito), ouvir música (seu passatempo predileto), ir ao cinema e atualizar o microblog campeão em Goiás, twitter.com/demostenes_go que dia 17 de dezembro tinha 5.400 seguidores. Torres analisou o quadro político, falou sobre seu partido, o DEM, e, à pergunta sobre se é candidato à reeleição, Demóstenes respondeu: “Sou”. Simplesmente. Os demais trechos da conversa estão a seguir.


Claudius Brito e Vander Lúcio Barbosa,
de Brasília

CONTEXTO: Senador, que leitura o senhor faz do quadro político para a sucessão estadual em Goiás, na eleição do próximo ano? Qual será a participação do DEM no processo?
Demóstenes Torres: Ainda está muito embaralhado, com os partidos apresentando seus nomes à sociedade. É natural que alguns surjam, outros se afastem, depois acontecem os retornos e novos aparecimentos. Enfim, o de sempre. O Democratas vai mostrar seus quadros aos goianos, suas propostas. O mais provável é que o partido participe de uma ampla aliança que gabarite eleger o maior número de deputados, além de senador e governador.

CONTEXTO: O senhor prevê que haja também uma disputa acirrada para as duas vagas do Senado?
Demóstenes Torres: Não existe eleição fácil, ainda mais para cargo majoritário. O Senado, então, é a aspiração de todos que apreciam o trabalho no Parlamento e é natural que grandes nomes da política queiram ser senadores.

CONTEXTO: Os escândalos envolvendo o Governador de Brasília, José Roberto Arruda (que pediu afastamento do DEM) podem trazer algum tipo de prejuízo eleitoral ao partido?
Demóstenes Torres: Não, porque o partido tomou providências imediatamente, ao contrário de outros segmentos.

CONTEXTO: Aliás, escândalos de corrupção e malversação de dinheiro público têm se tornado um problema crônico no Brasil, envolvendo quase todos os partidos. A pergunta que se faz hoje é: existe uma solução ou como cortar o mal pela raiz? Uma reforma política, por si só, seria capaz de dar uma nova consistência aos partidos e uma “cara nova” para os agentes políticos?
Demóstenes Torres: Depende do que se vai votar na reforma política. As mudanças mais significativas terão problemas para ser aprovadas, porque o raciocínio é simples: o político que está sendo beneficiado com o atual modelo vai pensar muito antes de mudá-lo, apesar de ele ser arcaico, praticamente um convite à preguiça, à irregularidade e outras formas de trair a representação democrática.

CONTEXTO: O senhor obteve boa votação em Anápolis, quando de sua eleição. Mas o trabalho no Senado impede uma aproximação maior com as bases eleitorais. De qualquer forma, o senhor pretende montar uma agenda política para o município em 2010?
Demóstenes Torres: Realmente, minha atuação no Senado é muito intensa, seja analisando os projetos, elaborando proposições e recebendo as pessoas que me procuram. Isso, no entanto, não impede a visita constante às bases. Talvez tenha me faltado foguetório, que é o contrário do meu estilo, mas não faltaram as viagens constantes aos municípios. Anápolis, então, é a minha segunda casa. Não tem semana em que eu não atue em Anápolis, seja colhendo opinião de intelectuais acerca de projetos, seja visitando professores para conversar sobre assuntos de interesse do País, seja para ouvir os diversos segmentos. Talvez, em 2010, eu volte a ter escritório na cidade, como já tive, aproveitando a estrutura do diretório do partido. Não precisa de nada sofisticado, basta uma salinha com uma mesa e pronto. O restante a gente completa com boa vontade e muito trabalho.

CONTEXTO: Que avaliação o senhor faria das administrações do Governador Alcides Rodrigues (PP), e do Prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT)?
Demóstenes Torres: São políticos de boa safra, de reconhecida idoneidade, que têm estilo peculiar, são mais contidos, mas muito trabalhadores. O sucesso de ambos na política mostra que o eleitor os quer assim mesmo, sem muito barulho. Estou ajudando o Estado de Goiás e vou ajudar a Anápolis. Nunca neguei assinatura, apoio e articulação para o município receber verbas de bancada e outras emendas. Olhem, eu posso até não estar indo a Anápolis fazer carnaval em cima de emendas, mas colaboro. Estou sempre à disposição.

Autor(a): Claudius Brito

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