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Demora na entrega de trincheira causa reclamações

Cidade Comentários 17 de maro de 2012

Usuários do trecho urbano da BR 153, entre os trevos de acesso ao Setor Recanto do Sol/Pirineus/Jaiara queixam-se da lentidão no ritmo das obras na rodovia


Anunciada há mais de três anos e em execução há dois, a trincheira (viaduto) ligando o Jardim Progresso ao Parque dos Pirineus ainda não foi entregue, o que tem gerado incontáveis reclamações, principalmente por parte dos usuários frequentes daquele trecho da Belém/Brasília, hoje mais parecendo uma avenida, tendo em vista cortar regiões densamente povoadas, além de novos bairros que estão surgindo ao longo de suas margens.
A obra é tida como fundamental para desafogar o trânsito na Avenida Universitária, uma vez que, milhares de veículos de todos os portes, durante todo o dia, trafegam por suas vias. Entendem os reclamantes que, caso o viaduto já estivesse em operação, seria mais racional o percurso entre o conglomerado de bairros que tem como referência o Jardim Progresso e a região do Parque dos Pirineus, através da Avenida 10. De parte do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informa-se que a obra está em andamento e que será entregue dentro do prazo previsto. Entretanto, outra trincheira, do mesmo porte, cuja construção foi iniciada ao mesmo tempo do que aquela, também na BR 153, já foi concluída em julho do ano passado. É a que liga o Bairro de Lourdes, ao Anápolis City/Jardim Europa, cuja operacionalidade está em pleno andamento.
Prioridades
Além das reclamações sobre a demora na entrega da trincheira do Jardim Progresso/Parque dos Pirineus, têm surgido, em Anápolis, queixas pontuais sobre as reais necessidades de algumas obras do contorno viário da Cidade. Uma delas é quanto à construção de um viaduto na Belém/Brasília, entrada para a região do povoado de Miranápolis. Há quem diga que a demanda de tráfego naquele ponto é insignificante, do ponto de vista logístico. “O Governo está gastando um dinheirão neste viaduto por onde não vai passar quase ninguém”, disse Aurelino Bastos, proprietário de uma pequena chácara próxima à obra. Ele admite que “até aquele viaduto do Pau Terra (Interlândia) é desperdício de dinheiro. Tem lugares mais necessitados e o Governo não constrói viadutos. É o caso do trevo para Goiânia (DAIA). Ali, sim, é importante ter um”, justificou o crítico, que reside há 40 anos na região.
Também o caminhoneiro Carlos Gonçalves Pereira, que presta serviços terceirizados a uma empresa do Distrito Agro Industrial, critica o que denomina de “falta de critérios” para a construção de viadutos. “Eles fizeram um viaduto a 300 metros de outro (se referindo à trincheira do Bairro de Lourdes para o Anápolis City/Jardim Europa, construída próximo ao Viaduto Ayrton Senna), enquanto que outros locais, como a entrada do DAIA, ficam congestionados. Para o caminhoneiro, de 61 anos, seria mais viável que o dinheiro aplicado na trincheira em questão, fosse destinado a fazer uma passagem na conexão da Avenida Brasil Sul, com a BR 060. “Naquele ponto é que está o maior tráfego de Anápolis. Falo por que rodo o Brasil inteiro e conheço de estrada”, disse o caminhoneiro ao Contexto.

Justificativas
Convém ressaltar que a construção de um viaduto no trevo de acesso ao DAIA ainda não foi, pelo menos, iniciada, devido a arguições jurídicas feitas pelo Ministério Público Federal, tendo em vista a denúncia de sobrepreço na referida obra. Passado mais de um ano, recentemente, o MPF endereçou expediente ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte para que inclua a construção do viaduto entre as prioridades da política nacional de estradas, dentro da tese de que, “se há vários anos a obra era prioridade, por que, agora, não é mais?”. Quanto às obras de construção de viadutos em Interlândia e no acesso a Miranápolis, estas são explicadas como partes integrantes de um grande projeto viário que inclui, além destes, outros viadutos, um deles no setor conhecido como “Catarinense”, entrada Leste da Cidade. É que aquela região está registrando, atualmente, uma grande corrida imobiliária, com o surgimento de novos loteamentos e conjuntos habitacionais, o que causa, cada vez mais, a transformação do setor em área urbana, necessitada de uma boa logística de transporte, o que enseja a edificação de pontes e viadutos. Fala-se, ainda, em se construírem viadutos na BR 153/060 na região do Campus da UEG, assim como na entrada para o setor Vivian Parque, onde serão construídos o Centro de Convenções, provavelmente o novo Parque da Pecuária, o Centro de Internação para Menores Infratores e a entrada para o Parque Tecnológico de Anápolis.

Autor(a): Nilton Pereira

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