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Delegado critica interdição na cadeia

Segurança Comentários 27 de novembro de 2009

Titular do Primeiro DP diz que ala feminina poderia ser reformada com a presença das presas


O ex-deputado estadual, ex-prefeito de Niquelândia e atual delegado titular do Primeiro Distrito Policial de Anápolis, Luiz Teixeira, considerou “uma falta de respeito para com a Polícia Civil” a interdição da ala feminina da Cadeia Pública de Anápolis. Segundo ele, mulheres que são presas em flagrante, ou por ordem judicial, não podendo ficar presas em Anápolis, são recambiadas para outras cidades, onde, nem sempre, são aceitas. “Não é papel de polícia ficar transportando presas de uma cidade para outras. Isso é serviço da Agência Prisional. Tomaram uma decisão, a meu ver, precipitada, sem ouvir a Polícia, sem muito embasamento e, agora, ficamos em situação constrangedora. Temos de prender, mas não temos para onde levar as detentas”, disse ele.
No começo desta semana, por exemplo, uma mulher presa por tráfico de drogas, foi levada, inicialmente, para a cadeia de Abadiânia. Como lá não havia vaga, os policiais de Anápolis a levaram para Alexânia, onde ocorreu a mesma coisa. Os agentes retornaram com a mulher e a encaminharam para Aparecida de Goiânia.
A ala feminina da Cadeia Pública de Anápolis, ou Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc”, está interditada pela justiça, devido ao que se considerou falta de condições higiênicas e sanitárias. Isto ocorreu há cerca de dois meses e de lá para cá, toda vez que a polícia prende uma mulher em Anápolis, fica na obrigação de reconduzi-la para cidades próximas, como Corumbá, Nerópolis e outras.
O delegado Luiz Teixeira disse que é inconcebível tal situação e alerta para o agravamento do problema. “Entendo e concordo que as instalações da Cadeia de Anápolis não são ideais, mas qual é a cadeia no Brasil que não é assim? Ademais, falam em uma reforma nas instalações, motivo da interdição. Ocorre que essa reforma poderia ser feita em etapas. Conserta-se uma parte,. Transferem-se as detentas e consertam-se as outras”, disse o delegado, com forte dose de indignação.
A esse respeito, também, se pronunciou o Presidente da Subseção da OAB em Anápolis, advogado Antônio Heli de Oliveira. Ele disse que “é uma falta de respeito e de consideração para com o trabalho dos policiais civis. Além disso, prejudica os advogados das presas, que se vêem na obrigação de se deslocarem a outras cidades para o desempenho do trabalho atinente à Comarca de Anápolis.

Autor(a): Nilton Pereira

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