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Delegacia do Idoso já recebe cerca de 150 ocorrências por mês

Violência Comentários 22 de novembro de 2013

Trabalho tem suporte com uma rede de voluntários para assistir as vítimas e as famílias envolvidas nos casos de maus tratos e abandono


O delegado titular do 6º Distrito Policial e da Delegacia de Proteção ao Idoso, Manoel Vanderic Corrêa Filho, recebeu na última terça-feira,19, o certificado de Mérito Legislativo conferido pela Câmara Municipal. Na ocasião, ele apresentou um balanço sobre o trabalho realizado na especializada, que está completando seis meses de implantação.
Embora funcionando a pleno vapor, a Delegacia do Idoso ainda não foi legalmente constituída. De acordo com Manoel Vanderic, proposta neste sentido foi apresentada ao Deputado Estadual Marcos Martins (PSDB), que tem uma propositura em tramitação na Assembleia para legalizar a Delegacia do Idoso de Goiânia. “Sugeri ao deputado colocar uma emenda para que possamos constituir de direito a Delegacia do Idoso de Anápolis, que já funciona de fato”, sublinhou.
No seu primeiro mês de funcionamento a especializada recebeu 120 ocorrências e, de lá para cá, o gráfico é ascendente, com uma média de 150 ocorrências/mês, sendo que entre as principais ocorrências registradas referem-se a abandono e maus tratos. Também há um volume grande, disse o delegado, de ocorrências de violência, inclusive, casos de estupro, além de registros de filhos eou responsáveis que se apoderam dos proventos de aposentadoria dos idosos.
Para o delegado, o principal viés do trabalho hoje é o social, com o apoio de profissionais voluntários de várias áreas como médicos, psicólogos, advogados, assistentes sociais, enfermeiros, dentre outros, para prestar a devida assistência aos idosos que foram vítimas de violência, maus tratos e abandono, com o objetivo de dar a eles uma melhor qualidade de vida e propiciar a harmonia no seio familiar. Manoel Vanderic destaca que empresas de Anápolis têm colaborado com a doação de cestas básicas e há, inclusive, doações vindas de outros estados, por parte de pessoas que ficam sensibilizadas com os casos de flagrantes que são denunciados e trazidos ao público por meio da imprensa.
Conforme disse, o trabalho da Delegacia do Idoso não está limitado à ocorrência policial em si. “Primeiro nós vamos ao local, fazemos uma visita às famílias e estipulamos prazos para que os problemas sejam resolvidos”, pontuou, se referindo aos casos de menor potencial. Nos casos mais graves, os ritos seguem os procedimentos normais da ocorrência policial.

Greve
Em relação à paralisação dos agentes e escrivãos da Polícia Civil, Manoel Vanderic assinalou que a corporação passa por “um momento delicado”. Ele defende que a categoria deve ter um incentivo de produtividade e observou que, sem a presença dos agentes e escrivãos, “não é possível fazer nada nas delegacias”. Ele ainda expôs a preocupação que, em Anápolis, vários delegados, agentes e escrivãos estão em vias de se aposentarem, o que pode agravar o quadro, em razão de que o número atual já é pequeno. Atualmente, são 11 delegados que cobrem a regional, composta por 28 municípios.

Armas de brinquedo
O delegado falou ainda sobre o projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal, de autoria do Vereador Paulo de Lima (PDT), que quer proibir a fabricação e a comercialização de armas de brinquedo no Município. Conforme relatou, embora não seja uma estatística oficial, em quase a metade dos registros de roubo, há uso de armas de brinquedo. “Algumas delas, até para nós, são difíceis de diferenciar”, disse, ressaltando que apoia a iniciativa, que vem sendo adotada em diversos municípios brasileiros, como forma de prevenir a violência.
Manoel Vanderic também defendeu a necessidade de uma política rígida de combate às drogas, principalmente ao crack. “Muitos casos de agressão aos idosos provém de jovens que são usuários do entorpecente”, ponderou.

Autor(a): Claudius Brito

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