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Debates marcaram mais uma Reunião Ordinária na ACIA

Economia Comentários 16 de outubro de 2015

Dezenas de empresários, lideranças comunitárias e convidados especiais participaram do evento


A reunião da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), realizada na noite da última quarta-feira, 19, tratou de dois temas específicos: o projeto desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) em Goiás e a visão do empresário Moacir Lázaro de Melo, Presidente do Grupo Plumatex, sobre a realidade da política de incentivos fiscais para a implantação de indústrias no Estado de Goiás.


O Diretor Executivo do IEL, Humberto Rodrigues Oliveira foi o primeiro a usar da palavra e, com recursos audiovisuais e o apoio de vários gerentes setoriais do órgão, fez uma radiografia completa do Instituto, suas áreas de atuação, os resultado do trabalho ao longo de 45 anos e o que se pretende fazer em termos de políticas futuras da instituição. Ele abordou, dentre outros temas, a tese de que o IEL não é, apenas, um promotor de estágios profissionais e, sim, tem uma abrangência muito maior no contexto econômico como formador de mão de obra, apoiador de empresas, criador de oportunidades e incentivador da tecnologia, dentre outros. Resumiu afirmando que o Instituto é um formador de gestores e que tem apoiado incontáveis projetos industriais ao longo de sua existência. Em um filme exibido aos presentes, o Executivo do IEL disse que a instituição nasceu para fazer um trabalho diferenciado do SENAI e do SESI, que há 70 anos surgiram para o atendimento, apenas, ao setor de fábricas.


Em sua fala, o representante do IEL fez questão de afirmar que a entidade está pronta para manter e, até, aumentar, a parceria com a Associação Comercial e Industrial de Anápolis, na oferta de cursos, seminários e preparação de mão de obra, concedendo descontos atrativos para o custeio desses treinamentos aos associados da ACIA. Dentre os serviços ofertados, o IEL disponibiliza projetos de Consultoria em Gestão Empresarial; Recrutamento e Seleção, Programa Aprendiz e Tecnologia da Informática (TI).


 


Incentivos fiscais


 


O segundo palestrante da noite foi o empresário Moacir Lázaro de Melo, Presidente do Grupo Plumatex, que abordou a polêmica criada em torno da provável extinção, via Congresso Nacional, dos chamados incentivos fiscais para a atração de indústrias, adotados por alguns estados, incluindo Goiás. Ele intitulou sua palestra como “A Agonia dos Incentivos Fiscais Via ICMS”. Segundo o empresário, o temor de que a aprovação desta medida afastaria grupos empresariais de Goiás e provocaria um retorno de empresas que vieram de outras unidades da Federação atraídas pelos programas, para suas origens, não tem qualquer sentido. Em números, Moacir Lázaro de Melo exemplificou que o percentual dado em termos de descontos de tributos por Goiás, em muitos casos, é inferior ao praticado por outros estados. Citou, dentre eles, Minas Gerais; Bahia; Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins. Alegou três motivos pelos quais os incentivos não representam muita coisa para a economia de Goiás: “é impossível sair do Fomentar/Produzir, criou-se um estado de insegurança e os incentivos atrapalham o progresso”.


De acordo com o empresário, o que atrai empresa para Goiás é a sua importância logística (futuro aeroporto de cargas, a ativação da Ferrovia Norte Sul, a ativação da Plataforma Multimodal), o mercado consumidor próximo de 15 milhões de pessoas; o clima e outros benefícios que superam, em muito, os descontos tributários. Moacir Lázaro de Melo disse que Goiás é um estado que cresce independentemente dos incentivos fiscais. Ao final de sua fala, Moacir Lázaro de Melo foi interpelado por diversos empresários presentes e discutiu com eles as alternativas para se enfrentar o possível fim dos incentivos fiscais.

Autor(a): Nilton Pereira

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