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Debate na ACIA mostra as principais demandas dos distritos industriais

Economia Comentários 16 de junho de 2016

Pesquisa da FIEG aponta as dificuldades encontradas por empresários e trabalhadores


Um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) apontou que em 2014 existiam 1.533 indústrias formais em Anápolis e que, juntas, geravam 33.220 empregos diretos. Passados dois anos, tem-se como certo que houve um aumento, mas os dados da pesquisa servem de balizamento para se projetar o que deve ser feito para a ampliação da proposta industrial do Município. Estes dados foram mostrados pelo Coordenador Técnico da FIEG, Wellington da Silva Vieira, na Reunião Ordinária de Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, na noite de quarta-feira, 15, onde estiveram presentes, além de diretores da entidade, lideranças comunitárias, representantes políticos e outros convidados. O tema da palestra foi “Falta Gestão nos Distritos Industriais de Goiás?”, tendo por base uma série de reclamações oriundas do segmento.
De acordo com o levantamento da FIEG, feito junto aos distritos industriais de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, as demandas são parecidas e, em muitos casos, idênticas nos três polos, ressalvando-se, entretanto, que Anápolis tem, apenas, um distrito, enquanto que Aparecida de Goiânia tem quatro e Rio Verde, também, quatro núcleos industriais. A diferença é que, conforme a pesquisa, não foi possível precisar o número de empresas industriais e de trabalhadores em Rio Verde e Aparecida, enquanto que no DAIA (Anápolis) estavam cadastradas 170 plantas industriais.

Dificuldades
A relação de demandas das empresas industriais mostrou que 98 por cento delas têm dificuldades para contratarem mão de obra. E, isto se deve, de acordo com os dados da FIEG, à falta de pessoal qualificado, valor salarial exigido pelos trabalhadores incompatível com a realidade de mercado e a falta da oferta de cursos adequados para a preparação de trabalhadores com vistas ao preenchimento das vagas, assim como a alta rotatividade dos operários, que trocam muito de empresa.
As indústrias têm, também, dificuldades na obtenção de matéria prima em suas regiões de origem. A pesquisa aponta que a maioria delas busca tal matéria em outros municípios, outros estados e, até, fora do Brasil. E, isto, se deve à insuficiência de oferta; má qualidade da matéria ofertada, preços não competitivos e à falta de preparo dos fornecedores.
As empresas se queixam, também, de problemas logísticos, como o congestionamento de veículos (principalmente em Anápolis); insuficiência de energia elétrica confiável; insuficiência no transporte coletivo para os trabalhadores; falta de uma política racional de coleta e tratamento de esgotos e a falta de segurança nas regiões onde funcionam as fábricas.
Todavia, uma das principais queixas do empresariado ligado ao setor industrial está na questão ambiental. A demora na análise dos pedidos de licenciamento é tida como um suplício pela categoria. Além disso, eles alegam dificuldades para o atendimento às especificações técnicas exigidas pela política ambiental; o custo dos investimentos no setor, as dificuldades na destinação correta dos resíduos sólidos, a deficiência na coleta por parte do poder público e outros assuntos ligados ao tema.
O Coordenador Técnico da FIEG, Wellington da Silva Vieira, ao encerrar sua palestra, falou da importância de o empresariado se organizar e cobrar maior atenção por parte do setor público. Mas, ressaltou que a responsabilidade maior pela condução dos distritos deveria ser do empresariado, com o apoio dos governos. De acordo com ele, esse trabalho deve ser apartidário e voltado para o desenvolvimento sustentável dos municípios. Segundo Wellington Vieira, não há como se criar uma política pública para a administração de distritos industriais, uma vez que estão surgindo novos núcleos fabris particulares, onde a presença do governo é, meramente, institucional e não administrativa.
O Presidente da ACIA, empresário Anastácios Apostolos Dagios, concordou e disse que passou-se da hora de o empresariado brasileiro voltar a ser protagonista e deixar de ser, apenas, coadjuvante das propostas econômicas do País.

Autor(a): Nilton Pereira

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