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De vendedor de amendoim a humorista

Geral Comentários 07 de agosto de 2015

Depois de fazer alguns personagens durante campanhas de trânsito, servidor descobre talento para o humor


Eder de Souza Rodrigues é um funcionário público de 42 anos. Mas no meio artístico é conhecido como Coitado - O Contador de Causos. O personagem de um programa de rádio começou meio por acaso. Eder foi convidado para fazer uma participação no programa do radialista Marcelo Santos (Rádio Manchester), depois de trabalhar na Companhia Municipal de Trânsito e Transportes - CMTT. Durante as campanhas, ele fazia vários personagens e foi aí que descobriu o dom para o humor. “Eu tinha medo de encarar o desafio. Mas, perdi o medo e aceitei o convite do Marcelo. De lá pra cá, só tenho ganhado espaço”, conta Eder.


E, o desafio foi mesmo ganhando espaço na vida e no coração do humorista. “Aprendi a amar o humor nesta época. Fazia vários personagens e consegui a vencer a timidez da infância. Todavia, acho que sempre tive uma pegada para stand-up”, conta. O nome do personagem foi escolhido pelos próprios ouvintes do programa. “No começo eu até achei ruim, mas, depois, me acostumei. Afinal, foram os fãs que escolheram”, diz.


O Contador de Causos revive o humor caboclo. Ele faz apresentações em casas de recuperação e asilos. “O humor caboclo é você mostrar, de uma forma bem simples, o que é um roceiro matuto e genuíno. Ele tem seus saberes comuns e filosóficos também”, explica.


“Sabe aquele tempo em que os filhos pediam a bênção dos pais? Lembra o tempo em que o povo da fazenda sabia que data era mais propícia para cortar o cabelo? Eu tento levar esses saberes por onde vou”, completa.


O humor que Eder leva para os palcos é saudável e inocente, segundo ele. “Eu vejo que muitos humoristas, fazem piadas com o personagem matuto, mas de uma forma que a família não pode sentar-se na sala e assistir com seus filhos”, diz se referindo a quantidade de palavras ofensivas e, até, indecorosas usadas por muitos humoristas hoje em dia.


 


Superação - A história de vida de Eder é de superação. Ele tinha estudado só até à 4ª série, hoje 5º ano do Ensino Fundamental.  Voltou para as salas de aula aos 27 anos de idade, frequentando o EJA, Educação de Jovens e Adultos. Depois, foi para o Ensino Supletivo. “Eu estudava, mas não sabia o que fazer, pois não tinha uma profissão. Vendia amendoim torrado nas ruas de Goiânia, Brasília e Anápolis”, relembra.


Quando terminou o Ensino Médio, Eder entrou para a universidade. Fez Ciências Biológicas. Depois, prestou concurso na Prefeitura e, hoje, trabalha como Gestor de Posturas. “Eu superei tudo, cheguei aonde queria, mas escolhi o humor porque é o que me dá prazer”, diz.


 O humorista, ainda mantém o trabalho como servidor, por causa do salário. “Hobby é meu emprego, eu vivo do humor, pois essa alegria é que me faz viver. O emprego me dá, apenas, o salário, mas não me impulsiona qualidade de vida”, desabafa.


E Eder já pensa em voos bem mais altos. “Hoje, o coitado já tem convite pra participar de programa de TV em outro estado. Não posso divulgar ainda o nome da TV porque estou analisando se continuo em Goiás ou se aceito o convite”, revela.


Coitado trabalha, atualmente, com alguns personagens. Um voltado para o público infantil, com voz que, segundo ele, é idêntica ao personagem Kiko, do programa Chaves. Tem, também, um personagem para o público em geral, no qual ele trabalha em forma de stand-up, que é chamado Louco Thor. O outro personagem é o Timão, do desenho Timão e Pumba. E, além destes, Eder faz imitações, inclusive de alguns políticos de Anápolis.


 


Satisfação - Eder Rodrigues conta que a maior satisfação do trabalho de humorista é ver o sorriso das pessoas. “É o meu salário”, diz. Mas ele sonha em ser reconhecido nacionalmente. “Claro, tenho o sonho de me tornar conhecido no País todo. Mas, quero ter condições de fazer, sempre, o bem. Continuar com o projeto Coitado, e fazer shows beneficentes em abrigos e casas de recuperação”, diz.


O humorista gosta da plateia, mas confessa que, às vezes, se assusta com a fama. “O Coitado está crescendo muito e isso me dá um pouco de medo. Eu não acreditava que teria uma repercussão dessa e não estava preparado para isso”, conta. Hoje, Eder já é reconhecido na rua.


O humorista sabe da responsabilidade do seu trabalho e diz que sempre tenta passar uma mensagem ao público. “Nós somos, apenas, seres mortais e daqui desta terra não levamos nada, mas temos o poder de fazer a diferença. Eu quero, sempre, ser amigo de Deus. E, procuro fazer o bem, praticando o amor, o perdão e a renúncia”, finaliza.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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