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Daniel Vilela apresenta projeto de governo para empresários

Política Comentários 23 de agosto de 2018

Ele foi questionado sobre o “abandono de Anápolis” do Governo de Maguito Vilela, seu pai, na década de 80


O candidato ao Governo de Goiás pelo MDB, Daniel Vilela, esteve em Anápolis na noite da última quarta-feira, 22, quando participou de um encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial. A entidade convidou os três concorrentes mais bem cotados nas pesquisas de intenção de votos, para apresentarem os seus projetos, sobretudo, nas questões relacionadas ao desenvolvimento econômico do Município. Acompanharam o governadoriável o vice na chapa, Euler Cruvinel; os candidatos ao Senado, Vanderlan Cardoso e Agenor Mariano, além de várias lideranças de seu Partido e da coligação.
Na primeira parte, o candidato teve 30 minutos para fazer a exposição do seu projeto e, em seguida, houve uma rodada de perguntas mais direcionadas, formuladas pelos diretores da ACIA e, ao final, foi entregue o Pacto por Anápolis, com 20 sugestões para o candidato incluir em sua plataforma de governo. O candidato apresentou projeto de gestão que, segundo ele, é uma proposta exequível, dividida em sete eixos, abrangendo todas as áreas que são de responsabilidade governamental.
O primeiro eixo, conforme destacou, é denominado Cuidar e se relaciona com a área da saúde. Ele defendeu que o Estado seja formulador de políticas públicas e busque parceria com os municípios e seja o elo entre os sistemas público e privado de atendimento. Daniel Vilela defendeu um sistema que preconize a descentralização da saúde. “Hoje, gasta-se muito e gasta-se mal”, criticou.
O eixo Proteger, segundo ele, é o da segurança pública. Conforme observou, a saída para se ter um estado seguro passa por investimentos em inteligência e tecnologia. “Goiás tornou-se local para a criação de facções criminosas e não tem outra forma de combater isso se não for com inteligência e com tecnologia”, pontuou. O eixo Conhecer trata da educação. O candidato falou sobre a deficiência no processo educacional em Goiás, citando uma pesquisa recente apontando que 95% dos estudantes do nível médio têm dificuldades com a matemática. “Nosso foco é investir em ferramentas para a valorização dos profissionais e alcançar resultados positivos na transferência de conhecimentos”, sintetizou. O eixo Amparar diz respeito à política social. Nos últimos anos, conforme observou o candidato, apesar dos programas sociais existentes, não houve uma indução do Estado para que os beneficiários encontrassem a “porta de saída” dos referidos programas. “O Estado falhou”, disparou, acrescentando ser necessário requalificar estes programas, para que os beneficiários sejam prioritários na educação, na saúde e na qualificação profissional. Os eixos Conectar e Gerir, explicou o candidato emedebista, têm como foco a criação de ferramentas para a simplificação e desburocratização do Estado. A intenção é criar uma base de dados única para atender melhor os cidadãos e os empreendedores. “Muitos outros estados e países utilizam tecnologias acessíveis que podemos usar em Goiás”. Na sua avaliação, investimentos têm sido perdidos por conta de dificuldades criadas pela administração pública. O eixo Empreender, disse, visa criar ambiente propício ao desenvolvimento de negócios. “Se o setor produtivo avançar, vai dar mais oportunidade para os cidadãos goianos”, acredita.

Ações
para Anápolis
Na segunda parte do encontro, Daniel Vilela respondeu a questionamentos feitos por membros da diretoria da entidade e a primeira delas foi sobre o COMDEFESA-GO. O candidato disse ter tomado conhecimento do projeto que visa implantar em Goiás um polo de defesa e segurança, com sede em Anápolis, e afirmou que não vê nenhuma dificuldade para apoiar a iniciativa. Outro questionamento foi quanto à implantação de uma unidade, no Município, do Vapt-Vupt Empresarial. O candidato disse que a sugestão deve ser incorporada ao seu projeto de gestão. Segundo ele, já existe um modelo em Goiânia, mas, é preciso ir mais longe e também reformular a JUCEG (Junta Comercial do Estado de Goiás) e criar o Vapt-Vupt Digital, para o uso de ferramentas tecnológicas que facilitem a vida dos cidadãos de uma maneira geral e daqueles que querem empreender em Goiás. Sobre as obras inacabadas, outro questionamento levantado na reunião, Daniel Vilela afirmou que, se eleito, não pretende iniciar nenhuma grande obra, enquanto não terminar aquelas que já foram começadas. Ele citou, especificamente, o Anel Viário do DAIA, dizendo ter informações que seriam necessários apenas R$ 5 milhões para a conclusão e considerou o valor pequeno diante da importância do investimento.
Em relação ao relacionamento dos empresários com a CODEGO (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás), uma reclamação recorrente do setor produtivo local, o emedebista considerada que o órgão foi criado “para servir de cabide de emprego e colocar amigos do rei”. Ele defendeu a proposta de que os distritos industriais tenham novos modelos de gestão, inclusive, por meio de associação das empresas ou por meio de parceria público-privada.
Daniel Vilela foi ainda questionado sobre a gestão de seu pai, Maguito Vilela, no Governo de Goiás, pelo PMDB, que teria preterido o Município, sobretudo, em relação à questão do desenvolvimento comercial e industrial. “Política tem disso. Às vezes os adversários fomentam situações não verdadeiras. Meu pai se formou em Anápolis, viveu aqui por quatro anos, tem laços e amizades. Jamais seria um governador com desejo de promover a estagnação”, ressaltou, acrescentando que, ainda que tenha algum fato desabonador no passado, “é preciso olhar para a frente”, pontuou. “Assumo o compromisso de ser um governador (caso eleito) presente e leal e fazer gestão para trazer investimentos”, enfatizou.
Ainda, respondeu a um questionamento sobre a política que o seu governo terá, caso eleito, para o segmento da micro e da pequena empresa. O candidato aproveitou a deixa para falar sobre a instituição da Difal (Diferença de Alíquota) que, ao seu ver, é uma política “equivocada” do atual Governo. Ele, no entanto, não precisou se seria possível, já num primeiro momento, extinguir o mecanismo. Porém, adiantou que sua plataforma prevê a simplificação processual e tributária para o setor.

Autor(a): Claudius Brito

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