(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Cursos de Direito em Anápolis estão abaixo da média nacional

Educação Comentários 03 de novembro de 2013

Ordem dos Advogados do Brasil divulgou o resultado do desempenho das instituições de ensino no X Exame Nacional de Ordem Unificado


Na última terça-feira,29, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou o resultado do desempenho das Instituições de Ensino Superior (IES) do X Exame de Ordem Unificado, realizado no primeiro semestre deste ano. Entre os 124.914 inscritos, 120.944 examinandos estiveram presentes na primeira fase. E, 33.954 foram aprovados na segunda fase, perfazendo o percentual de 28,07% de aprovação.
Dos 46 cursos de Direito de Goiás, apenas três alcançaram índice de aprovados no Exame da Ordem superior a 50%, os da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, com 73,02% de aprovação e de Jataí, com 54,4%. A Faculdade de Direito de Mineiros aprovou 60%. Em relação aos curso de Direito ministrados em Anápolis, todas as instituições obtiveram índice abaixo da média nacional (28,07%). Os resultados foram: UniEvangélica (27,07%); Anhanguera (24,07%); Raízes (14,07%) e Fibra (8,5%).
tiveram índice de aprovados superior a 50% no Décimo Exame da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, divulgado nesta terça-feira (29). Foram dois Cursos da Universidade Federal de Goiás (Goiânia - 73,02% e Jataí - 54,54%) e Faculdade de Mineiros (60%). Enquanto isso, todas as escolas de Anápolis ficaram abaixo da média nacional, que é de 28.07%: UniEvangélica - 27,51%; Anhanguera - 24,07%; Raízes - 14,71% e Fibra - 8,57%.
De acordo com o coordenador Nacional do Exame de Ordem da OAB, Leonardo Avelino Duarte, a lista não revela surpresa, pois as instituições que mais aprovam são, em sua maioria, as mesmas que tiveram bom desempenho no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). “Há uma convergência dos números do Enade com os do Exame de Ordem”.
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coêlho, lembra que no início do mês o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o resultado do Enade 2012, no qual 33% dos cursos de direito avaliados tiveram resultado insuficiente. “As faculdades que não são bem avaliadas no Enade acabam também não tendo boa aprovação no Exame de Ordem”. (Com informações da OAB)
A redação do CONTEXTO encaminhou às quatro instituições de Anápolis, na quarta-feira,30, um e-mail com questões padronizadas, para as mesmas se pronunciarem acerca do resultado do desempenho das Instituições de Ensino Superior (IES) do X Exame de Ordem Unificado. A UniEvangélica e Faculdade Raízes encaminharam notas referentes aos seus posicionamentos. A Faculdade Fibra não encaminhou resposta (o sistema de e-mail da instituição não registrou se a entrega da mensagem foi feita). A Anhanguera se comprometeu a encaminhar o seu posicionamento, mas dependia ainda do marketing em sua sede em São Paulo. Até às 18h55, a resposta ainda não havia sido encaminhada para publicação.


Nota do Centro Universitário UniEvangélica
“Avaliamos o exame de ordem como uma necessidade de aprimoramento da atividade jurídica, mas penso que os critérios de sua aplicação no território nacional, necessitam ser aprimorados, em muitos aspectos, passando pela avaliação sistemática, como a que se dá no presente momento, em relação ao X EXAME, cujos critérios qualitativos e quantitativos são colocados numa disposição comum em relação aos participantes e às IES das quais os mesmos se originaram.
Nos resultados das avaliações das IES deve ser considerada a quantidade de alunos de cada instituição que realiza o exame e não apenas um percentual geral sem critérios, da quantidade de participantes. Por exemplo, uma instituição pode ter apenas um aluno realizando o exame e, sendo o mesmo aprovado, terá 100% de aprovação no Exame da OAB. Uma instituição de Goiás teve 60% de alunos aprovados, no entanto apenas 10 alunos inscritos. Além do mais, não se sabe se estes candidatos são egressos, ou se ainda são alunos do Curso de Direito.
É grande o número de alunos e egressos do Curso de Direito da UniEVANGÉLICA que realizam o exame periódico. No último exame, o Curso de Direito teve 59 alunos aprovados. Com o atual critério, esta instituição teria uma avaliação inferior a uma instituição que teve apenas 03 inscritos e aprovados.
Conforme acima afirmado, pensamos que o índice adotado sem a visão do quantitativo de participação efetivamente verificado, não traduz a realidade e mais ainda não avalia de maneira real as instituições.
Temos atualmente na UniEVANGÉLICA 1350 acadêmicos matriculados, nos períodos matutino e noturno. Nossa instituição possui uma estrutura sólida, composta por boas instalações, quadro de professores qualificado, todos com formação acadêmica em constante aprimoramento, alinhamento da teoria à prática, é um dos poucos cursos de direito que possui um Núcleo de Pesquisa em Direito, incentivando nossos acadêmicos ao desenvolvimento da pesquisa científica, como um importante fator agregador de conhecimento.
Pensamos que a despeito das incongruências apontadas, o índice por nossa instituição alcançado foi satisfatório, considerando, inclusive, que tivemos o maior número de participantes inscritos e presentes na primeira fase (269). Além deste fato, devemos considerar o número de acadêmicos do 9° e 10º períodos que participaram e foram aprovados, demonstrando que estamos no caminho certo.

Carlos Hassel Mendes
Reitor do Centro Universitário de Anápolis
Marcelo Henrique dos Santos
Coordenador do Curso de Direito



Nota da Faculdade Raízes
A marcante diferença entre as universidades públicas e privadas decorre do perfil diferenciado dos acadêmicos em cada uma delas. Qualquer pessoa, sem muito esforço, tem conhecimento de que os egressos das melhores escolas estão na UFG, no caso de Goiás. Os acadêmicos chegam à universidade sem os enormes déficits apresentados pelos alunos egressos do ensino médio público.
Além desse aspecto, sabe-se que há uma enorme seletividade de ingressantes na universidade pública. Somente os bons entram, uma vez que as vagas são poucas em relação ao número de vestibulandos. Nas unidades privadas temos um perfil de alunos totalmente diferente, eles veem da escola pública (uma boa parte do EJA - supletivo), trabalham durante todo o dia e não dispõem de tempo para atividades além da sala de aula. Portanto, uma comparação justa, não pode prescindir dessa análise fática. A agregação de conhecimento é muito maior nesse caso, considerando a defasagem inicial do ingressante.
Em segundo lugar, observa-se que os índices de aprovação oscilam de um exame para outro, não refletindo, assim, uma situação permanente.
Por fim, seria interessante uma análise considerando, também, os índices de aprovação na Primeira Fase do Exame de Ordem, onde o nível de exigência está bem mais próximo da realidade dos alunos. Na fase final, prática, há exigências muitas vezes totalmente fora do contexto acadêmico, que demanda vivência profissional. Sabe-se que em razão do índice de aprovação na primeira fase se dita o grau de complexidade das provas da segunda-fase.
O Exame de Ordem – principalmente se continuar a insistência em utilizá-lo como padrão de qualidade, o que não deveria ocorrer – precisa ser revisto, principalmente com a inclusão da participação de membros do Judiciário e Ministério Público na sua elaboração e aplicação, como ponderou o então Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, quando apreciou a constitucionalidade do Exame de Ordem. Conforme o Ministro, conquanto ainda constitucional, o Exame de Ordem está numa marcha acelerada rumo à inconstitucionalidade, exatamente por falta de transparência.

Jessé A. Almeida
Diretor da Faculdade Raízes


Nota Anhanguera Educacional
A Anhanguera Educacional informa que a Faculdade Anhanguera de Anápolis obteve o melhor índice de aprovação na cidade de Anápolis, no exame da OAB realizado em março e o oitavo melhor índice do Estado. Mesmo com este desempenho, a instituição mantém um plano de melhorias contínuas e não poupa esforços para cumprir as exigências estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC).


Anhanguera Educacional
Direção

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Educação

Oficinas gratuitas oferecidas no programa Semana Cidadã

06/10/2017

A 1ª edição da Semana Cidadã, uma parceria entre a UniEVANGÉLICA e a Prefeitura Municipal de Anápolis, através da Secr...

UEG abre inscrições para o vestibular de 2018

28/09/2017

Estão abertas até o dia 10 de outubro, as inscrições para o Processo Seletivo Vestibular 2018/1 da Universidade Estadual ...

Encontro faz elo entre empresas e instituição

28/09/2017

Empresários de vários setores de Anápolis participaram da apresentação do Programa UniEVANGÉLICA + Empresários, onde c...

Câmpus Anápolis na campanha Setembro Amarelo

14/09/2017

A comunidade acadêmica do Câmpus Anápolis do Instituto Federal de Goiás (IFG) vivencia, a partir da segunda semana do cor...