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Curso de Joalheria da SIC tem vagas sobrando

Geral Comentários 23 de maio de 2014

Na década de 90 ele era bastante procurado pelas pessoas e formou joalheiros de destaque em várias cidades de Goiás e até de outros países


Estão sobrando vagas para o curso de joalheria, desenvolvido pelo Centro de Gemologia vinculado à antiga Companhia de Mineração do Estado de Goiás situado no Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA). E, mesmo oferecendo o curso gratuitamente, não existe muita procura. A capacidade é de, até, 20 alunos por semestre, mas apenas sete estão matriculados.

O Centro de Gemologia desenvolveu importante papel para o mercado goiano de joias. Várias cidades que se destacam no segmento tiveram mão-de-obra formada naquele local: Pirenópolis; Caldas Novas; Santa Terezinha de Goiás e Cristalina. O Cento, também, foi responsável pela formação de alunos que se destacaram em países como França e Itália.

Atualmente, apenas sete alunos estão matriculados no curso de joalheria. Outra oficina, a de artesanato com pedras, não registra procura há anos. Até o interesse de escolas e faculdades de visitarem o Museu do Centro de Gemologia diminuiu. A maior procura de serviços do Centro vem dos garimpeiros que buscam suporte dos especialistas sobre a autenticidade e valor de pedras.

O curso é totalmente voltado para segmento de gemas - lapidação e artesanato mineral a partir de pedras raras - e a manipulação de matéria prima, principalmente a prata. Os equipamentos são oferecidos pelo Centro, ficando para os alunos, apenas, a responsabilidade de comprar o material para confeccionar as jóias que podem ser levadas por eles quando prontas. No final do curso de 320 horas, os alunos recebem certificação emitida pela Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás. O mercado de joalheria pode ser uma oportunidade promissora para quem tem talento e se destacar no curso.

O coordenador do Centro de Gemologia, Geraldo Evaristo de Oliveira, está à frente do curso de joalheria há 31 anos. Ele conta que gostaria de ver as turmas cheias novamente. Mas, acredita que muitas pessoas nem tenham conhecimento sobre o curso. “Fomos muito procurados quando o desemprego era maior. Hoje, as pessoas preferem procurar um trabalho em algum lugar a se arriscar, pois, logicamente, o curso demanda um investimento de tempo do aluno e, também, do material que ele usa”, relata.

“Até a procura dos garimpeiros diminuiu”, contou Oliveira. Segundo ele, na década de 90, o Centro de Gemologia comprava e vendia matéria prima e, até, cedia este material para a prática dos alunos. Mas, isto, aos poucos, foi transferido para o centro de Goiânia e os garimpeiros foram desaparecendo. “Ainda aparecem alguns aqui, em busca de nosso apoio, para verificar se as pedras são verdadeiras”, disse.

Quem se interessar em conhecer o Centro de Gemologia pode buscar mais informações pelo telefone (62) 3316-1112. As inscrições para o curso se abrem no início de cada semestre, mas o museu que têm diversos tipos de pedras, oriundas, principalmente, da mineração do Estado de Goiás, está aberto, diariamente, para todas as pessoas.

Autor(a): Wanessa Mereb

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