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Culinária goiana tem “vilões” do controle da hipertensão

Geral Comentários 29 de abril de 2015

Churrasquinho com cerveja gelada, torresmo e outras iguarias da culinária goiana são considerados vilões no controle de doença


O churrasquinho infalível acompanhado de uma cerveja gelada e de um torresmo bem salgado são iguarias típicas da culinária de Goiás. Esses alimentos, além das carnes embutidas e defumadas, bebidas alcoólicas e dos produtos industrializados, são considerados vilões no controle da hipertensão arterial, doença que tem acometido cada vez mais os goianos. O assunto foi tema de uma Web Conferência que a Vigilância Sanitária de Goiás realizou, recentemente, direcionada a profissionais da áreas da saúde.
Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) apontam que o número de óbitos por doenças do aparelho circulatório subiu de 129,8 por 100 mil habitantes para 162,3 para cada 100 mil. Os homens liderem o ranking de mortes e apresentam 177,3 por 100 mil habitantes contra 147,7 entre as mulheres.
Os gastos no tratamento hospitalar pagos pelo SUS em Goiás em decorrência de doenças cardiovasculares aumentaram de R$ 68.652.293,39, em 2011, para R$ 81.597.383,68 em 2014. A média de gastos por internação saltou de R$ 1.720,95 (2011) para R$ 2.358,78 (2014). O número de mortes no Estado também subiu de 2.085 (2011) para 2.233 em 2014.
Além de fatores genéticos e sedentarismo, a ingestão de produtos “fast”, cheios de gordura trans e sal, levam a esses resultados em Goiás e preocupam os especialistas, pois a hipertensão arterial é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis que ocasionam derrames e infartos.
No Brasil, a pressão alta é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As doenças cardiovasculares têm sido a principal causa de morte no Brasil. Em Goiás, doenças do aparelho circulatório são as que mais matam, tendo como fator de risco a hipertensão.
Para o presidente da Sociedade de Cardiologia - Regional Goiás, cardiologista Thiago Veiga Jardim, que também pertence à liga de Hipertensão, o brasileiro consome quase o dobro de sal recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “O ideal seria 5g por dia. Chegamos a usar cerca de 12g, isso dependendo da preparação”, diz. Ele aponta que regiões em que o consumo de carne é mais farto pela cultura, caso da região Centro-Oeste, a incidência é maior. Isso por conta do sal usado na preparação da carne e na gordura presente nela, que é bem apreciada em localidades que cultuam o hábito de ingerir churrasco.
As cinco gramas recomendadas equivalem a menos de uma colher de chá rasa de sal ou cinco pacotinhos daqueles servidos em restaurantes (cada um contém 1 grama).

Dicas para fugir da hipertensão
-Retirar o saleiro da mesa;
-Realizar atividade física pelo menos três vezes por semana (50 minutos);
-Evitar refrigerantes, em especial o diet, por conter altos níveis de sódio; sucos de caixinha que contém grande quantidade sódio; temperos prontos; carnes embutidas, enlatados e conservas;
-Consumir álcool moderadamente (30 gramas – equivalente a duas latas de cerveja, ou uma dose de bebida destilada ou uma taça de vinho diariamente);
-As mulheres podem consumir a metade da quantidade estipulada para os homens;
-O sódio já está presente em laticínios e ovos e em quantidades bem maiores nos produtos processados como pão, bacon, refrigerantes, salgadinhos, doces, massas instantâneas, sopas, caldos em cubos e condimentos como molho de soja;
-Duas gramas de sódio equivalem a 5 gramas de sal;
-Vale substituir o sal por temperos naturais como cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano, hortelã, limão, manjericão, coentro e cominho, entre outros;
-Usar o sal light. Estudos mostram um melhor controle da pressão arterial para quem usa essa modalidade de tempero;
-É bom evitar carnes muito salgadas como bacalhau, charque, carne-seca e defumados;
-Outra boa dica é sempre experimentar a comida antes de acrescentar sal;
-Tudo é uma questão de costume, aos poucos o paladar se acostuma com menos sal na alimentação.
(Com informações da Secretaria Estadual da Saúde-SES/GO)

Autor(a): Da Redação

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