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Cuidado: seca aumenta casos de asma em Goiás

Saúde Comentários 11 de setembro de 2014

SUS gasta quase 4 milhões para o tratamento de pacientes com asma nos municípios goianos. Doenças respiratórias aumentam também em Anápolis


A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo. Apenas no Brasil, ocorrem anualmente cerca de 350 mil internações em decorrência da enfermidade, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Além disso, a doença é a quarta maior causa de internação no País, sendo a terceira maior causa de hospitalizações entre crianças e adultos jovens.
Caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas, a asma provoca um estreitamento reversível dessas vias, levando à limitação variável da passagem do ar e atingindo indivíduos de todas as faixas etárias. “Aproximadamente um terço de todos os pacientes asmáticos possui pelo menos um familiar com a doença e/ou outro tipo de alergia”, afirma Clovis Cechinel, clínico geral do Laboratório Atalaia.
É preciso ficar atento, pois se não for tratada de forma adequada esta doença pode levar à morte. No mundo, estima-se que a asma seja responsável por 250 mil óbitos anuais, sendo que no Brasil essa taxa é de, aproximadamente, duas mil por ano. “Apesar de não ter cura, quando o paciente é acompanhado por um especialista, o controle da doença pode ser alcançado e os sintomas desaparecerem por meses ou até anos”, comenta o médico.
Dados recentes indicam que o custo ao SUS para o tratamento e doenças do aparelho respiratório, nos municípios goianos, chega a R$ 8.842.214,10 milhões. A asma apresenta o segundo maior demandante destes recursos, contabilizando 41% dos gastos.
Nesta época do ano, estas iniciativas são reforçadas devido à seca. Isso porque a baixa umidade relativa do ar, a poeira e o mofo, além do fato de as pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, aumentando a exposição aos fatores desencadeantes, contribuem para o surgimento da patologia.

Conheça o diagnóstico
Clovis Cechinel lembra que ao perceber sintomas respiratórios, como tosse, cansaço ou falta de ar deve procurar um médico. Ele acrescenta que os sinais variam muito entre as pessoas, podendo ser desde leves até graves. “O tratamento da asma é focado no controle ambiental, na terapia farmacológica e na imunoterapia, indicado pelo médico de acordo com o quadro clínico do paciente. A pessoa diagnosticada com a patologia deve evitar contato com os fatores já sabidamente capazes de desencadear a doença”, adverte.
Além disso, o médico deve avaliar a história clínica do paciente, submete-lo a um teste físico e a exames complementares, que normalmente são a prova de função pulmonar, para avaliar a existência e o grau de obstrução das vias aéreas, a radiografia de tórax e o teste cutâneo para avaliação da resposta alérgica.
Para muitos pacientes, a medicação deve ser administrada diariamente, com a finalidade de controlar os sintomas, melhorar a função pulmonar e prevenir crises. Medicamentos também podem ser necessários para aliviar sintomas agudos, tais como sibilos, opressão torácica e tosse.

Tome cuidado
Os fatores desencadeantes da asma mais habituais incluem:
- exposição a alérgenos, tais como ácaros domésticos: na roupa de cama, nos tapetes e nos estofados felpudos, bichos de pelúcia, poeira domiciliar.
- exposição a animais com pelo, baratas, pólen e mofo.
- exposição a irritantes ocupacionais.
- exposição à fumaça do tabaco.
- exposição à poluição aérea.
- infecções (virais) respiratórias.
- exercício físico, emoções fortes.
- irritantes químicos e remédios (tais como aspirina e betabloqueadores).
- refluxo gastroesofágico.

Autor(a): Da Redação

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