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Crise faz aumentar cesta básica e diminuir emprego

Economia Comentários 04 de setembro de 2015

Trabalhador gasta 22 dias e mais de 31% do salário mínimo para adquirir produtos básicos de consumo. Emprego apresentou queda de janeiro a julho deste ano


O cenário da economia brasileira não é nada bom. E, os reflexos da crise começam a ser sentidos em Anápolis, pelo menos, em duas frentes: aumento no valor da cesta básica e na queda dos empregos formais com carteira assinada, segundo pesquisa feita pelo Jornal Contexto junto ao Núcleo de Pesquisas em Economia (NEPE), ligado à Universidade Estadual de Goiás e no banco de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego.


Em relação à cesta básica, os números apontam que, em julho último, o trabalhador teve de desembolsar R$ 245,50 para adquirir os 13 produtos que compõem a cesta básica (segundo metodologia do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Em relação ao salário mínimo, que é de R$ 788,00. O percentual gasto ficou em 31,15%. Para comprar os produtos essenciais, foram necessários 22 dias trabalhados (78,67% do total de horas trabalhadas no mês).


No mês anterior, ou seja, em junho, a cesta básica custou para o trabalhador anapolino R$ 242,75, representando 30,72% em relação ao salário mínimo vigente. Para a aquisição da cesta básica, o trabalhador dispendeu também 22 dias trabalhados (76,71% do total de horas trabalhadas). A variação entre julho e junho foi de 1,40%.


No mês de julho, contribuíram para a inflação da cesta básica a carne, com alta de 6% em relação a junho e o açúcar, com alta de 3,3%, também com relação a junho. Por outro lado, registraram baixas o óleo (-23%); a banana (-17%) e o tomate (-14%). O levantamento, que foi realizado em seis grandes supermercados de Anápolis destacou, também, que se o consumidor fizer uma pesquisa na hora da compra, pode chegar a uma economia média de R$ 27,74, o que equivaleria, em um ano, a R$ 332,88. O valor daria para adquirir uma cesta (com base no valor apurado em julho) e, ainda, sobraria mais R$ 87,38.


A cesta básica está dividida em três grupos de produtos: os industrializados (açúcar; arroz; café; farinha de mandioca; feijão; margarina, óleo e pão); os semi-industrializados (carne e leite) e in natura (banana, batata e tomate). No grupo dos industrializados, a variação na comparação entre julho e junho foi de -29%; os industrializados tiveram variação de 8% e os produtos in natura, 39%.


 


Emprego


Quanto à questão do emprego, os dados do CAGED tomados no período de janeiro a julho deste ano, revelam que o estoque de empregos formais teve uma variação absoluta negativa de 67 vagas. Esta variação é tomada dividindo-se o número de admissões (26.761) pelo de demissões (26.828). No mesmo período, em 2014, foram registradas 28.898 admissões e 27.997 desligamentos, o que gerou uma variação absoluta positiva de 901 empregos (com carteira assinada) mantidos.


As ocupações que mais admitiram com carteira assinada, entre janeiro e julho deste ano, foram as de Alimentador de Linha de Produção (1.950); Servente de Obras (1.177); Auxiliar de Escritório (1.090) e Motorista de Caminhão - rotas regionais e internacionais (1.088). As ocupações que mais demitiram foram: Alimentador de Linha de Produção (1.614); Servente de Obras (1.256); Vendedor de Comércio Varejista (1.198); Auxiliar de Escritório (1.061) e Motorista de Caminhão - rotas regionais e internacionais (981). A ocupação de melhor saldo foi a de Alimentador de Linha de Produção (336) e a de pior saldo, a de Pedreiro (-155).


Por setor da economia, os dados do CAGED apontam que a maior variação negativa foi na construção civil: - 291, com 2.205 admissões e 2.496 desligamentos. No setor de comércio, também, houve variação negativa: - 215, com 6.988 admissões e 7.203 desligamentos. O setor de serviços teve o melhor desempenho, com variação positiva de 279, com 8.014 admissões e 7.735 desligamentos. Na indústria de transformação houve 9.186 admissões e 8.994 desligamentos, resultando na manutenção de 192 postos formais de trabalho.


 


Os números da crise em Anápolis


 


Cesta básica - Julho de 2015


 


Salário Mínimo: R$ 788,00


Custo da Cesta: R$ 248,50


Gasto/Salário Mínimo: 31,15%


Dias trabalhados: 22


Variação em relação a Junho: 1,40%


Junho de 2014


Custo da Cesta: 242,75


Gasto/Salário Mínimo: 30,72%


Dias trabalhados: 22


 


Empregos formais


 


Janeiro a Julho


Admissões: 26.761


Desligamentos: 26.828


Variação Absoluta: -67


Saldos por setor


Construção Civil: -291


Comércio: -215


Serviços: 279


Indústria de Transformação: 192

Autor(a): Claudius Brito

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