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Crise de energia afeta a rotina das famílias. Saiba como enfrentar

Geral Comentários 09 de dezembro de 2016

Quem mora em condomínio, sofre quando há falta de energia. Para livrar das dores de cabeças, muitas vezes, é preciso recorrer a um profissional para desenvolver um sistema adequado


É notório que o país passa por uma crise de energia. Crise esta, em parte, gerada pela falta de investimento no setor, pelo crescimento exponencial da indústria, pelo aumento do consumo e, ainda, em razão dos bens de conforto que se tornaram mais acessíveis à maioria da população. Enfim, a demanda tem se tornado muito maior que a oferta.
Um segmento que tem sofrido com a crise energética é o de condomínios. O Jornal Contexto ouviu essa semana, a Gestora Condominial, Ivana Pazin, sobre este assunto.
Segundo Ivana, os problemas em condomínios não se resumem somente na rápida ausência de energia, eles podem ser por pico ou queda de tensão, blecaute e tantas outras possibilidades que afetam o fornecimento de energia e mais, acabam por danificar equipamentos eletrônicos no interior das unidades e nas áreas de lazer. Ela observa que, na maioria dos casos, o síndico não é responsável pelo ocorrido e o condomínio não irá arcar com eventuais despesas de consertos destes equipamentos.
Uma atitude primordial e preventiva de um morador, não apenas de condomínio, mas qualquer usuário de eletrônicos é procurar meios de se proteger, evitando desta forma danos nos equipamentos e computadores. Neste último caso, o uso do Nobreak é o mais indicado. Mas a situação não se restringe à unidade e, por isso, não é assim tão simples, visto que em algumas situações, o problema da falta de energia afeta a todos, pois um condomínio é controlado prioritariamente por equipamentos eletroeletrônicos, como elevadores, portões de veículos e pedestres, interfones e câmeras de monitoramento, que torna impossível garantir a segurança dos moradores quando não estão em pleno funcionamento.
Perguntada sobre as perspectivas de soluções diante de tal situação, Ivana pondera: “Um agravante para todo síndico é que esse panorama não tende a se alterar, visto que não existem investimentos previstos por parte dos poderes públicos e o número de usuários aumenta sensivelmente a cada ano, não apenas em consequência do crescimento de condomínios, mas também de outros setores que, igualmente dependem do serviço. Então, nessa hora, o gestor de um condomínio, seja ele horizontal ou vertical, de um prédio novo ou antigo, vai precisar se munir de informações e garantir ações preventivas diante dos problemas eminentes, que não têm, em curto prazo, perspectivas de solução definitiva”, pontua.

Alternativas
O ideal, de acordo com Ivana, é se preocupar em encontrar alternativas para evitar transtornos. Em alguns casos, os quadros elétricos e seus disjuntores, que protegem contra sobrecargas, não comportam tanta carga e ocorrem as costumeiras quedas de energia, e, embora este fato ocorra normalmente no interior das unidades, muitas vezes é preciso readaptar e reformar o sistema elétrico do prédio fazendo um estudo com um engenheiro elétrico, com emissão de laudos, e ainda, solicitar a carga excedente à concessionária para que ele suporte a carga extra que vem sendo gerada. Mas, o fator mais relevante é externo, principalmente neste período do ano no qual as condições climáticas desafiam o trabalho humano.
Em virtude do desgaste causado aos moradores pela sucessiva falta de energia, os condomínios verticais têm optado pela aquisição de geradores a diesel, os quais garantem o funcionamento dos equipamentos de segurança e principalmente dos elevadores, oferecendo um cuidado maior, sobretudo aos idosos, pessoas com pânico e crianças, sendo os geradores, dependendo do modelo, da configuração e do tamanho do tanque, capazes de alimentar toda a área comum do prédio, bombas d’água, luzes e portões eletrônicos, com autonomia para até 06 horas ininterruptas. Já os condomínios horizontais, investem nesse equipamento para garantir o conforto e a tranquilidade, além da continuidade das atividades nas áreas de lazer ou em caso de eventos e ainda, vale ressaltar que a recomendação é optar por modelos que já venham com isolamento acústico, já que os equipamentos emitem de 75 a 87 decibéis.

Energia solar
A instalação de energia solar tem sido alternativa para o fornecimento de energia em condomínios, predominantemente para o aquecimento da água da piscina, sendo mais econômica que a energia elétrica e que atende bem as necessidades dos moradores. Entretanto, Ivana ressalta que a aquisição de gerador ou sistema de energia solar são consideradas “obras úteis”, assim, é necessário que haja aprovação em assembleia pela maioria absoluta dos condôminos, devendo constar na pauta explicitamente esse item, independente desta aquisição resultar ou não em taxa extra. E mais, todos os equipamentos exigem Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e manutenção constante, com profissionais especializados.
Apesar de há pouco tempo ter sido considerado um equipamento de luxo, o gerador hoje se tornou um artigo de primeira necessidade, e mesmo considerando que o investimento pode propiciar a valorização do imóvel e facilitar a comercialização no mercado imobiliário, a essência desta aquisição está em garantir a segurança dos moradores, diante de um cenário que não viabiliza atender a demanda atual.

Autor(a): Da Redação

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