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Crise da água: Entidades se reúnem e vão cobrar providências do Governo

Cidade Comentários 20 de maio de 2016

Movimento encabeçado pela ACIA tem a participação de vários segmentos comunitários


O temor de que na estiagem de 2016 na Cidade ocorra um maior desabastecimento, ainda, do que o registrado em 2015 foi motivo de uma reunião de trabalho na Associação Comercial e Industrial de Anápolis, na noite de quarta-feira, 18. O encontro contou com a presença de lideranças empresariais; produtores da Bacia do Ribeirão Piancó, vereadores; secretários municipais, líderes comunitários e muitos outros convidados. A iniciativa foi motivada pelo clamor existente em diversos setores comunitários, dentre eles o da construção civil, pois a falta de uma oferta confiável de água tratada impede que a SANEAGO expeça os Atestados de Viabilidade Técnico Operacional (AVTO), indispensáveis para a autorização de projetos deste setor produtivo.
Além disso, o drama vivido pelos produtores rurais da Bacia do Ribeirão Piancó, manancial responsável pelo fornecimento de 80 por cento da água consumida no setor urbano da Cidade foi outra vertente em debate no encontro. De acordo com o Presidente da ACIA, empresário Anastácios Apostolos Dagios, a ideia é gerar-se um documento a ser endereçado ao Governo do Estado e à Prefeitura de Anápolis, baseado em três itens principais: a política de saneamento em Anápolis precisa, urgentemente, de uma melhor gestão; é imperioso que se inicie o projeto provisório de transposição de água do Ribeirão Capivari para o Ribeirão Piancó; e há a necessidade de se elaborar um projeto macro de saneamento para Anápolis, já com vista aos próximos 20 ou 30 anos.
Pronunciamentos
A reunião promovida pela ACIA contou com a presença de vários vereadores com assento na Câmara Municipal. Eli Rosa, do PMDB, usou da palavra para falar sobre a preocupação com o desabastecimento de água no período de estiagem e se disse solidário aos produtores rurais ribeirinhos da Região do Piancó. Segundo ele, há de haver uma união de esforços para que a situação fique sob controle.
Também, falou na ocasião, o advogado e escritor João Asmar, que fez um histórico da política de saneamento em Anápolis e alertou que desde a década de 70 o Governo do Estado não faz investimento de consistência no setor. Segundo Asmar, a solução para o abastecimento em Anápolis está no Rio Corumbá, de onde pode ser tirada a água para a Cidade.
Já o vereador Valdair de Jesus (PTB) disse estar preocupado com o tema e disse que há anos vem alertando sobre o problema. Alegou que a Câmara Municipal tem sido presente nas discussões e nos pleitos para a solução da falta de água na Cidade, mas ressaltou que é preciso a união de todas as forças para convencer e cobrar do Governo do Estado uma atuação mais eficaz neste sentido. Outro vereador a usar da palavra foi Jerry Cabeleireiro (PTB), que demonstrou preocupação não só com o desabastecimento de água potável, como da política de esgoto sanitário que, segundo ele, é um desastre em Anápolis.
A Presidente da Associação dos Produtores Rurais da Bacia do Piancó, Amélia Mendes, fez um pronunciamento contundente sobre o assunto e disse que aqueles trabalhadores não podem mais ser responsabilizados pela falta de água na Cidade. De acordo com ela, no ano passado tais produtores sofreram abusos como a lacração de bombas de sucção, invasão de suas propriedades, inclusive com policiais armados e disse que, por conta disso (proibição de se utilizar água do Piancó para se irrigarem as lavouras, principalmente bananais) muitos produtores sofreram altos prejuízos. Também, o vereador Jakson Charles (PSB) falou sobre o assunto e defendeu a urgente elaboração de um plano diretor de saneamento para Anápolis.
O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, advogado Céser Donizete Pereira, presente à reunião, disse que o Governo Municipal está atento ao problema e tem buscado soluções para a falta de água potável na Cidade. Adiantou que, recentemente, o Prefeito Joao Gomes esteve com o Governador Marconi Perillo, com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Wilmar Rocha e com o Presidente da SANEAGO, José Taveira, justamente para a discussão do problema. E, fez um relato que impressionou a todos: nada menos que 43 por cento da água tratada em Anápolis são desperdiçados em vazamentos nas redes de distribuição, no mau uso e em outros procedimentos que dificultam uma política mais racional de água e esgoto. Disse, mais que 40 por cento da rede distribuidora na Cidade data mais de 50 anos e precisa ser trocada imediatamente.
O Presidente da ACIA, empresário Anastácios Apostolos Dagios, disse que em São Paulo, o desperdício, hoje, é de 14 por cento da água tratada e que a prefeitura de lá contratou uma empresa internacional para desenvolver um projeto que reduzirá o consumo inadequado a nove por cento. Ao final da reunião, o jornalista Manoel Vanderic Correia, Diretor Para Assuntos de Meio Ambiente da ACIA mostrou um projeto em audiovisual que sugere o aproveitamento racional da água do Ribeirão Piancó que, segundo ele, é fácil de se implantar, além de ser de baixo custo.

Autor(a): Da Redação

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