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Crise ainda não atingiu a oferta de empregos em Anápolis

Economia Comentários 04 de junho de 2015

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontam que o Município obteve saldo positivo na manutenção de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2015


A crise no emprego que afeta o País, conforme apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, ainda não chegou a Anápolis, pelos menos, de acordo com as estatísticas. O Município manteve um saldo positivo de empregos formais mantidos no período de janeiro a abril deste ano. O saldo é o resultado da variação absoluta entre o número de admissões com carteira e o número de desligamentos de empregados registrados pelas empresas.


No primeiro quadrimestre, em Anápolis, conforme os números divulgados, houve 16.114 admissões e 15.271 desligamentos, portanto, um saldo de 843 empregos com carteira mantidos. O Estado de Goiás também registrou uma variação positiva no período de 12.683 empregos formais. Foram 232.420 admissões e 219.420 desligamentos. Esta situação contrasta com a realidade nacional. No Brasil, no primeiro quadrimestre deste ano, o saldo de empregos formais ficou negativo em 162.735, ou seja, houve mais desligamentos (6.656.432) do que admissões (6.493.697).


A notícia ruim é que abril, para Anápolis, não foi dos melhores e pode ser um sinal de alerta, em relação a uma possível queda no nível de emprego. No mês, foram 3.535 admissões contra 3.744 desligamentos, gerando um saldo negativo de 214 empregos formais mantidos (-0,24% de variação relativa). Com isso, o Município ficou apenas em 34º lugar no ranking estadual, à frente de Goiânia, que registrou saldo negativo de 2.212 empregos e Aparecida de Goiânia, cujo saldo também ficou negativo em 718 empregos formais. O Município de Goianésia aparece em primeiro lugar na estatística de abril. Com 1.684 admissões e 468 desligamentos, o saldo fechou positivo em 1.216 empregos com carteira mantidos (variação relativa de (10,49%). Formosa e Morrinhos obtiveram saldo, também, positivo, de 915 e 428 empregos formais mantidos, respectivamente.


 


Indústria de transformação


A indústria de transformação foi a atividade econômica que registrou o melhor desempenho no primeiro quadrimestre do ano, em Anápolis. No segmento, conforme o levantamento do Caged, foram: 5.740 admissões (53,55%) e 4.979 desligamentos (46,45%), o que gerou um saldo positivo de 761 empregos com carteira mantidos. Em Goiás, foram 48.146 admissões contra 42.306 desligamentos, o que resultou em um saldo positivo de 5.840 empregos. No Brasil, a indústria de transformação fechou o primeiro quadrimestre com saldo de 39.115 empregos formais a menos. Foram 1.150.547 admissões e 1.189.662 desligamentos.


 


Construção civil


O setor da construção civil terminou o primeiro quadrimestre do ano com variação negativa no saldo de empregos formais (-209). Foram 1.146 admissões (45,82%) contra 1.355 desligamentos (54,18%). Essa tendência se repetiu nos números do Estado e do País. Em Goiás, foram 24.412 admissões contra 26.448 desligamentos (variação absoluta de - 2.036). E, no Brasil, o número de admissões foi de 734.488 contra 811.293 desligamentos (variação absoluta de - 76.805).


Comércio


No setor de comércio, conforme os dados do Caged, o total de admissões de janeiro a abril deste ano foi de 4.099 (49,11%) e o de desligamentos de 4.248 (50,89%), ou seja, um saldo negativo de 149 empregos formais. A situação de queda, também, se repete em Goiás: foram 54.322 admissões contra 56.492 desligamentos e um saldo negativo de 2.170 empregos formais. No Brasil, os números foram os seguintes: 1.542.134 admissões, 1.688.486 desligamentos e saldo negativo de 146.352 empregos com carteira assinada.


 


Serviços


Já, no setor de serviços, outra importante atividade econômica geradora de empregos, os dados foram positivos para o Município, Estado e o País. Em Anápolis, de janeiro a abril, foram 4.921 admissões (52,41%) e 4.469 desligamentos (47,59%), um saldo de 452 empregos com carteira assinada que foram mantidos. Em Goiás foram 80.770 admissões contra 74.860 desligamentos e saldo de 5.910. No Brasil, o total de admissões foi de 2.640.760 e o de desligamentos de 2.549.392, com uma variação absoluta de 91.368.

Autor(a): Claudius Brito

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