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Crise afeta comércio internacional de Anápolis

Economia Comentários 17 de julho de 2015

Vendas e compras externas tiveram reduções entre 20 e 28% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o igual período do ano passado


Os efeitos da crise na economia brasileira começam a dar sinais nos indicadores da economia anapolina, segundo revelam os dados da balança comercial dos municípios, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Tanto as importações, como as exportações, feitas por Anápolis, registraram queda na avaliação do primeiro semestre do ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado.


Conforme os números levantados pelo Jornal Contexto na base de dados estatísticos do MDIC, de janeiro a junho deste ano, o volume de exportações foi de US$ 105,7 milhões e o de importações, de US$ 845,3 milhões. No ano passado, também, nos seis primeiros meses, as vendas externas somaram US$ 147 milhões. As compras de fornecedores estrangeiros registraram o volume de US$ 1,065 bilhão. As diferenças nos volumes exportados e importados por Anápolis ficaram negativas em 28,07% e 20,69%, respectivamente.


No mês de junho último, as exportações somaram US$ 19,7 milhões, bem abaixo dos US$ 30,5 milhões de junho de 2014, ou seja, uma diferença negativa superior a 54%. No comparativo das importações, o resultado foi um pouco diferente: Este ano, no mês em questão, o volume de compras externas foi de US$ 151,5 milhões e, em junho de 2014, de US$ 147,7 milhões, ou seja, um incremento inferior a 3%.


A soja e derivados representam quase 90% de participação no total das exportações feitas por Anápolis, em junho deste ano. Em relação às importações, no topo da lista, com 37,23% de participação, aparecem os sangues humano e animal, preparado para usos terapêuticos; vacinas, dentre outros dessa linha e; também; partes e acessórios de veículos (10,32% de participação).


Os principais destinos das exportações feitas por Anápolis, conforme os dados do Ministério são: Países Baixos - Holanda (84,36%); França (5,03%); China (3,07%); Estados Unidos (3,16%); Alemanha (0,92%); Cuba (0,53%), Argentina (048%); Paraguai (0,36%) e Bolívia (0,23%). Os principais fornecedores internacionais são: Alemanha (28,60%); Coréia do Sul (23,45%); Suíça (10,47%); Estados Unidos (10,13%); China (8,24%); Índia (5,96%); Japão (2,88%); Itália (2,76%), México (1,20%) e Canadá (0,92%).


 


Ranking Brasil


Conforme os dados estatísticos do MDIC, referentes ao mês de junho, o município brasileiro que registrou maior volume de exportações foi Angra dos Reis (RJ), com mais de US$ 3,387 bilhões. São Paulo (SP) ficou no primeiro lugar em volume de importações (US$ 5,746 bilhões) e é o segundo maior exportador (US$ 3, 372 bilhões).


Em Goiás, os 10 municípios que tiveram melhor desempenho nas exportações, foram: Alto Horizonte (US$ 219,4 milhões); Rio Verde (US$ 184,7 milhões); São Simão (US$ 158,8 milhões); Itumbiara (US$ 145,6 milhões); Barro Alto (US$ 112,1 milhões); Palmeiras de Goiás (US$ 109,4 milhões); Anápolis (US$ 105,7 milhões); Ouvidor (US$ 105,5 milhões); Mozarlândia (US$ 101 milhões) e Crixás (US$ 88,9 milhões).


Anápolis ocupa o 24º lugar no ranking das importações brasileiras, num universo de 1.788 cidades que são listadas na pesquisa.


 


Evolução das Exportações


2000 - US$ 322,8 mil


2001 - US$ 2,9 milhões


2002 - US$ 621,8 mil


2003 - US$ 2,65 milhões


2004 - US$ 14,3 milhões


2005 - US$ 38,7 milhões


2006 - US$ 47,9 milhões


2007 - US$ 36,9 milhões


2008 - US$ 17 milhões


2009 - US$ 68,1 milhões


2010 - US$ 51,4 milhões


2011 - US$ 239 milhões


2012 - US$ 245,7 milhões


2013 - US$ 271,2 milhões


2014 - US$ 288 milhões


2015 (*) - US$ 105,7 milhões


*Janeiro a junho


 


Evolução das Importações


2000 - US$ 72,9 milhões


2001 - US$ 69,1 milhões


2002 - US$ 50,2 milhões


2003 - US$ 52,6 milhões


2004 - US$ 86 milhões


2005 - US$ 160 milhões


2006 - US$ 390,4 milhões


2007 - US$ 771,1 milhões


2008 - US$ 1,361 bilhão


2009 - US$ 1,504 bilhão


2010 - US$ 2,517 bilhões


2011 - US$ 3,168 bilhões


2012 - US$ 2,249 bilhões


2013 - US$ 2,312 bilhões


2014 - US$ 2,167 bilhões


2015 (*) - US$ 845,3 milhões


*Janeiro a junho

Autor(a): Da Redação

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