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Criminalidade cai com Operação Motocicleta

Segurança Comentários 03 de julho de 2009

Ação para tirar de circulação duplas de motociclistas que praticavam crimes na cidade repercutiu na queda da criminalidade, segundo informou ao CONTEXTO o comando do 4º BPM


O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Anápolis, tenente coronel Sidney Pontes Ribeiro, revelou ao CONTEXTO que, nos últimos três meses, houve um decréscimo da ordem de 20% no índice de criminalidade, em Anápolis. Segundo ele, esse resultado pode ser creditado em grande parte à Operação Motociclista, deflagrada com o intuito de coibir a onda de roubo que vinham sendo praticados na cidade por duplas de motociclistas, quase sempre no período das 15 às 20 horas.
De acordo com o comandante do 4º BPM, depois que alguns meliantes foram identificados e tirados de circulação, houve redução em diversos tipos de ocorrências criminais atendidos pela PM. Um detalhe que chamou atenção no trabalho realizado é que a maior parte dos elementos que caíram nas garras da polícia era de Anápolis e não oriundos de outras localidades, como Goiânia e Brasília, como era comum se registrar. E quase a totalidade dos elementos tinha algum tipo de ligação com o consumo e/ou tráfico de drogas.
O comandante do 4º BPM explicou que os assaltantes tinham como alvo pertences das pessoas como celulares, notebooks e pequenas somas em dinheiro que as mesmas costumam carregar na carteira. Os produtos do roubo eram depois vendidos depois por quantias muito inferiores ao seu custo, apenas para custear a compra de droga, principalmente o crack.
Na operação, narrou o tenente coronel Sidney Pontes, os policiais passaram a observar alguns detalhes nos condutores de motos: se as placas não estavam amassadas, se o condutor estava com vestimentas e capacetes escuros e com viseiras para tentar impedir de serem vistos. Além disso, foram também monitorados os “veículos de aluguel”. Em função dos horários que estavam se dando os delitos, o comando também alterou as escalas dos grupos especiais como o GOE e o GIRO. Em função disso, houve críticas também à PM pelas abordagens. Mas, o comandante do 4º BPM afirmou que esse tipo de trabalho será contínuo. “É um benefício para toda sociedade”, frisou, acrescentando que o resultado foi significativo, inclusive, devido ao bom preparo da tropa. “Hoje o nosso policial tem um nível muito melhor do que tinha antigamente para fazer as abordagens, para tratar com respeito os cidadãos e cumprir com a sua tarefa de tirar os maus elementos de circulação”, enfatizou o comandante.
“Hoje vivemos um período muito bom na segurança pública em Anápolis”, ressaltou o comandante do 4º BPM, acrescentando que a PM e a Polícia Civil tem procurado trabalhar em cooperação. O que também contribui para os resultados alcançados. Na sua avaliação, a redução de 20% da criminalidade é um dado positivo, levando em conta de que a cidade cresceu muito demograficamente, teve também forte expansão do comércio. Portanto, ainda que fosse uma redução pequena, já seria um ganho nos últimos anos, levando-se em conta o crescimento acelerado do município.
Ainda de acordo com o comandante, outro fator importante, é a união com outros segmentos organizados da sociedade e, especialmente, o Judiciário, para atuar no desenvolvimento de ações educativas e sociais. “Hoje, temos visto que grande parte dos jovens é atraída ao submundo do crime e das drogas por conta da desagregação familiar. E isso é uma preocupação nossa, também, porque queremos que as crianças e os jovens sejam educados, para que elas não sejam os bandidos que vamos perseguir lá na frente”, ponderou.

Cristal: uma droga poderosa
O comandante do 4º BPM relatou que nas ocorrências atendidas pela PM, há registros de crianças a partir de nove anos, até pessoas idosas, com cerca de 70 anos, fazendo uso do crack. Um problema que, aliás, tem dificultado a ação policial, é que por ser uma droga barata -uma pedra custa o máximo R$ 10 – ela se dissemina com facilidade e o usuário passa também a vender. Ou seja, passou a ser também um traficante. Não há mais um núcleo forte, mas vários deles espalhados em diversos pontos da cidade. “Mas temos trabalhado também para coibir a droga e, para isso, é muito importante o trabalho de investigação da Polícia Civil”, disse.
A já possui também informações de que uma droga sintética – mais barata e potente do que o crack, chamada de Cristal – estaria começando a circular na cidade. Para o tenente coronel Sidney é outro dado que deixa a polícia em alerta. Mas, ele enfatiza que o principal, é trabalhar a base para que os jovens não sejam atraídos para a rede do mal e fiquem do lado da rede do bem que, conforme observou, tem crescido e tem feito um bom trabalho. “A segurança pública não é só um problema da polícia, é de toda sociedade. Nós vamos continuar fazendo o nosso papel. Temos uma boa tropa, os resultados mostram isso. E temos parceiros para trabalharmos juntos”, arrematou.

Autor(a): Da Redação

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