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Crimes violentos têm redução de 8,75% de janeiro a outubro

Segurança Comentários 09 de novembro de 2017

No período, foram praticados 141 homicídios em Anápolis, contra 161 de janeiro a outubro de 2017


O número de homicídios praticados em Anápolis de janeiro a outubro deste ano caiu 8,75% em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra uma estatística do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil, um levantamento que aponta que 2016 foram registradas 161 mortes violentas no Município, contra 141 de janeiro a outubro deste ano, o que representa uma queda de 20 ocorrências de homicídios ou uma redução de 8,75%.
De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, delegado Renato Rodrigues de Oliveira, entre as 141 mortes violentas ocorridas este ano não estão incluídos seis latrocínios e outras 14 mortes registradas durante intervenções policiais em confrontos com criminosos. Contabilizadas os seis latrocínios e as 14 mortes ocorridas em intervenções policiais, o número de mortes violentas em Anápolis se iguala aos registros do ano passado, quando 161 pessoas morreram vítimas de homicídios.
O delegado Renato Rodrigues, explica, porém, os 161 homicídios registrados em 2016 não incluem os latrocínios e nem as mortes em intervenções policiais em confronto com criminosos. Segundo ele, somente este ano que estas duas situações passaram a serem incluídas nas estatísticas do Grupo de Investigação de Homicídios. “Por essa razão, nossa estatísticas de homicídios de 2016 não inclui os latrocínios e as mortes ocorridas em intervenções policiais”, justificou o delegado, garantindo, no entanto, que o número e homicídios praticados este ano é inferior ao de 2016.
Ele atribui a queda no número de homicídios ao policiamento mais ostensivo que vem sendo feito pela Polícia Militar, com o apoio da Polícia Civil, ao trabalho preventivo que reflete na redução de crimes contra a vida e também ao grande número de apreensão de armas de fogo. “Além disso, conseguimos aumentar o número de prisões de acusados de homicídio e a conclusão de inquéritos que são encaminhados ao Judiciário”, acrescentou Renato Rodrigues revelando que somente este ano já foram efetuadas mais de 60 prisões de autores de homicídios, segundo ele, um número parcial que será fechado somente no final do ano.

Policiamento
ostensivo
O titular da Delegacia de Homicídios informou que estas mais de 60 prisões não incluem as que foram efetuadas pela Polícia Militar. Ele acha que o policiamento mais ostensivo apresenta resultados positivos porque, conforme explicou, sempre algumas pessoas são presas nessas blitzens, têm suas armas apreendidas e acabam desistindo de praticar o crime. “O policiamento ostensivo e todas as ações que ele envolve, principalmente a de apreensão de armas de fogo, ajuda muito na redução do número de homicídios”, disse o delegado revelando que as apreensões de armas pela Polícia Militar são um grande reforço no trabalho de prevenção.
“As pessoas matam por algum motivo”, analisa Renato Rodrigues garantindo que as apreensões de armas ajudam no combate aos crimes de homicídio, porque as prisões dessas pessoas armadas às deixam com menor poder de ação. Ele reconheceu, entretanto, que os crimes passionais ou praticados em momentos de ímpeto são praticamente impossíveis de serem previstos.
Renato Rodrigues revelou que a estatística do GIH mostra que a maior parte das vítimas de homicídios é jovem com idade inferior a 30 anos. Segundo ele, 54% das vítimas são dessa faixa etária e 90% são homens. “O grande problemas é o envolvimento com drogas, seja como usuários, disputa por ponto de vendas ou mesmo o tráfico para sustentar o vício”, acrescentou o delegado revelando que as câmeras instaladas em diversos setores da cidade têm mostrado imagens que facilitam a identificação dos autores.
“Com imagens, os crimes ficam mais fáceis de serem solucionados porque muitas vezes acabam identificando seus dos autores”, disse o delegado, revelando também que elas servem ainda para descartar teses das defesas dos réus, inclusive os de legítima defesa. Ele informou que a taxa de elucidação de crimes é hoje de 40%, bem superior aos 12% registrados em todo o País, mas afirma que este percentual não deixa o GIH comemorar. “Estamos trabalhando para aumentar ainda mais a nossa taxa de elucidação de crimes para dar respostas às famílias que choram a perda de seus entes queridos”, concluiu o delegado prometendo aumentar o trabalho de prevenção para reduzir ainda mais os crimes de homicídios.

Autor(a): Ferreira Cunha

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