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Criança e Adolescente: Uma porta que se abre para o futuro

Geral Comentários 13 de julho de 2012

Dois rapazes com o mesmo nome e idade e estilos de vida parecidos, se encontraram num programa que busca tirar os jovens da dependência de drogas. O começo de uma nova história é feliz


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 22 anos de vigência, nesta sexta-feira, 13 de julho. A legislação foi, sem dúvida, um grande avanço para o Brasil, no intuito de criar um arcabouço legal que garanta a proteção aos menores que são vítimas de violência; abuso sexual; exploração para o trabalho, enfim, são vítimas de um sistema que tem, cada vez mais, sido corroído com a desagregação familiar, que é o principal núcleo da sociedade.
E, ao invés dos números frios das estatísticas que envolvem os mais diversos tipos de violência praticados contra crianças e adolescentes, em Anápolis, o aniversário do ECA pode ser comemorado, com a história de dois rapazes de 18 anos, ambos chamados de Wesley, que têm uma história de vida de dificuldades e de superação.
Wesley L. e Wesley S., não têm em comum, apenas, o primeiro nome e a mesma idade. Eles têm, também, trajetórias de vida parecidas: ainda pré-adolescentes, começaram a se envolver com drogas e com o submundo por elas proporcionado, até com um histórico de práticas delituosas para manterem o vício. Como consequência, tiveram problemas no ambiente familiar. E isso é o que, geralmente, ocorre com muitos jovens dessa geração que se envolvem com as drogas, principalmente, o crack.
Mas, Wesley L. e Wesley S. decidiram que queriam mudar e se encontraram no mesmo destino: o projeto Viva Vida, que é desenvolvido pela Prefeitura de Anápolis, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, juntamente com a Associação Beneficente Jesus Libertador, Abrajel, que é ligada à Pastoral da Sobriedade da Igreja Católica. Os rapazes receberam, na última quinta-feira, 12, um diploma de graduação, por terem completado o período de nove meses de tratamento no programa, que funciona nas dependências da antiga Escola Agrícola.
A turma atual a que pertencem os dois Wesley, tem 18 jovens, em sua maioria, na faixa de 15 a 16 anos. O programa acolhe drogativos com idade entre oito e 18 anos, os quais, durante os nove meses de terapia, desenvolvem uma série de atividades ocupacionais cuidando da horta e dos animais, além de música, oficinas com vídeo, artesanato, momentos de oração, de lazer e acompanhamento escolar. Segundo a coordenadora do programa, Maria Aparecida, que é chamada carinhosamente de Tia Cida, desde 11 de maio de 2010 até hoje, já foram acolhidos 185 menores, dos quais, 18 conseguiram completar os nove meses de terapia, que não inclui o uso de medicamentos e nem coação para que permaneçam no local. A base principal de recuperação é a força de cada um em superar a dependência e tudo de ruim que as drogas trazem às suas vidas. “Quem vem até aqui, quer uma vida diferente”, enfatizou, lembrando que dentro em breve, será implantado um laboratório de informática na unidade, com computadores doados pelo Ministério da Educação.

Oportunidades
Para o presidente da Abrajel, Mauro Marcelino de Lima, é um grande desafio completar os nove meses “porque é um processo de mudança de vida”, sublinhou. Ele relatou o caso de outro jovem, chamado Bruno, que se recuperou e, hoje, trabalha como monitor na própria instituição. No caso dos dois Wesley, um deles deverá ser também contratado para exercer funções dentro do programa e o outro será encaminhado para trabalho. Portanto, a partir da próxima semana, os dois terão um novo horizonte e novos (e bons) desafios pela frente.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Francisco Rosa, ressaltou que as pessoas estão sempre em busca de mudanças e os jovens assistidos no programa Viva Vida, vislumbram melhores oportunidades. Ele salientou que a Prefeitura em parceria com o SENAI, conta com uma série de cursos profissionalizantes, que podem dar um caminho a esses jovens, além de outros projetos que o Município tem direcionados às crianças e adolescentes.
Os dois Wesley estão de cabeça erguida para se reconciliarem com a família e com a sociedade. O sorriso de volta aos seus semblantes é um estímulo para que os colegas sigam os mesmos passos. A história desses dois rapazes, mostra que é importante que o País tenha leis como o ECA. Mas, acima de tudo, revela que é preciso um olhar mais atento da sociedade para o problema das drogas e para a realidade de que os jovens precisam de proteção, precisam de carinho, amor, de oportunidades e de tranquilidade para sonhar com o futuro.

Autor(a): Claudius Brito

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