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Crescimento vertical é uma realidade

Especial Comentários 27 de julho de 2018

Iniciado na década de 60, processo teve um pequeno recuo por conta da crise, mas voltou a crescer nos últimos anos


Depois de um pequeno recuo causado pela crise financeira, que afetou todos os segmentos da economia brasileira, o processo de verticalização da área urbana de Anápolis tende a ser contínuo e seguro, abrindo mais espaços para serem explorados por construtoras locais e para as que estão se instalando no Município, atraídas pelas boas perspectivas que uma cidade com cerca de 400 mil habitantes oferece, aliado ao crescimento da demanda por moradias com mais segurança e qualidade de vida.
Essa é a opinião de dirigentes de três construtoras com atuação neste segmento, duas delas genuinamente anapolinas e, a terceira, com sede em Uberlândia e que se instalou há cinco anos no Município para explorar outro segmento do processo de construções verticalizadas para atender a uma faixa da população de menor poder aquisitivo, através do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, com moradias de preços mais populares. Para falar sobre o processo de verticalização de Anápolis, o Jornal Contexto ouviu os engenheiros Arnaldo Pina, da Engecom, João Emídio, da Emisa e José Humberto do Nascimento Júnior, da Realiza Construtora, todas com destacada atuação na construção de prédios de apartamentos.
Na opinião dos três, a Cidade está saindo de uma fase de demanda reprimida por conta da mais recente crise financeira que assolou o País. Mas, asseguram que o processo de retomada se reiniciou recentemente depois de uma amenizada nesse ciclo, com tendência a se consolidar após as eleições de outubro e a posse de um novo Presidente da República. “O reflexo visível de reinício desse ciclo está na construção civil”, afirma Arnaldo Pina, da Engecom, opinião que é compartilhada por João Emídio e José Humberto Júnior.
Para eles, a construção civil é o segmento que responde mais rapidamente quando a economia começa a reagir porque emprega muita gente, uma parte sem muita qualificação, com reflexos positivos em uma cadeia de setores envolvidos. “E, isso, resulta em crescimento na geração de empregos, em melhoria na qualidade de vida e em maior desenvolvimento e bem estar da Cidade”, acrescentou João Emídio, para quem o crescimento da construção civil reforça o dinamismo de Anápolis em todos os seus aspectos.
Há 40 anos atuando na área, a Construtora Emisa se dedica à edificação de prédios de apartamentos desde 1994, depois de um período de dedicação exclusiva em obras públicas. De 94 para cá, a Emisa já construiu mais de 30 torres em diversos setores da Cidade, proporcionando a oferta de mais de dois mil apartamentos. Hoje, a empresa está com três torres em fase final de construção, situadas na Avenida Universitária, que juntas somam mais 400 apartamentos, dos quais 60% já vendidos, padrão médio, com dois e três quartos e ampla área de lazer e o Avenida Parque, na Vila Santa Isabel, igualmente com apartamentos de dois e três quartos.
Para o próximo ano, a Emisa projeta duas novas torres. Uma delas no Bairro de Lourdes, de padrão econômico. “Estamos nos dedicando às construções verticalizadas porque, hoje, há uma tendência de opção por apartamentos ou casas de condomínios fechados”, justifica João Emídio contestando que o gasto com taxas de condomínios acabam afastando interessados em adquirir a casa própria nestes dois tipos de moradias. Segundo ele, as construções verticalizadas se aprimoram, e reúnem, em um único empreendimento, áreas de lazer e esporte diversificadas, como quadras esportivas, piscinas, academias, cinemas, salão de festas e de jogos, espaço gourmet, dentre outras opções sociais. “Com isso, os custos com taxas de condomínio acabam sendo diluídos, o que faz com que as pessoas deixam de ter gastos com taxas de manutenção de clubes e outras despesas com lazer e entretenimento”.
Depois de 19 anos no setor de empreendimentos verticais, a Construtora Engecom já construiu 16 torres em diversos setores da Cidade, dos quais 16 já entregues. Sem fornecer detalhes, Arnaldo Pina antecipa novos projetos para médio prazo, além do seu mais recente lançamento, o edifício comercial Genesis Office, a ser edificado no cruzamento das avenidas JK e Presidente Wilson, no Bairro Jundiaí. “Hoje, a tendência é a busca de moradias em edifícios”, garante Arnaldo Pina lembrando que as pessoas passaram a procurar residências que oferecem segurança e melhor qualidade de vida. Ele também discorda que a taxa de condomínio dificulta o crescimento do setor. “Comparado com os gastos normais de manutenção de uma casa, a taxa de condomínio, aliada à segurança que um apartamento proporciona, se torna insignificante ou de custo benefício baixo”, assegura o engenheiro.
Ele acha que as construções verticais constituem um mercado em expansão, porque atendem as diversas classes sociais e oferecem produtos para todos os clientes, especialmente para quem busca a primeira moradia. Outra razão apontada por Arnaldo Pina para a expansão desse mercado é o fato de as pessoas procurarem se isolar em núcleos onde vivem preferencialmente em áreas que oferecem maior segurança e qualidade de vida. “Nesses ambientes, com estilo de vida diferente, os relacionamentos e as amizades são estimuladas e se tornam reais”, acrescentou.

Verticalização demorou a começar
Anápolis é uma cidade em que o processo de verticalização demorou a começar, apesar de o primeiro prédio construído na cidade, o do Hospital Evangélico Goiano, com cinco andares, ter sido inaugurado em 1927, pelo médico James Fanstone. No entanto, as primeiras edificações de maior porte foram as do Goiás Bank, com seis andares, onde hoje funciona o Itamaraty Hotel, o Edifício Rio Negro, com 18 andares, na Avenida Goiás e do Banco da Lavoura, com 12 andares, na confluência das Ruas Engenheiro Portela e Rui Barbosa, construídos na década de 60, o Marquês de Herval, na Rua 15 de Dezembro, com 17 andares e o Beverly Hills, com 15 andares, também na Rua Engenheiro Portela, estes dois últimos edificados na década de 70. Mas o processo de verticalização começou a ser acelerado somente no final da década de 90 e início dos anos 2000, com a construção de alguns prédios de apartamentos no Bairro Jundiaí, onde está a maioria das torres de Anápolis, e Bairro Cidade Jardim se expandindo em seguida para vários outros setores da cidade. Hoje, Anápolis já conta com dezenas de prédios de apartamentos habitados e outras dezenas em fase de construção, inclusive em setores mais distantes da área central, como Vila Jaiara; Santa Isabel; Jardim Bandeirantes; Jardim Alexandrina; Vila Góis; Jardim Europa; Bairro JK-Nova Capital, dentre outros setores.
Nesse processo de verticalização, dezenas de pequenos prédios foram e continuam sendo construídos, incluindo conjuntos habitacionais de grande porte como o Residencial Vila Verde, inaugurado no início da década de 80 e também o Condomínio Mariana, na Vila Nossa Senhora D’Abadia, Village Cardoso, dentre vários outros localizados em diferentes pontos da cidade.
De acordo com os dirigentes das construtoras Engecom, Emisa e Realiza, Anápolis conta com diversos setores com a infraestrutura necessária exigida pelo Plano Diretor para a construção de torres, o que facilita a aceleração do seu processo de verticalização. Segundo eles, isso facilita a construção de mais prédios de apartamentos e também comerciais, exceto apenas em setores com áreas de preservação ambiental, principalmente na área de influência da APA do Ribeirão João Leite, onde esse tipo de edificação não é permitido. “Não existe reserva de mercado no processo de verticalização de Anápolis”, sentenciou João Emídio, da Construtora Emisa, explicando que essa particularidade facilita o crescimento desse setor da construção civil e também a atração de novos empreendedores.
Com atuação no segmento da população de menor poder aquisitivo, a Construtora Realiza está em Anápolis desde 2013, onde já construiu mais de mil unidades de apartamentos para pessoas com renda familiar mensal entre R$ 1.800 e R$ 3.500,00. “Ao prospectar negócios em Goiás, percebemos que, em Anápolis, há uma demanda reprimida muito grande por imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida, principalmente por apartamentos mais populares”, disse José Humberto Nascimento revelando que a construtora que dirige, além das mais de mil unidades já entregues, está com outros 1.132 apartamentos em construção na Cidade.
Ele acredita que a demanda por apartamentos populares, em prédios de quatro andares, ou, de oito, com elevadores e de preços que variam de R$ 140 mil a R$ 165 mil, será mantida por muito tempo porque o déficit habitacional neste segmento é alto, apesar de Anápolis oferecer bom índice de empregos formais e de ser grande o número de pessoas que querem conquistar a casa própria. “Além disso, Anápolis é uma cidade com população jovem, com muita união civil sendo realizada e de casais tendo seus primeiros filhos, a maioria desejosa de ter um imóvel próprio, com as características dos que são edificados pela Construtora Realiza”, disse José Humberto afirmando que ao se instalar na Cidade, a empresa colabora com o reaquecimento de sua economia ao movimentar uma cadeia de segmentos que vai desde a venda de materiais básicos a produtos de acabamento, de produção mais refinada.
Além das unidades em construção, a Realiza tem outros projetos em fase de aprovação para serem lançados ainda esse ano, todos enquadrados no Programa “Minha Casa, Minha Vida” para a construção de prédios de quatro e oito andares, estes últimos, com elevadores, segundo José Humberto, subsidiados pelo Governo, para o pagamento da entrada e taxas de juros, também, subsidiados. Ele descarta a possibilidade de a Realiza construir prédios de apartamentos mais altos ao afirmar que Anápolis está muito bem atendida neste setor, com as construtoras em atuação.

Autor(a): Ferreira Cunha

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