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Crescimento industrial em compasso de espera

Geral Comentários 29 de julho de 2016

Falta de áreas para receber novas indústrias e obras estratégicas em atraso, são fatores que têm contribuído para a perda de competividade de Anápolis em relação a outras cidades


Em novembro de 1976, era inaugurado o Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA). Na época, chegou a ser considerado um “elefante branco”, denominação dada às grandes obras públicas que não eram terminadas ou que eram concluídas, mas não cumpriam a sua função. Somente a partir da segunda metade da década de 80, o DAIA começou a tomar impulso, com a criação do programa de incentivos fiscais denominado Fomentar.
Após o Fomentar, veio o programa Produzir, criado no final da década de 90 e, no início da década seguinte, com a promulgação da chamada Lei dos Genéricos, o DAIA passou a abrigar o Polo Farmacêutico de Goiás, o qual, hoje, é considerado o segundo no ranking nacional na produção de medicamentos genéricos e o terceiro polo na produção em geral de medicamentos do País.
Também no final da década de 90, Anápolis passou a sediar a primeira Estação Aduaneira Interior (Eadi), ou Porto Seco, da região Centro-Oeste, um marco referencial de destaque no processo de industrialização não só de Anápolis, mas do Estado de Goiás. Em 2007, o parque industrial local ganhou a primeira montadora de veículos, a CAOA, trazendo para a região linhas para montagem da marca sul-coreana Hyundai.
Depois de experimentar um ciclo vigoroso de crescimento, o DAIA passou a vivenciar uma série de problemas, dentre eles, a falta de áreas para abrigar novas indústrias. Há, pelo menos, cinco anos que esta questão está na ordem do dia dos debates, mas não há ainda uma solução. Do ano passado para cá, a Prefeitura Municipal iniciou um trabalho visando a criação do DAIA 2 e do DAIA 3, através do sistema de parceria público-privada. Os projetos, entretanto, esbarraram, novamente, na definição de área para os empreendimentos, uma vez que aquelas em condições de receber os projetos, se situavam em áreas fora do perímetro urbano.
Em setembro do ano passado, foi iniciado o processo de revisão do Plano Diretor do Município, abarcando a expansão do perímetro urbano. Os projetos só foram aprovados agora, no início do mês de julho. Portanto, será possível retomar a discussão sobre a instalação de novos distritos para permitir a retomada do crescimento industrial.

Obras atrasadas
O crescimento econômico do Município, entretanto, não está restrito apenas à questão de novas áreas. Anápolis aguarda, já de algum tempo, a consolidação de algumas obras importantes que são de responsabilidade do Governo do Estado, dentre elas: o anel viário do DAIA, o Centro de Convenções, o Aeroporto de Cargas e a Plataforma Logística. Além da ferrovia Norte-Sul, que é de competência do Governo Federal. Embora inaugurada oficialmente há mais de dois anos (fevereiro de 2014), a ferrovia ainda não está operacional.
A soma de todos estes fatores tem levado o Município a perder competitividade em relação a outros municípios como Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Catalão e Itumbiara, em relação à aquisição de novos investimentos.

Autor(a): Claudius Brito

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