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Cresce taxa de saída das empresas do mercado de Goiás, aponta pesquisa

Economia Comentários 08 de outubro de 2018

A taxa é representada pela relação entre o número de empresas que fecharam e o total. Variação goiana supera a nacional


Entre 2015 e 2016, a taxa de saída das unidades locais das empresas (relação entre o número de empresas que fecharam e o total) em Goiás foi de 16,3% (27 mil empresas) enquanto a taxa nacional foi de 15,9% (781 mil empresas). Essas taxas foram superiores às observadas entre os anos 2014 e 2015, as quais Goiás e Brasil registraram, respectivamente, 15,3% e 15,7%. As atividades econômicas que tiveram as maiores taxas de saídas no estado em 2016 foram: Administração público, defesa e seguridade social, 25,0%; Construção, 22,9% e Indústrias extrativas, 21,5%.
Por outro lado, a taxa de entrada (relação entre o número de entradas e o total) em Goiás foi de 15,7% em 2016, índice acima da nacional que registrou 14,5% de taxa de entrada. Neste período, entraram em atividade 25,9 mil empresas em Goiás e 711,9 mil empresas no país. As taxas de entrada observadas para o ano 2016 foram inferiores àquelas registradas para o ano 2015, as quais Goiás e Brasil registraram, respectivamente, 17,4% e 15,6%. As atividades econômicas que tiveram as maiores taxas de entradas no estado em 2016 foram: Atividades imobiliárias, 23,9%; Atividades profissionais, científicas e técnicas, 21,6% e Construção, 21,4%.
Portanto, em 2016, assim como foi em 2014 (ano da crise econômica), tanto Goiás quanto Brasil ficaram negativos (-0,7% e -1,4% respectivamente) no saldo do número de empresas, pois saíram mais empresas do que entraram, como pode ser visto no Gráfico 1. Os resultados de 2016 evidenciaram maior movimento de empresas para fora do mercado, quando comparados com os resultados de 2015, quando Goiás apresentou 2,1 pontos percentuais positivos no número de empresas, e o Brasil apresentou apenas 0,1 ponto percentual negativo.

Sobrevivência
Já a taxa de sobrevivência de empresas em Goiás (relação entre o número de empresas sobreviventes e o total) ficou em 84,3% no ano 2016, representando um total de empresas sobreviventes de139,4 mil, e a taxa nacional foi de 85,5% de empresas sobreviventes (4.188,3 mil).
Goiás totalizou 165,2 mil unidades locais ativas de empresas no ano 2016, redução de 1,1 mil unidades locais em relação a 2015. Apesar da queda, Goiás continuou representando 3,3% das unidades locais ativas do país, que também mostrou redução (69,1 mil unidades) em relação a 2015. Em relação às demais Unidades da Federação, Goiás figurou como o 8º estado com maior número de unidades locais do Brasil, ficando atrás dos estados da região Sudeste (exceto Espírito Santo), Sul e do estado da Bahia.
Apesar de Goiás apresentar queda no total de ocupações assalariadas das empresas ativas (de 995,8 mil em 2015 para 955,8 mil pessoas em 2016) e das sobreviventes (de 953,9 mil para 910,8 mil pessoas de 2015 a 2016), o número de pessoal ocupado das empresas que entraram no mercado em 2016 cresceu, passando de 41,9 mil em 2015 para 44,9 mil, bem como o número de pessoal ocupado das empresas que saíram do mercado, passando de 21,7 mil em 2015 para 23,6 mil em 2016.
Goiás registrou taxas de 2,5% de pessoal ocupado na saída das empresas e 4,7% na entrada, ficando 2,2 pontos percentuais positivo na variação das ocupações assalariadas de unidades locais ativas, enquanto o Brasil acumulou, também positivamente, um saldo de 1,5%.
A maioria do pessoal ocupado assalariado em Góias, no ano 2016, estava empregado nas
empresas sobreviventes, 95,3%, percentual inferior ao apresentado em 2015 (95,8%) e também inferior ao percentual nacional, 96,4%.


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