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Crack cada vez mais empurra os jovens para mortes violentas

Violência Comentários 28 de janeiro de 2011

Grupo de Investigação de Homicídios divulgou um balanço sobre o trabalho da especializada durante o ano de 2010. A maioria das mortes violentas teve como “combustível” as drogas


Quase a metade homicídios ocorridos do mês de abril até o final de dezembro de 2010, em Anápolis, teve motivação relacionada ao uso e ao tráfico de drogas, sendo que o crack “é o principal combustível das mortes violentas na cidade”, segundo afirmou o delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Fábio Vilela, em entrevista ao CONTEXTO.
Em apenas oito meses, segundo os dados apresentados, foram instaurados pelo GIH, 81 inquéritos de homicídios em Anápolis, desse total, 38 tiveram relação com uso de drogas e álcool, sendo 15 casos ligados ao consumo de crack, 13 com o uso de álcool e 10 casos relacionados a outros tipos de drogas. Segundo o delegado, os crimes motivados pelo crack têm gerado outra estatística negativa, que é a de pessoas mais jovens como vítimas, indo dos 15 aos 30 anos, na média, a maioria dos registros de mortes violentas. Outro dado é que, dos 81 homicídios, 34 foram por arma de fogo e os demais, em sua maioria, por arma branca (facas, facões canivetes, dentre outros).
Em 2009, foram registrados no município 79 homicídios. No ano passado, embora tenha ocorrido um acréscimo, o quantitativo não está “fora da normalidade”, segundo Fábio Vilela. A meta para este ano, de acordo com ele, é trabalhar para reduzir ou não deixar que aumente o número de crimes dessa natureza, mesmo considerando o ritmo acelerado de crescimento da Cidade. Para isso, além de buscar melhorias na estrutura de atendimento, o GIH irá também desenvolver o projeto “Ser livre” da Polícia Civil, que visa levar conscientização aos jovens por meios de palestras e apresentações nas escolas em outros locais, tendo como um dos principais focos a questão das drogas.
Em relação à estrutura da especializada, Fábio Vilela disse que em recente evento na Cidade, o secretário estadual de Segurança Pública, João Furtado de Mendonça Neto, sinalizou que deverá construir um novo espaço físico para abrigar as delegacias especializadas de Anápolis. No caso do GIH, pode haver reforço de um delegado adjunto, uma escrivaninha e mais agentes. Hoje, o grupo conta, apenas, com um delegado, um escrivão e cinco agentes. “Podemos fazer um trabalho ainda mais ágil”, ponderou o delegado, observando que 25% dos procedimentos encaminhados à GIH, referentes a 2010 foram totalmente concluídos. Há, somente, 10 casos em que não se identificou a motivação e a autoria.
Com respeito à morte do jogador da Anapolina, Rafael Silva, 18 anos - conhecido pelo apelido de Pelezinho e uma das promessas do time para esta temporada - um caso recente que causou grande comoção popular e repercussão, inclusive na mídia nacional, o delegado adiantou que já ouviu quase uma dezena de testemunhas e que em poucos dias concluirá o inquérito apontando a motivação do crime, cuja autoria é atribuída a Wesley dos Santos, de 20 anos. O atleta foi assassinado com golpes de canivete, após uma discussão com Wesley. A intenção é estabelecer se houve ou não futilidade na caracterização do crime.

Homicídios nos bairros de Anápolis
Os dados divulgados à imprensa pelo Grupo de Investigação de Homicídios, coloca o Bairro Calixtópolis com o maior número de registros de homicídios, no período de abril a dezembro de 2010. No total foram cinco registros naquela região que teve, ainda, dois casos na Vila União e outros dois no Vivian Park.
Na Jaiara e no Bairro Boa Vista, foram três casos registrados em cada. Os bairros Setor Sul; Jardim São Paulo; Filostro Machado; Novo Paraíso, Polocentro e Vila Góis, tiveram dois casos registrados. Nos bairros São Carlos; São João; Jandaia; Alexandrina; Bandeiras; Recanto do Sol; Jardim das Américas; Residencial das Flores; Residencial América; Bairro de Lourdes; Jardim Primavera; Parque das Nações; São Joaquim, Calixtolândia e São João Oliveira houve um registro em cada.

Autor(a): Claudius Brito

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