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CPI de Alcides: Relatório será entregue ao Ministério Público

Cidade Comentários 10 de setembro de 2011

A comissão concluiu que o governo anterior deixou um déficit nas contas do Estado como herança, além de ter priorizado o pagamento de fornecedores, em detrimento da folha de pagamento


O relatório conclusivo da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as contas do último ano do Governo Alcides Rodrigues, deve ser enviado ao Ministério Público na próxima semana pelo presidente da Casa, deputado Jardel Sebba (PSDB). O documento foi entregue ao Presidente na última terça-feira, 6, durante sessão ordinária, pelo presidente da CPI, deputado Cláudio Meirelles (PR). De acordo com ele, o relatório rejeita as contas do ex-governador e recomenda que se apure quem foram os responsáveis pelas irregularidades.
Cópia do documento será entregue a cada um dos parlamentares e à Comissão de Finanças, Tributação e Orçamento, que também emitirá parecer sobre as contas da administração anterior. Cláudio Meirelles solicitou ainda que o documento seja anexado ao balanço das contas do Governo anterior, cujo processo encontra-se em tramitação na Assembleia e explica que o relatório servirá de subsídio para a comissão realizar seu julgamento, que, segundo ele, poderá acontecer também na próxima semana.
O relator da CPI, deputado Doutor Joaquim (PPS), considera que a comissão cumpriu seus objetivos. “O trabalho da comissão foi realizado de forma isenta. Pudemos colher documentos e ouvir diversas pessoas ligadas à administração do ex-governador, permitindo que fossem sanadas praticamente todas as dúvidas. Os dados que coletamos nesse período foram suficientes para a elaboração do relatório final”, salientou.
egundo o parlamentar, com a investigação promovida pela CPI, foi possível tomar conhecimento das ações executadas pelo governo anterior e concluir que houve irregularidades nas contas do Estado durante o ano de 2010. “O relatório trouxe pontos como metas fiscais não cumpridas, desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, balancetes que não coincidem com a realidade, além, ainda, de um déficit, conforme já informado pelo Tribunal de Contas do Estado”, adiantou Doutor Joaquim.
“Não há alteração de números no relatório que elaborei. Tudo o que foi apresentado possui embasamento. O valor de R$ 2,040 bilhões foi realizado com a totalidade dos valores referentes ao déficit financeiro. Não há nada por mim inventado. Nos R$ 566 milhões apresentados pelo TCE, não estão reconhecidos restos não processados e o não pagamento da folha de dezembro (de 2010) dos servidores, por exemplo”, afirmou o relator.
O relator registrou ainda que a gestão anterior optou deliberadamente por pagar fornecedores, deixando a maior parte dos servidores públicos sem salário, e ainda os cofres vazios, impossibilitando a quitação da folha.

Autor(a): Da Redação

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