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Corte de verbas pode afetar formação de mão-de-obra em Anápolis

Geral Comentários 25 de setembro de 2015

O tamanho do prejuízo ainda está sendo calculado, mas pode haver redução drástica de cursos ofertados para os trabalhadores no Município e região


O pacote fiscal do Governo Federal para tentar sanar o déficit nas contas públicas poderá gerar impactos negativos à formação de mão-de-obra no País. É que, no bojo das medidas, está sendo proposta um corte de 30% nos repasses ao Sistema S (SENAI; SESI; SENAC; SEBRAE; SENAR; SENAT, SESCOOP e SEST), instituições mantidas com dinheiro das empresas e que têm como foco de atuação a formação e a qualificação de trabalhadores para as mais diferentes áreas da indústria, do comércio, de serviço e, rural.


O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Pedro Alves de Oliveira, esteve em Anápolis, na noite da última quarta-feira, 23, para falar sobre essa questão, que ele considera “extremamente danosa para o Brasil”. Ele, também, considera que a medida não é um corte, mas, uma “apropriação indébita”, pois os recursos que alimentam o Sistema S são oriundos do setor produtivo e nada têm a ver com o Governo que, na verdade, está de olho num fatia desse orçamento. Algo em torno de R$ 2,6 bilhões, ou seja, 30% dos R$ 7,9 bilhões recolhidos.


De acordo com Pedro Alves, se de fato o “confisco” - como também denominou a medida - realmente acontecer, a consequência direta será o corte na quantidade de cursos ofertados pelo SESI e pelo SENAI, não sendo descartada a possibilidade de fechamento de algumas unidades. “Não tem como a gente manter, se houver um corte nesta magnitude”, alertou.


O presidente da FIEG destacou que todas as federações das indústrias fecharam questão e não vão negociar o corte de recursos, seja ele de que tamanho for. Pedro Alves assinalou que o Sistema S pode contribuir de muitas outras formas com o Governo Federal, inclusive, em relação ao PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), que reconheceu ser uma iniciativa importante da gestão da Presidente Dilma Rousseff (PT).


Para fazer frente ao desejo do Governo em efetuar o corte, as entidades do Sistema S já iniciaram uma grande mobilização por todo o País. Em Anápolis, a Associação Comercial e Industrial e o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário endereçaram correspondência aos 17 deputados e aos três senadores da bancada goiana no Congresso Nacional, solicitando aos mesmos que não apoiem a iniciativa proposta pelo Executivo Federal. “Nós vamos mostrar que apoiar esta ideia é estar contra a indústria, contra os trabalhadores e contra o crescimento do País”, ressaltou Pedro Alves.


 


O Sistema em Goiás


De Goiânia e Aparecida, na Região Metropolitana, a Minaçu e Niquelândia, no Norte; Rio Verde, Quirinópolis e Mineiros, no Sudoeste; Catalão, no Sudeste; Itumbiara, no Sul; Anápolis e Barro Alto, no Centro, a Rede SESI e SENAI se estende por praticamente todo o Estado, cobrindo os principais polos produtivos. São 32 unidades e núcleos fixos e 18 unidades móveis, que garantem a oferta de serviços a empresas em suas mais diversas áreas de atuação.


Em 2014, as duas instituições marcaram presença em 196 do total de 246 municípios goianos (quase 80%), levando cursos e atividades nas áreas de educação, saúde, lazer e responsabilidade social. Na formação de mão de obra, o SENAI bate, ano a ano, recorde de matrículas para atender ao avanço da indústria e formar candidatos ao primeiro emprego. Em 2014, foram 213.836 profissionais qualificados para o mercado de trabalho.


As escolas do SESI focam o trabalhador da indústria, ampliando o número de matrículas em suas modalidades de ensino, elevando a escolaridade e reduzindo taxas de analfabetismo. Em 2014, o SESI somou mais de 10 mil matrículas no ensino regular, 40 mil na educação continuada - um conjunto de ações pontuais, de curta duração, oferecidas ao trabalhador em qualquer época para complementar a formação profissional. As bibliotecas do SESI prestaram 335 mil atendimentos em 2014. Por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do SESI, com mais de 11 mil matrículas em 2014, trabalhadores voltam para a sala de aula ou pegam, pela primeira vez, no lápis e no caderno, acumulando conquistas pessoais e profissionais, que vão desde a promoção de cargo dentro da empresa, melhor interação com familiares e amigos até o ingresso no ensino superior.

Autor(a): Claudius Brito

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