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Corredores exclusivos para ônibus são inevitáveis

Cidade Comentários 23 de setembro de 2011

Saída para a equação do trânsito nas médias e grandes cidades brasileiras, onde não existem os sistemas de metrô ou de trens de alta resolutibilidade, está na criação de corredores exclusivos para ônibus


O prefeito de Uberlândia, segunda maior cidade de Minas Gerais, Odelmo Leão, disse haver alternativa que não seja a criação de corredores exclusivos para os ônibus do transporte coletivo objetivando viabilizar o tráfego no centro e nos principais bairros daquela comunidade. Esta semana ele inaugurou mais um desses corredores e informou que o município está gastando R$ 100 milhões em um projeto que prevê, além dos corredores, a construção de três viadutos na região central de Uberlândia. Na avaliação dos técnicos daquela cidade, somente esse tipo de investimento é capaz de acomodar a demanda por espaço nas ruas daquela cidade.
Mas, o caso de Uberlândia não é único. Em Joinville, Santa Catarina, por exemplo, a prefeitura está finalizando a formação de quatro novos corredores, obras iniciadas no último dia 08 de agosto. A exemplo de cidades do mesmo porte, aquela comunidade catarinense busca alternativas para garantir o escoamento do trânsito de veículos de todos os portes, em uma frota que não pára de crescer. Outro exemplo marcante está na maior cidade do Brasil, São Paulo. Lá, só este ano, foram abertos nove novos corredores exclusivos para o tráfego dos ônibus do transporte coletivo. E, esta semana a região mais valorizada do Rio de Janeiro, o trecho entre os bairros de Leblon e Ipanema, cartão postal da “Cidade Maravilhosa” ganhou um corredor exclusivo para os ônibus. O prefeito César Maia disse que não existe outro remédio que não seja investir na infraestrutura do transporte coletivo, principalmente porque o Rio de Janeiro vai ser uma das sedes da Copa do Mundo em 2014.
Em Anápolis
Também para Anápolis, cidade que se assemelha a Uberlândia e a Joinville, os estudos apontam que a solução para este angustiante problema enfrentado pela maioria dos prefeitos de cidades de porte médio acima, está no investimento em corredores de ônibus. A experiência adotada, há alguns anos, ao longo da Avenida Brasil, trecho entre o trevo de acesso ao DAIA e a região próxima ao Hospital Municipal, já demonstrou, na prática, que a medida é acertada e pode ser estendida para outros setores. Defende-se, por exemplo, dois corredores em forma de cruz, com um deles ligando a região do Bairro Jundiaí, até a Vila Brasil, no extremo oeste da Avenida Goiás e, outro, dando sequência ao que já existe na Avenida Brasil, levando-o até o viaduto de aceso ao setor Recanto do Sol. São opiniões preliminares, mas que têm uma forte dose de lógica, principalmente se ocorrerem algumas mudanças no sistema operado pela TCA, como a bilhetagem eletrônica que está a caminho. Com isto, não será mais obrigatório o desembarque no Terminal da Praça Americano do Brasil para o segundo percurso, dentro do sistema de 100 por cento de integração. De acordo com alguns especialistas ouvidos, mais cedo, ou mais tarde, a Prefeitura de Anápolis vai ter de enfrentar este problema.

Autor(a): Nilton Pereira

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