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Continua a polêmica sobre a Rua Pérola

Cidade Comentários 19 de junho de 2009

Objeto de polêmicas, inclusive com a intervenção do Ministério Público, a Rua Pérola, no Jardim Ana Paula, continua sem a sua finalidade básica, que é servir como via de escoamento do tráfego de veículos e pedestres


A Rua Pérola esperou por reformas quase 30 anos. Em 1986, quando o Jardim Ana Paula foi pavimentado, a rua deveria ter sido beneficiada, mas isto não aconteceu. O problema se arrastou pelos governos de Adhemar Santillo, Anapolino de Faria e Ernani de Paula. E em todas essas administrações a população do bairro procurou os responsáveis - através de abaixo-assinados e ofícios. Até que, no fim de 2008, através de obras da administração Pedro Sahium, o drama parecia ter acabando. Entretanto, nas primeiras chuvas o que deveria ter sido solução, tornou-se novamente um problema.
Henrique Mendonça é morador da região, e acompanhou o drama de perto desde o começo. Além disso, por trabalhar na área de comunicação, pesquisou sobre o assunto várias vezes para escrever a respeito. Segundo ele, a situação no local, que hoje é insustentável, na época, poderia ter sido resolvida se não fosse a pressão de pessoas que não queriam o asfalto “por que acreditavam que a via ganharia um grande fluxo de carros e viraria rota de ônibus”.
Benefícios
Na administração Pedro Sahium, houve uma mobilização pública, com a participação dos meios de comunicação e da população na tentativa de sensibilizar o poder público. O morador conta que através da cobrança a obra foi iniciada, mas logo parou - problema que se repetiu por várias vezes. As máquinas empregadas no serviço, simplesmente ficavam paradas no local, e uma dessas paralisações chegou a durar cinco meses. Antes das eleições de 2008, a obra foi entregue aos moradores. Logo em seguida, cerca de 20 dias depois, vieram as chuvas. Um temporal alagou a passagem, arrastando grande quantidade de entulho para o local e arrancando parte do asfalto recém colocado. O trânsito então foi interditado, já que a travessia apresentava riscos.
“Da Avenida Brasil, até o córrego Góis, a rua se chama Pérola. Mas do córrego em direção à Vila São José ela muda de nome, passando a se chamar Eurípedes Barsanulfo. A parte da Vila São José foi a única em que as obras da via aconteceram satisfatoriamente - com rede de captação de águas pluviais e iluminação”, conta Henrique. A parte do asfalto onde a rua muda de nome quase não sofreu estragos com as chuvas, em grande parte devido ao sistema de escoamento de águas. Mas tem algumas imperfeições perigosas, como um bueiro de tamanho considerável e que está sem grade de proteção. Além disso, com a conclusão da obra, o fluxo na Rua 6, na Vila João Luiz de Oliveira, atual rota de quem atravessa a região, também seria beneficiado.
O Ministério Público abriu processo para investigar a obra em que, segundo denúncias, teriam sido usados materiais de má qualidade. Contudo segundo a promotoria, o procedimento está parado e não há previsão para retomada, pois a promotora que investigava o caso, Sandra Mara Garbelini, foi transferida para Goiânia.


Secretaria de Desenvolvimento Urbano
Procurado para prestar esclarecimentos sobre o atraso na recuperação da Rua Pérola, o secretário de Desenvolvimento Urbano Sustentável, Clodoveu Reis disse que o atraso aconteceu porque não havia projetos para a área. E a secretaria teve que elaborá-los.
“Estamos aguardando a licitação, que já está na Procuradoria. O que tem adiado o começo das obras é na verdade a burocracia. Existem muitos projetos para serem encaminhados. No caso da Rua Pérola, quando tivermos a empresa escolhida, iniciaremos a obra imediatamente”, relatou.
Portanto, não há uma previsão para o reinício do serviço, mas o secretário acredita que dentro de um mês o processo estará concluído. A obra em si irá durar em torno de 45 dias.
Clodoveu disse, ainda, que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano Sustentável pretende construir uma rede de escoamento (galerias de água pluvial) na região. Esta rede abrangeria não somente a Rua Pérola, mas também as vias próximas. E, depois dessa medida, irá recuperar o leito das ruas. “Pretende-se usar uma cavadeira hidráulica e tirar todo o antigo asfalto para, assim, construirmos as galerias pluviais e, aí sim, asfaltarmos a rua”, explica.
Clodoveu destacou que o trânsito de veículos na via foi suspenso, para não agravar mais a situação e não oferecer riscos à população. “Os grandes problemas são a condição inconveniente em que se encontra a população do local e, também, a necessidade de rapidez na realização da obra, para que ela seja entregue antes do período das chuvas”.
A obra está orçada em aproximadamente 1,25 milhões de reais. O projeto foi encaminhado para licitação em 29/04/2009. Entretanto, não existe outra solução a não ser esperar a conclusão da licitação para dar inicio a obra.

Outros serviços
A Secretaria vem trabalhando na passagem da Rua Anhanguera e nos bueiros da Rua Barão de Cotegipe. “Na verdade, os bueiros são um grande problema na cidade de Anápolis e a maior dificuldade enfrentada pela secretaria. A falta de rede pluvial, causa erosões e um desconforto muito grande para a população”, contou o secretário. Além disso, o serviço de tapa buracos tem ocorrido em alguns bairros da cidade. “O grande desafio é exatamente realizar ações que atinjam todos os setores da cidade”.

Autor(a): Carolina Umbelino

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