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Congressistas de Anápolis ficam fora da lista do Ministro Fachin

Política Comentários 12 de abril de 2017

A lista, no âmbito de investigações afetas ao STF, tem oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais


A divulgação da lista do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, contendo os nomes de políticos e agentes públicos que deverão ser investigados pela Procuradoria Geral da República provocou um reboliço nos meio políticos e fora deles, inclusive, repercutindo em vários outros países. São, no total, 74 inquéritos a serem abertos, com base em delações premiadas de executivos da Construtora Odebrecht, envolvendo oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. Há mais uma leva de inquéritos que foram remetidos a outras instâncias do Judiciário.
A boa notícia - se é que é possível neste momento crítico da vida política nacional - remete ao fato de que nenhum dos três congressistas de Anápolis - os deputados federais Alexandre Baldy (PTN), Rubens Otoni (PT) e o senador Ronaldo Caiado (DEM) - figura na temida lista.
Da bancada goiana no Congresso Nacional, teve o nome citado na lista de Fachin o Deputado Federal Daniel Vilela. O pai do parlamentar, o ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, também, figura no inquérito 4441 do STF. Ambos negaram envolvimento com qualquer ilicitude.
Os pedidos de investigação envolvem, também, nove governadores de estados, dentre eles, o Governador Marconi Perillo (PSDB). Através de nota oficial, o chefe do Executivo goiano informou o seguinte:
“Nos termos da nota emitida na noite de ontem (11 de abril de 2017), relativamente às citações encaminhadas pelo Ministro Edson Fachin ao STJ, o governador Marconi Perillo só irá se manifestar após conhecimento integral do teor das declarações apresentadas.
O governador reitera que acredita na Justiça e que irá esclarecer qualquer eventual questionamento, mesmo porque, até o presente momento, não há qualquer inquérito autorizado pelo Poder Judiciário em tramitação no STJ, sendo impossível uma manifestação acerca de citação sem a devida contextualização.
Por oportuno, o governador ressalta que nunca pediu ou autorizou que solicitassem em seu nome qualquer contribuição de campanha que não fosse oficial e rigorosamente de acordo com a legislação eleitoral”.
Ex-presidentes
As delações premiadas da Odebrecht levantam suspeições sobre cinco ex-presidentes da República: Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT; Fernando Henrique Cardoso (PSDB); Fernando Collor de Melo (PTC) e José Sarney (PMDB). Há, ainda, citações envolvendo o Ex-Governador de Goiás e atual Prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado (PMDB). Todos negam envolvimento em possíveis irregulares.

Autor(a): Da Redação

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