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Condenada a mulher que matou o marido há dez anos

Justiça Comentários 07 de dezembro de 2012

Corpo foi transportado em uma bicicleta por mais de dois quilômetros e enterrado no mato


No dia 14 de novembro de 2000, a dona de casa Nilda Rodrigues Vieira Esteves, moradora do Bairro São João, em companhia de seu cunhado, de nome Wesley Esteves, consumou um plano que vinha maquinando há tempos: matar o marido, o operário Carlos Sérgio. Nilda estava tendo um caso amoroso com o cunhado e não queria que o esposo descobrisse. O assassinato foi praticado durante a noite e para se livrarem do corpo, o casal de amantes transportou-o em uma bicicleta até uma área próxima ao Distrito Agro Industrial de Anápolis, sepultando-o em meio a um pasto. Depois ambos retornaram e seguiram suas vidas, morando juntos, como se nada tivesse acontecido.
O sumiço de Carlos Sérgio, à época, foi noticiado em emissoras de rádio, sem nenhuma pista sobre seu paradeiro. Um ano depois, Nilda e o cunhado surpreenderam, mais uma vez, ao procurarem a polícia e confessarem a autoria do homicídio, dizendo-se arrependidos e dispostos a pagarem pelo delito. O caso alcançou grande repercussão, pois, de fato, a confissão batia com o que aconteceram realmente. Os restos mortais de Carlos foram localizados e o casal indiciado. Depois disso, muitas coisas aconteceram. Wesley foi assassinado durante uma briga e Nilda desapareceu de Anápolis. Mas, esta semana, ela foi julgada, mesmo à revelia, passados, exatamente, dez anos do brutal assassinato. Nilda foi defendida pelo advogado dativo Deberge Ramos Pimentel, com a acusação a cargo da promotora Maysa Morgana. Ao final do julgamento, a autora do crime foi condenada pela Juíza Lara Gonzaga de Siqueira a 15 anos e três meses, de prisão. Agora ela é considerada foragida da justiça e pode ser presa em qualquer parte do Brasil, ou mesmo, do exterior, caso ainda esteja viva.

Homicídios
Depois de um período de relativa calma, a Cidade de Anápolis voltou a registrar casos de homicídio. Já são mais de 140. Um deles ocorreu nas dependências de um bar no Parque Residencial das Flores, região onde fica a Cadeia Pública de Anápolis. Dois homens, conhecidos por “Paulinho” e “Pé de Grude” começaram uma discussão com ameaças mutuas. O segundo foi em casa e buscou uma espingarda, apontando-a contra o desafeto. O proprietário do estabelecimento, João Bueno, de 53 anos, tentou intervir e foi alvejado no peito e mesmo sendo socorrido na hora, acabou morrendo no Hospital de Urgências “Doutor Henrique Santillo”. Já “Paulinho” foi atingido, mas não corre risco de morrer.
Outro caso de homicídio foi registrado na região Sudoeste de Anápolis, mais precisamente no Parque Calixtópolis, saída para Goiânia. Ricardo Alves Feliciano, conhecido na região por ser usuário de entorpecentes, e com passagens pela polícia, foi morto no com quatro disparos de arma de fogo. A polícia foi chamada e tentou levantar alguma pista, ouvir alguma testemunha do assassinato, tudo em vão. No local impera a “lei do silêncio”, onde “ninguém sabe, ninguém viu”. Suspeita-se que a morte de Ricardo tenha sido motivada pelo que se chama na linguagem policial de “acerto de contas”.

Autor(a): Claudius Brito

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