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Composição de alianças é uma estratégia difícil para os partidos

Política Comentários 08 de julho de 2016

Nas eleições de 2012, teve o caso clássico do DEM e do PSDB. O Democratas somou mais votos para a coligação, mas foram os tucanos que ficaram com as duas vagas


No sistema eleitoral vigente, nas eleições proporcionais, como será a de outubro próximo, para o cargo de vereador, os partidos podem fazer aliança como parte da estratégia para conquistarem as vagas. É uma decisão difícil para os partidos, porque, na verdade, é como se fosse uma eleição dentro de outra eleição. Vamos a um flashback eleitoral:
Na eleição de 2012, por exemplo, houve um caso clássico de aliança que beneficiou mais um partido do que o outro. Foi assim como o DEM e o PSDB. Com os votos de legenda e os votos nominais, o DEM somou para a coligação 10.806 votos e o PSDB, também, com os votos de legenda e nominais, 5.616. Mesmo com uma contribuição menor, o PSDB ficou as duas vagas, conquistadas por Mírian Garcia e Fernando Cunha, os mais bem votados dentro da coligação.
O PT se aliou ao PCO e ao PMN. Mas, os dois aliados, juntos, não somaram mais do que 459 votos válidos (nominais e de legenda). O PT, sozinho, somou 32.449 votos e conquistou seis cadeiras, sendo quatro pelo quociente partidário e duas na sobra de votos. Foram eleitos pela sigla: Lisieux José Borges; Luiz Lacerda; Professora Geli; Pastor Wilmar Silvestre; Éber Mamede e Dinamélia Rabelo.
Por outro lado, houve uma aliança bem sucedida entre o PP e o PMDB. O primeiro somou 8.797 votos válidos e o segundo, 6.178. A coligação conquistou duas cadeiras, com Pedro Mariano (PP) e Eli Rosa. O pepista foi o mais bem votado naquela eleição, alcançando 3.316 votos.
O PTB fez três cadeiras (duas no quociente e uma na sobra) com 20.984 votos válidos e uma pequena contribuição do PRP, de 563 votos válidos. Foram eleitos: Frei Valdair, Jean Carlos e Pedrinho Porto Rico. Já o PTN se uniu ao PRB e fez duas vagas (uma no quociente e uma na sobra). O PTN somou 12.305 votos e teve um empurrão de 2.152 votos do aliado. Preencheu as cadeiras com os vereadores Sargento Alberto e Gleimo Martins.
O PDT uniu-se ao PTC. O PDT rendeu à coligação 11.067 votos, enquanto o PTC contribuiu com 3.839 votos. Foram eleitos na coligação, os vereadores Mauro José Severiano e Paulo de Lima. O PSC se uniu ao PSL e a coligação conseguiu fazer a segunda maior bancada, com quatro vereadores. O PSC somou 22.708 votos válidos e o PPL, apenas, 266. Foram eleitos os quatro mais bem votados do PSC: Amilton Filho; Wederson Lopes, Jerry Cabeleireiro e Vespasiano. O PR uniu-se ao PSB e a coligação fez, apenas, uma cadeira, que ficou com o PSB, que conseguiu angariar 10.209 votos válidos, enquanto que o PR somou, apenas, 457 votos. Foi eleito o vereador Jakson Charles.
A coligação PSL-PV fez uma cadeira, com os 6.960 votos válidos do PL e a ajuda de 3.779 votos do PV. Ficou com a vaga o vereador Sargento Alberto, melhor votado dentro da coligação. As coligações formadas pelos partidos PPS-PSDC e PHS-PSD, não conseguiram alcançar o quociente eleitoral e, portanto, não elegeram representantes para o Legislativo. PC do B e o PT do B não fecharam aliança e nem conseguiram atingir o quociente eleitoral para eleger um representante.
Em 2012 foram computados 185.186 votos válidos. O quociente eleitoral, ou seja, o número mínimo de votos, para alcançar uma das 23 vagas na Câmara Municipal, foi de 8.052.

Autor(a): Claudius Brito

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