(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Como superar o fim de um relacionamento?

Saúde Comentários 27 de abril de 2017

Segundo cientistas americanos, acreditar que você está fazendo algo para seguir em frente impacta na secreção de neurotransmissores, reduzindo o sofrimento


Ter o ‘coração partido‘ é uma das experiências mais traumáticas da vida. No entanto, de acordo com um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, acreditar que está fazendo algo para superar o término de um relacionamento, independente como, pode ajudar a aliviar o sofrimento. Esse efeito placebo, segundo os cientistas, influencia regiões do cérebro associadas às emoções, liberando dopamina – um dos neurotransmissores responsáveis pelo sentimento de felicidade.
Superar a dor
Durante décadas, pesquisas mostraram que as expectativas positivas, mesmo em tratamentos com pílulas sem ingredientes ativos na composição, podem aliviar mensuravelmente a dor. Neste estudo, os especialistas procuraram identificar o impacto do efeito placebo nas dores emocionais de uma rejeição romântica, por exemplo. “O término de um relacionamento é uma das piores experiências emocionais que uma pessoa pode ter ao longo da vida e pode ser um gatilho para problemas psicológicos“, explicou ao Daily Mail Leonie Koban, um dos autores da pesquisa publicada no Journal of Neuroscience.
Para os pesquisadores, as recentes descobertas são importantes considerando que rompimentos estão relacionados a um risco 20 vezes maior de desenvolver depressão em um ano. “Em nosso estudo, descobrimos que que esse efeito placebo pode ter um grande efeito na redução dessa dor social“, disse Koban. “Só o fato de que você está se engajando em algo para benefício próprio, e que pode lhe dar esperanças, já pode ter um impacto”, completou Tor Wager, coautor do estudo.
A pesquisa
Durante o levantamento, foram selecionadas 40 pessoas que haviam passado recentemente por um rompimento romântico indesejado. Para detectar as diferenças de imagens cerebrais, cada um dos participantes observou uma foto de seu ex-parceiro e outra foto de algum amigo próximo do mesmo sexo.
Enquanto tinham seus cérebros analisados por uma máquina de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI), eles foram orientados a falar sobre a experiência do término enquanto observavam fotos de seus antigos parceiros. Depois, enquanto observavam fotos de seus respectivos amigos, os participantes foram submetidos a uma aplicação de calor na pele do braço, para simular a dor física.
Ao final, os participantes responderam um questionário avaliando a forma como se sentiram, em uma escala de um (muito bem) a cinco (muito mal). Segundo o estudo, embora não fossem exatamente idênticas, as regiões do cérebro que se iluminaram durante a dor física e a dor emocional foram semelhantes.
Efeito placebo
Depois dos exames, a equipe de pesquisa administrou nos voluntários uma espécie de spray nasal. Para metade deles, os cientistas disseram que se tratava de um ‘poderoso analgésico’ que possuía efeito na redução da dor emocional, enquanto para os outros, que era apenas um soro fisiológico tradicional.
Cada participante foi, então, novamente examinado pelo fMRI, sob as mesmas condições anteriores. O grupo placebo não só sentiu uma redução das dores física e emocional, como também respondeu melhor às imagens dos antigos parceiros. A atividade no córtex pré-frontal dorsolateral do cérebro – uma área envolvida com a modulação de emoções, inclusive da depressão – também aumentou de forma acentuada.
Os participantes do grupo placebo também mostraram grande atividade em uma área do cérebro chamada de substância cinzenta periaquedutal, que desempenha um papel fundamental na liberação de substâncias químicas que atuam como analgésicos naturais e neurotransmissores, como a dopamina

Autor(a): Everthon Daer

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Cirurgias pediátricas tem fila de espera reduzida

18/08/2017

Já medicado, o garoto J.B.N., 4, demonstrava tranquilidade, ao entrar no centro cirúrgico do Hospital Evangélico, para rea...

Goiás ocupa a terceira posição no ranking nacional em transplante de córneas

18/08/2017

Em Goiás, são realizados transplantes de córneas, rins, coração e medula óssea, sendo que o de córneas é o mais comum...

Franquia Oral Sin se instala em Anápolis

10/08/2017

Acaba de chegar em Anápolis a primeira franquia Oral Sin Implantes. O empresário e odontólogo Leonardo Lara recebe convida...

Município deve receber mais recursos para medicamentos

03/08/2017

Definido no último dia 31 de março, o fechamento das unidades próprias do programa Farmácia Popular deve otimizar a utili...