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Como chegar ao primeiro emprego

Geral Comentários 23 de julho de 2010

O mercado de trabalho exige, cada vez mais, de quem busca uma vaga. Passar por estágio ou cursos de formação profissionalizante pode ser determinante para a futura carreira


Entrar no mercado de trabalho nunca exigiu tanto de aspirantes a um emprego. E, é nessa hora, que quem tem mais experiência leva a melhor. Mas, vem a dúvida e o grande desafio: Como conquistar o primeiro emprego? Para especialistas, o estágio pode ser uma boa alternativa, uma porta de entrada para quem entra na batalha que é a vida profissional.
Segundo o gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) de Anápolis - uma das entidades que promovem a interação entre escolas e as empresas na cidade - Fernando Nunes Pereira, o estágio tem a função de desenvolver competências profissionais no aluno que busca esse tipo de possibilidade para o aprimoramento educacional. Ele explica que de acordo com a lei 11788/08 estagiário, empresa e instituição de ensino, devem seguir algumas obrigações para que todas as partes tenham vantagens e estejam dentro da legislação.
Uma delas é a obrigatoriedade da empresa em ofertar instalações que viabilizem ao estagiário, atividades de cunho profissional, social e cultural. Além disso, a indicação de um profissional com formação ou experiência na área do curso do educando, a fim de supervisioná-lo e auxiliá-lo no desempenho das atividades que forem destinadas a ele, também, é responsabilidade da empresa.
Já para a instituição de ensino cabe a solicitação de um relatório de atividades a cada seis meses, a indicação de um professor orientador, e dentre outras responsabilidades, comunicar à empresa, no início de cada período letivo, as datas das avaliações escolares ou acadêmicas.

Tempo

O interessado em um estágio deve ter idade mínima de 16 anos e estar matriculado e frequentando uma instituição de ensino superior, técnico ou médio. Alunos matriculados na educação fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos, também, podem concorrer a uma vaga de estágio. A carga horária está limitada a seis horas diárias ou 30 horas semanais para o ensino superior, educação profissional e ensino médio regular. Quem cursa a educação especial e se acha nos dois anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos, tem quatro horas diárias/20 horas semanais a cumprir. Além disso, o estagiário deve saber que ele pode ficar em uma mesma empresa estagiando por, no máximo, dois anos. Ele, também, tem direito a auxílio transporte e remuneração, exceto se o estágio for obrigatório para a conclusão do curso.
Segundo Fernando Pereira, quem passa pelo estágio tem mais chances de ser contratado do que aquele aluno que não teve tal experiência. Fernando foi estagiário e recomenda que o estudante procure aprimorar seus conhecimentos e seja um visionário. “Fazer estágio é ter a oportunidade de dar palpites e poder arriscar. Os novos conhecimentos são os melhores benefícios”.

Aprimoramento profissional

Para quem não tem a oportunidade de passar pelo estágio, fazer cursos profissionalizantes pode ser um bom caminho. Em Anápolis, o interessado pode procurar diversos lugares para aprimoramento de sua carreira profissional. Segundo a supervisora de integração escola-empresa do Centro de Educação Profissional de Anápolis (Cepa), Lana Guimarães, a capacitação acontece tanto para ingressar no mercado como para se manter nele. Ele explica que no caso do Cepa, o levantamento dos cursos mais procurados é feito no SINE (Sistema Nacional de Emprego) encaminhado para secretaria da instituição. Após isso, um projeto é feito para a formação de turmas, cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores.
De acordo com Lana Guimarães, em Anápolis, os cursos mais procurados por jovens são de técnico em vendas, qualidade no atendimento, inglês e informática básica. Já as empresas anapolinas procuram alunos de diversos cursos. Para Lana, não é possível citar um cargo que tenha mais oportunidades, já que cada empresa busca um perfil específico. “Mas em sua maioria, os alunos são absorvidos pelo comércio, principalmente os mais jovens que não têm muita experiência”, afirma a supervisora.
Ter um bom relacionamento pessoal, ser proativo e ter comprometimento com as ações que são delegadas representam características que o alunos deve ter, na visão de quem trabalha com esse público. Segundo a coordenadora pedagógica do Cepa Alice Maria de Sousa os melhores são julgados por competências e habilidades e, não, por notas. Isso significa que o candidato a uma vaga no trabalho deve responder a características específicas de cada empresa, mas em geral todas pedem responsabilidade e qualificação na área de atuação.
Para o professor da área de gestão e hospitalidade, Genilson Mariano, apesar da procura dos alunos ser grande, muitos jovens ainda não sabem das oportunidades que a cidade oferece. “Os que conhecem, aproveitam a idade e buscam cursos profissionalizantes para entrarem no mercado com mais facilidade”, afirmou Genilson. Segundo ele, muitos alunos são indicados para empresas e alguns podem até passar por um estágio enquanto estão no curso.

Autor(a): Flávia Gomes

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